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Wall Street sobe em clima de grande volatilidade

Os principais índices do outro lado do Atlântico encerraram em alta, em mais uma sessão de volatilidade, depois de dois dias de quedas.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 02 de Dezembro de 2021 às 21:14

O índice industrial Dow Jones fechou a somar 1,82%, para 34.639,73 pontos. No passado dia 8 de novembro, recorde-se, tocou nos 36.565,73 pontos pela primeira vez na sua história.

 

Já o Standard & Poor’s 500 subiu 1,42% para 4.577,10 pontos. No dia 22 de novembro estabeleceu o valor mais alto de sempre, nos 4.743,83 pontos.

  

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,83% para se fixar nos 15.381,32 pontos. Isto depois de, na negociação intradiária de 22 de novembro, ter atingido um novo máximo histórico nos 16.212,23 pontos.

 

O movimento de subidas e descidas mais pronunciadas em Wall Street teve início na passada sexta-feira, quando os receios em torno da nova variante do coronavírus, a ómicron, afundaram as bolsas de todo o mundo.

 

Os investidores ficaram assustados, ainda com a lembrança bem presente da variante delta, que pesou na retoma durante o verão.

 

Na segunda-feira, as bolsas do outro lado do Atlântico recuperaram, com os investidores a avaliarem todos os cenários decorrentes da ómicron. O presidente dos EUA, Joe Biden, pediu aos norte-americanos para não entrarem em pânico devido à nova estirpe da covid, ao mesmo tempo que a BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson disseram estar a trabalhar no sentido de adaptar as suas vacinas à Ómicron.

 

No dia seguinte, novo tombo, com o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, a dizer que a ómicron traz potenciais riscos para a economia, numa altura que a inflação no país está no nível mais elevado desde 1990.

 

Ontem, o movimento de descida prosseguiu, com o primeiro caso da variante ómicron reportado nos EUA a castigar Wall Street.

 

Hoje, apesar de se manterem os receios em torno da pandemia – e com o Estado de Nova Iorque a registar o maior número de casos diários de covid desde janeiro –, os investidores decidiram dar tréguas e os principais índices regressaram então ao verde.

"Depois de mais uma sessão a corrigir, os investidores estiveram hoje um pouco menos virados para a continuação da pressão vendedora, podendo no entanto ser apenas um dia de alívio técnico temporário, uma vez que as premissas técnicas para que o deslize se mantenha por mais alguns dias ainda não foram anuladas, até porque do lado empresarial o aviso da Apple aos seus fornecedores, no sentido da redução das encomendas, condiciona o sector tecnológico e é mais um indício de que os constrangimentos na actividade económica, seja devido a novas potenciais restrições devido à covid, ou pela disparidade entre a oferta e a procura de produtos de uma forma geral, ainda estão longe de terminar", sublinhou Marco Silva, analista da ActivTrades, na sua análise diária.

 

Em resultado disso, "a inflação deverá continuar em níveis proibitivos nos próximos meses, provavelmente durante o primeiro semestre de 2022, o que já forçou Jerome Powell a corrigir a sua afirmação sobre este período de inflação ser apenas transitório, preparando o mercado para uma (inevitável) mentalidade mais hawkish por parte do banco central, em breve com a presença de mais membros que defendem uma política menos dovish, que se irão juntar à nova vice-presidente, recentemente escolhida por Joe Biden. Os indicadores semanais dos novos pedidos de subsídio desemprego nos EUA, que saíram hoje, deram conta de um ligeiro aumento das solicitações em relação à semana passada – no entanto foram abaixo das expectativas", acrescentou.

 

Mas, na sua opinião, "mais importante que o número de curto prazo, foram os pedidos continuados de subsídio de desemprego – ou seja, não novos –, que caíram para os 1,956 milhões, melhor que os 2,003 milhões antecipados e abaixo do nível da semana passada. Ou seja o mercado laboral, não obstante os obstáculos, continua a regenerar-se após o forte impacto negativo do choque covid em 2020".

 

Do ponto de vista de mercado, "existe igualmente outra notícia positiva para os últimos dias do ano, que em parte poderá dar alento aos índices após a fase de correção, nomeadamente a enorme liquidez que existe, dado que na prática ainda nenhum dos principais balanços de bancos centrais começou a ser reduzido – pelo contrário, continuarão a aumentar nos próximos meses", referiu ainda Marco Silva.

 

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