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ES Saúde vende acções entre 3,20 e 3,90 euros na OPV

Oferta pública de venda (OPV) arranca já na próxima segunda-feira, prolongando-se por duas semanas. Empresa fica avaliada entre 305 e 372 milhões de euros numa operação de entrada em bolsa com um valor de 166,2 milhões de euros.

25 de Janeiro de 2014 às 12:13

A OPV da Espírito Santo Saúde arranca já no início da próxima semana. Cada acção da empresa liderada por Isabel Vaz vai ser vendida por um valor entre 3,20 e 3,90 euros, por acção. Este intervalo, do qual resultará o preço final de venda dos títulos, avalia a futura cotada da bolsa nacional até 372 milhões de euros.

De acordo com o prospecto enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o prazo de subscrição dos títulos terá início na segunda-feira, 27 de Janeiro. Prolonga-se por duas semanas, período durante o qual os investidores poderão dar ordens de compra sobre acções.

“O preço de aquisição de Ações na Oferta, a ser fixado pelo Emitente e pelo Oferente, após o encerramento da Oferta, entre o mínimo de 3,20 e o máximo de 3,90 euros”, refere a empresa no prospecto da operação tornado público na madrugada deste Sábado.

Com base neste intervalo, considerando o ponto médio, ou seja, 3,55 euros, os 95 milhões de títulos que representam o capital social da empresa avaliam a futura nova cotada em 339 milhões de euros. Se for colocada ao preço máximo, a avaliação ascende a 372 milhões. Ao preço mínimo ficará avaliada em 305 milhões de euros.

No total serão vendidos 46,8 milhões de títulos na oferta pública de venda (OPV), representativos de 49% do capital, pelo que a operação está avaliada em 166,2 milhões de euros, tendo em conta o preço-médio do intervalo de preços.

ES Saúde vende acções entre 3,20 e 3,90 euros na OPV

Para a venda institucional está prevista uma tranche de 37.452.564 acções da ES Saúde, que representam 39% do capital e 80% da oferta. Nesta tranche está incluindo o “greenshoe”, o lote suplementar que pode ser vendido por um dos accionistas da ES Saúde, o ESFG, aos bancos responsáveis pela colocação da oferta.

Encaixe para accionistas e ES Saúde

A ES Saúde é hoje detida por várias companhias do Grupo Espírito Santo, sendo que após a conclusão da operação os 51% do capital que não ficarão dispersos em Bolsa serão detidos pela Espírito Santo Health Care Investment.

A entrada em bolsa da ES Saúde é feita através de duas operações. Um aumento de capital, que permitirá à ES Saúde (tendo em conta o preço médio de venda de 3,55 euros) um encaixe bruto de 25 milhões de euros, e uma venda de acções que permitirá um encaixe de 141,2 milhões de euros aos actuais accionistas da companhia, incluindo a Rioforte, que é a oferente. A estes valores terão que ser descontada as comissões inerentes à operação, avaliadas em 10,3 milhões de euros e que serão suportadas pelos accionistas vendedores e pela própria empresa.

O Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. é o Coordenador Global da Oferta, numa operação que participam também o Banco Espírito Santo dos Açores, BEST, Banque Privée Espírito Santo, Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (Portugal), Banco BPI, Banco Português de Investimento, Banco Comercial Português, Banco ActivoBank, Caixa Geral de Depósitos, Caixa – Banco de Investimento, Credit Suisse Securities, Crédit Agricole, Banco Finantia e Banco Santander.

 

DATAS DA OFERTA

27 de Janeiro a 6 de Fevereiro - Período de receção das Ordens na Oferta

27 de Janeiro a 31 de Janeiro -  1.º Período da Oferta

1 de Fevereiro a 6 de Fevereiro - 2.º Período da Oferta

4 de Fevereiro  - Data a partir da qual as ordens se tornam irrevogáveis (inclusive)

7 de fevereiro de 2014 -  Anúncio do preço final da oferta

7 de fevereiro de 2014 - Data da Sessão Especial de Mercado Regulamentado para apuramento dos resultados da Oferta

11 de fevereiro de 2014  - Data da liquidação financeira das acções adquiridas na oferta

12 de fevereiro de 2014  - Data prevista para a admissão à negociação das acções. Data da liquidação física da Oferta Institucional e de conclusão do processo de liquidação física da Oferta

Até 14 de março de 2014 -  Prazo para exercício da opção de compra do Lote Suplementar 

 

18 unidades de saúde e quase 9 mil trabalhadores

A ES Saúde conta com 18 unidades de cuidados de saúde: oito hospitais privados, um hospital do SNS explorado pela empresa em regime de PPP, sete clínicas privadas a operar em regime de ambulatório e duas residências sénior.

A presença mais forte da empresa é nas duas maiores cidades portuguesas, destacando-se em  Lisboa o Hospital da Luz, o maior hospital privado em Portugal, e no Grande Porto o Hospital da Arrábida.

A 30 de setembro de 2013 as unidades da ES Saúde tinham, no seu conjunto, 1.179 camas e 8.907 colaboradores, de entre os quais 3.594 médicos (médicos especialistas e médicos de clínica geral), 1.672 enfermeiros, 507 técnicos, 892 outros profissionais da área da saúde e 2.242 colaboradores não relacionados com a área da saúde.

Nos primeiros nove meses do ano passado obteve lucros de 9,1 milhões de euros. O pagamento de dividendos só deverá ocorrer em 2015, referente ao exercício deste ano. 

 

RISCOS

Como habitual nos prospectos das OPV, a ES Saúde identifica os principais riscos relacioniados com a sua actividade

 

••• aumento ou redução da procura de novos produtos e serviços prestados pela ESS;

••• aumento dos custos de exploração, em especial os gastos com o pessoal e com o inventário

consumido;

••• a capacidade da ESS de executar com sucesso qualquer uma das suas estratégias financeiras ou

de negócio;

••• a capacidade da ESS de recrutar e manter profissionais da saúde de alto nível;

••• a capacidade da ESS de manter relações favoráveis com as Entidades Pagadoras, recebendo os

pagamentos atempadamente;

••• os efeitos e as alterações das políticas governamentais e da regulamentação aplicáveis ao setor

no qual a ESS atua;

••• os efeitos decorrentes de alterações legislativas, regulamentares, fiscais ou das normas e

práticas contabilísticas;

••• os efeitos da crise económica e financeira em Portugal e no resto do mundo;

••• inflação, flutuações e volatilidade das taxas de câmbio e das taxas de juro em Portugal;

••• custos de litigância;

••• endividamento e obrigações da ESS ao abrigo de contratos de financiamento;

••• alterações tecnológicas

••• os efeitos decorrentes do ambiente concorrencial do setor no qual a ESS atua;

••• sucesso na gestão dos riscos decorrentes dos supra identificados fatores e identificação dos 

(notícia actualizada às 15h50 com mais informação)

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