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PSI-20 resvala 2% com BCP e Renováveis a deslizar mais de 5%

A bolsa nacional seguiu na mesma direção que as pares europeias, terminando a deslizar, mas mais pronunciadamente. A quebra foi de mais de 2%.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 11 de Janeiro de 2021 às 16:48
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A bolsa nacional fechou com uma forte quebra, com o índice nacional, o PSI-20, a descer 2,05% para os 5.137,93 pontos. A contribuir para a visita ao terreno negativo estiveram 15 cotadas no vermelho, contra apenas duas no verde e uma inalterada.

Lá fora, o sentimento é de cautela, numa altura em que cada vez mais novas estirpes de covid-19 surgem – depois da do Reino Unido e da de África do Sul, foi detetada este fim de semana uma terceira no Japão. Ao mesmo tempo, depois das festividades do Natal e do Ano Novo, os casos de covid-19 têm-se multiplicado um pouco por todo o globo, e as restrições deverão apertar cada vez mais.

A carregar no vermelho, na praça lisboeta, estiveram o banco BCP e a EDP Renováveis. O banco liderou as perdas, com uma descida de 6,14%, e a EDP Renováveis cedeu 5,27% para os 24,25 euros. Durante a sessão, as ações da EDP Renováveis chegaram a desvalorizar 7,42% para os 23,70 euros por ação, o que representa a maior queda desde final de março do ano passado, num dia em que os analistas do JPMorgan reduziram a recomendação para a empresa portuguesa de "overweight" para "neutral". O banco de investimento considerou que a avaliação da empresa portuguesa estava "demasiado otimista", de acordo com uma nota citada pela Bloomberg.

Já a fazer de contrapeso ficou a Jerónimo Martins, que disparou 4,16% para os 14,18 euros, mas chegou a subir 5,46% para os 14,97 euros durante a sessão. Esta subida colocou a cotada diretamente num máximo de 20 de outubro. De acordo com uma nota de research noticiada esta segunda-feira pela Bloomberg, a JBCapital aumentou o preço-alvo da retalhista de 15,83 euros para os 16,90 euros, uma opção justificada pela "força financeira" para investir, "possivelmente para entrar num quarto mercado assim que as restrições do coronavírus diminuírem, provavelmente a Roménia".



(Notícia em atualizada às 17:05)

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