Bolsa Wall Street afunda em nova sessão de inversões bruscas nas bolsas

Wall Street afunda em nova sessão de inversões bruscas nas bolsas

Os investidores estão céticos perante a falta de detalhes sobre o plano de Trump para mitigar os efeitos do coronavírus na economia.
Wall Street afunda em nova sessão de inversões bruscas nas bolsas
Reuters
Nuno Carregueiro 11 de março de 2020 às 13:42

As bolsas norte-americanas arrancaram esta quarta-feira em queda acentuada, numa sessão em que voltam a repetir-se os movimentos bruscos na direção dos mercados acionistas em todo o mundo.

 

O Dow Jones está a cair 2,61% para 24.365,97 pontos e o Nasdaq desce 2,3% para 8.152,29 pontos. O S&P500 recua 2,55% para 2.808,61 pontos.

 

Já ontem foi um dia de sobe e desce frenético nas bolsas norte-americanas, que abriram em forte alta, inverteram para terreno negativo e chegaram ao fim da sessão com ganhos acentuados na casa dos 4%.

 

Hoje são os "ursos" que estão a levar a melhor, com a queda acentuada dos índices a refletir o nervosismo dos investidores com a falta de informação no plano que Donald Trump pretende implementar para mitigar os efeitos negativos da propagação do coronavírus na maior economia do mundo.

 

Nas praças europeias também já se assistiu hoje a uma forte inversão de tendência. Os índices arrancaram o dia em forte alta (o Stoxx600 chegou a subir 2,31%) depois de o Banco de Inglaterra ter anunciado um corte surpresa de 50 pontos base na taxa de juro de referência.

 

Mas a meio da sessão já estavam em terreno negativo, com os índices a serem pressionados pelas cotadas mais expostas ao coronavírus, com destaque para as empresas de turismo e transportes.

 

Muitas companhias estão também a anunciar cortes de estimativas de resultados devido ao coronavírus, o que contribui para agravar o pessimismo dos investidores. Hoje foi a vez da alemã Adidas, que está a afundar perto de 10%.    

 

"Apesar da expectativa de apresentação de estímulos em todo o lado, vemos riscos significativos de mais descidas", comentou à Bloomberg Guillaume Tresca, do Credit Agricole.

As cotações do petróleo estão também a afundar, o que contribuiu para agravar o pessimismo nos mercados. 
 




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