PSI inicia semana em alta com disparo das construtoras e impulso do BCP
Os setores da construção e do papel lideraram os ganhos num dia positivo na Europa, enquanto nos pesos pesados foi o banco a dar mais ímpeto ao índice. O PSI continua em máximos de vários anos, fechando no nível mais elevado desde junho de 2008.
A bolsa de Lisboa fechou em alta esta segunda-feira, num dia de ganhos para as principais praças europeias, em que os investidores voltaram a apostar nos ativos de risco.
O índice de referência nacional, o PSI, subiu 1,13% para 8.991,17 pontos, com 14 dos seus 16 títulos no verde, um inalterado e um no vermelho. O PSI fechou em alta em sete das últimas oito sessões, terminando a sessão em máximos de junho de 2008.
As construtoras Teixeira Duarte e Mota-Engil lideraram os ganhos, disparando 8,03% para 0,538 euros e 5,15% para 5,10 euros, respetivamente, num dia de ganhos para o setor da construção a nível europeu.
As cotadas do setor do papel, com uma componente fortemente exportadora, também valorizaram, com a Altri a subir 3,56% para 4,650 euros e a Navigator a ganhar 2,59% para 3,33 euros.
Entre os pesos pesados, foi o BCP que mais puxou pelo índice, ao ganhar 2,08% para 0,9328 euros, animado pelos resultados da sua subsidiária polaca. O Bank Millennium, no qual o BCP detém 50,1% do capital, anunciou um lucro de 1.202 milhões de zlótis (cerca de 285 milhões de euros ao câmbio atual) no acumulado de 2025. O resultado representa um salto de 67% nos lucros líquidos do banco quando comparado com o ano anterior.
Já os pesos pesados da energia registaram ganhos menos expressivos. A Galp subiu 0,17% para 17,58%, depois de a Alphavalue ter revisto em baixa a recomendação da petrolífera para "adicionar" face a "comprar". Quanto ao grupo EDP, a casa-mãe subiu 0,14% para 4,332 euros e a EDPR ganhou 0,61% para 13,28 euros, depois de o Bernstein ter revisto em alta o preço-alvo de ambas as cotadas.
No retalho, o peso pesado Jerónimo Martins não registou um desempenho muito mais positivo, ao ganhar apenas 0,29% para 20,46 euros.
No vermelho, fechou apenas uma cotada: a Corticeira Amorim, que perdeu 0,87% para 6,86 euros.
Fora do PSI, a Impresa recuou 2,50% para 0,195 euros, depois de a assembleia de obrigacionistas que deveria ter sido realizada na última sexta-feira ter sido adiada por 15 dias, atrasando a entrada de capital dos italianos da MediaForEurope.
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