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CaixaBank BPI sobe avaliação da Jerónimo Martins apesar de "ano difícil"

Os analistas antecipam uma queda nos lucros do segundo trimestre e advertem que esta não é a melhor altura para a Jerónimo Martins ir às compras.

Vítor Mota
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Julho de 2020 às 10:03
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As ações da Jerónimo Martins estão transacionar em bolsa com uma avaliação "justa", consideram os analistas do CaixaBank BPI, que elevaram a avaliação das ações apesar do "ano difícil" que a cotada enfrenta.

O preço-alvo passou de 15,90 euros para 16,45 euros até ao final de 2021, uma melhoria de 4% que não tem impacto na recomendação, que continua a ser de "neutral". 

Numa nota de "research" publicada esta quinta-feira, a que o Negócios teve acesso, os analistas José Rito e Guilherme Sampaio referem que a dona do Pingo Doce está a transacionar em bolsa com um PER estimado para 2021 de 23 vezes, "o que parece justo nesta altura".

As ações registam um desempenho superior ao setor europeu este ano (sobem 1% e o Estoxx Retail cede 6%), "com os investidores a favorecerem a Jerónimo Martins tendo em conta a incerteza sobre a evolução macroeconómica". 

Contudo, o CaixaBank BPI alerta que também a Jerónimo Martins enfrenta um "ano difícil", já que a pandemia da covid-19 terá um "impacto severo nas principais geografias onde a Jerónimo Martins atua".

Tendo em conta os resultados do primeiro trimestre, a covid-19 teve um impacto "limitado" nas vendas, mas assistiu-se a uma "erosão" nas margens em Portugal e Polónia, refletindo o aumento de custos.

O segundo trimestre "deverá ser difícil", com as vendas comparáveis na Polónia a subirem 6%, as receitas do Pingo Doce a caírem 9% e as do Recheio a descerem 21%. Com os prejuízos na Colômbia a aumentarem, o CaixaBank BPI estima que a Jerónimo Martins anuncie uma descida de 16% nos lucros do segundo trimestre face aos primeiros três meses do ano.

No que diz respeito ao balanço da empresa, os analistas salientam que a JM tem sinalizado que a flexibilidade financeira poderá potenciar aquisições, sendo que o mercado romeno é a prioridade. "Tendo em conta a recente evolução operacional e provável adiamento do ‘breakeven’ do EBITDA na Colômbia, consideramos que esta não é a melhor altura para avançar com fusões e aquisições", refere o banco de investimento.

As ações da Jerónimo Martins sobem 1,18% para 15,455 euros.

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