EUA não estão a intervir no mercado cambial para fortalecer o iene, diz Scott Bessent

Especulações tinham vindo a castigar a “nota verde” nos últimos dias, enquanto o iene chegou mesmo a tocar máximos de dois meses face ao dólar. Divisa japonesa está a perder cerca de 1% depois de comentários do secretário do Tesouro dos EUA.
Scott Bessent, secretário do tesouro dos EUA
Alex Brandon / AP
João Duarte Fernandes 16:28

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, lançou um “balde de água fria” sobre as para reverter as fortes perdas do iene registadas nos últimos meses.

Os EUA “absolutamente não” estão a intervir no mercado cambial para fortalecer a divisa nipónica, disse Bessent esta tarde em entrevista à CNBC. Estas especulações tinham vindo a castigar a “nota verde” nos últimos dias, enquanto o iene chegou mesmo a tocar máximos de dois meses face ao dólar. 

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Depois dos comentários do secretário do Tesouro, o dólar inverteu rapidamente a tendência de queda e está agora a valorizar mais de 1,00%, para os 153,73 ienes. 

Questionado ainda sobre se os EUA considerariam avançar com uma intervenção no mercado cambial com o Japão, Bessent sublinhou que “não fazemos comentários além de dizer que temos uma política de dólar forte”.

A discussão sobre uma possível intervenção conjunta entre Washington e Tóquio no iene reacendeu-se na passada sexta-feira, quando vários "traders" informaram que a Fed de Nova Iorque tinha contactado instituições financeiras para perguntar sobre a taxa de câmbio da divisa nipónica. Seria apenas a terceira vez na história recente que algo assim aconteceria, com a primeira instância a ocorrer em 1985 com o Acordo de Plaza e a outra uma década mais tarde, em 1998.

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Os comentários de Bessent chegam um dia depois de o "O dólar está lindamente", defendeu o republicano na terça-feira, falando aos jornalistas no Iowa.

As palavras de Trump foram vistas como defendendo as vantagens de um dólar fraco, o que levou a que a moeda norte-americana perdesse ainda mais terreno perante um cabaz de divisas rivais, isto depois de a nota verde já ter atingido mínimos de quase quatro anos.

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