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Gigantes europeias do petróleo preparam corte na remuneração dos acionistas

O Financial Times escreve esta segunda-feira que a desvalorização da matéria-prima está a pressionar o setor, levando a um recuo na estratégia de recompra de ações que vinha sendo comum nos últimos anos.

O petróleo tem vindo a desvalorizar.
O petróleo tem vindo a desvalorizar. vichie81 / iStockphoto
11:29

As maiores petrolíferas da Europa estão prestes a reduzir a remuneração acionista, numa mudança de estratégia que visa preparar a queda dos preços do petróleo e proteger os balanços. Os analistas ouvidos pelo preveem que a Shell, a BP, a TotalEnergies, a Eni e a Equinor reduzam coletivamente a distribuição de dividendos em 10% a 25% quando divulgarem, ao longo deste mês, os seus resultados do ano passado, tudo através de reduções nas recompras de ações.

Nos últimos anos, as grandes empresas europeias investiram mais de metade do seu “cash flow” na recompra de ações, reduzindo o número em circulação e sustentando os seus preços. O setor reduziu o número de ações em cerca de um quinto desde 2021, de acordo com o UBS. Mas a estratégia está sob forte pressão. Os preços do petróleo caíram cerca de um quinto no ano passado e prevê-se que .

Nesse sentido, "estamos a prever um corte médio de 25% nas recompras de ações”, disse Lydia Rainforth, do Barclays, ao Financial Times. “No geral, esta é vista como uma opção muito melhor do que pagá-las com dívidas.” Já Josh Stone, do UBS, sublinha que havia um "argumento muito forte" para dar prioridade a recompras quando as avaliações estavam baratas, os balanços saudáveis e a perceção de um pico do petróleo estava a aumentar. “Esse não é o caso hoje”, defende.

A pressão sobre as empresas europeias contrasta com a força das rivais americanas. A ExxonMobil e a Chevron anunciaram na sexta-feira os seus lucros anuais mais baixos em quatro anos, apesar dos níveis recorde de produção de petróleo e gás. Mas nenhuma das empresas sinalizou uma redução na distribuição de dividendos aos acionistas este ano e ambas enfatizaram a solidez dos seus balanços para ultrapassar a crise.

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