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PSI-20 interrompe série vitoriosa com queda ao cair do pano

A bolsa nacional ganhou força após a abertura positiva de Wall Street, mas não se conseguiu aguentar acima da linha de água até ao final da sessão europeia. A poucos minutos do fim, resvalou para "o vermelho".

Sérgio Lemos
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 21 de Maio de 2020 às 16:52
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O índice PSI-20 terminou a sessão desta quinta-feira a cair 0,20% para os 4.214,95 pontos, apesar da maioria da cotadas ter negociado em alta (onze). De resto, outras seis empresas desvalorizaram e uma fechou na linha de água. 

Lá fora, as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China continuam a fazer mossa no sentimento das bolsas europeias, depois de novas acusações da Casa Branca sobre a forma como Pequim estava a controlar a atual pandemia.

A par destas novas desconfianças, o Senado dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que pode banir muitas empresas chinesas dos índices bolsistas norte-americanos, caso não sigam as regras de contabilidade impostas no país. Agora, falta ser também aprovado na Câmara dos Representantes até chegar a Donald Trump.

Por cá, a maior queda foi protagonizada pela REN - Redes Energéticas Nacionais, que desvalorizou 5,44%% para os 2,43 euros por ação. A cotada tem uma proposta de pagamento de um dividendo de 17,1 cêntimos por ação, em linha com a remuneração dos últimos anos, estando hoje em ex-dividendo. Excluindo isso, a empresa teria ganho 1,29%.

Seguiu-se a petrolífera Galp, com uma perda de 2,57% para os 10,44 euros por ação, num dia em que o preço do petróleo negociou de forma mista. Se por um lado, o Brent vai ganhando 0,30% para acima dos 35 dólares por barril, o norte-americano WTI cai 0,4% para o patamar dos 33 dólares. 

A cair esteve também a Navigator, do setor da pasta e do papel, que perdeu 1,77% para os 2,22 euros por ação, na ressaca dos resultados. Ontem, a empresa anunciou uma queda homóloga de 37,9% no lucro líquido do primeiro trimestre deste ano para os 30,6 milhões de euros. Para além disso decidiu cancelar o pagamento de 99 milhões de euros em dividendos aos acionistas, optando por transferir a remuneração prevista de 100 milhões de euros para reservas livres. Hoje, as ações chegaram a perder quase 5%. 

Os analistas do CaixaBank/BPI anunciaram que, com grande parte das escolas e das empresas a retomarem a atividade apenas a partir de setembro, é provável que a empresa liderada por António Redondo seja obrigada a alargar o prazo de cortes de produção, fixado no final de junho, para lá do previsto.

Em território negativo negociou também o Banco Comercial Português, com uma queda de 1,60% para os 9,20 cêntimos por ação.

Em contraciclo, a Ibersol, dona de marcas de restauração como a Pizza Hut, Burguer King e KFC, fechou o dia a ganhar 24,58% para os 5,98 euros, tendo mesmo chegado a disparar mais de 29% durante a sessão, numa semana que fica marcada pelo desconfinamento e pela reabertura de estabelecimentos comerciais pós-pandemia.

No retalho, foram registadas subidas também da dona do Pingo Doce, a Jerónimo Martins (+3,05%) e na dona do Continente, a Sonae (+1,20%). A Sonae começou o dia com o pé esquerdo, mas reverteu apesar do prejuizo de 59 milhões registado no primeiro trimestre deste ano.
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