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BCP regista maior queda em mais de três meses. Ações valem menos de 9 cêntimos

O banco liderado por Miguel Maya está a acompanhar as quedas do setor no resto da Europa, como reação à divulgação dos ficheiros FinCEN e ao medo de que uma segunda vaga de contágio do coronavírus obrigue a um novo confinamento.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 21 de Setembro de 2020 às 13:21
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As ações do Banco Comercial Português desvalorizaram 5,07% para os 8,61 cêntimos por ação na sessão desta segunda-feira, o que representa a maior queda da cotada desde junho deste ano e uma nova aproximação aos mínimos históricos tocados a 14 de maio deste ano, nos 8,46 cêntimos. 

No entanto, foram diminuindo o tamanho da desvalorização - em linha com o sucedido no resto da Europa - e perdem agora 2,76% para os 8,82 cêntimos. Em termos de liquidez, foram negociadas mais de 30 milhões de ações até ao momento, quase menos de metade dos mais de 58 milhões de títulos transacionados por dia, em média, nos últimos seis meses.

O banco liderado por Miguel Maya acompanha o ritmo registado no resto do setor na Europa, num dia em que reage à divulgação dos ficheiros FinCEN, do Tesouro dos Estados Unidos, ao consórcio internacional de jornalismo de investigação (ICIJ), que mostra práticas suspeitas de fraude por parte de vários bancos em todo o mundo.

Hoje, o maior tombo é protagonizado por este setor (-6%), com os bancos ING (-9%), Barclays (-8,5%) e Deutsche Bank (-8,2%) entre os piores desempenhos. O HSBC, um dos bancos visados pela divulgação dos documentos, caiu para mínimos de 1995 em Hong Kong e, na sua negociação na praça de Londres, cai para mínimos de março de 2009. 

Este ano está a ser difícil para quase todos os setores na Europa, devido à pandemia, especialmente para a banca, que acumula uma perda superior a 43%. 

O BCP segue esta batuta europeia, com uma desvalorização anual de mais de 60%. Só no primeiro trimestre, as ações da cotada portuguesa perderam mais de 50%, tendo registado uma ténue recuperação de 4% nos três meses seguintes. Contudo, com uma nova propagação em força do coronavírus em todo o mundo, o título está a perder 18% neste terceiro trimestre, prestes a acabar.

Atualmente existem cinco casas de investimento a aconselharem comprar ações do banco, sete a recomendar manter e apenas uma que considera vender como a melhor opção. O preço-alvo médio fixado está nos 14 cêntimos por ação, o que representa um retorno potencial de mais de 60% face ao fecho da última sexta-feira. 

Este ambiente de grandes quedas no continente coincide com o dia em que o Stoxx 600, o Euro Stoxx 50 e o Stoxx 50 Europe sofreram remodelações na sua constituição. No lote de saídas, estão os bancos BBVA e Société Générale, as empresas de telecomunicação Telefónica e Orange e a Fresenius Medical Care, do setor da saúde.

O setor da banca passa a ter apenas quatro empresas no lote das 50 maiores empresas do continente, espelhando a perda de atratividade e de competitividade que se tem registado nos últimos anos.
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