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Bitcoin com queda de 1.800 dólares em 10 minutos

Numa sessão de forte volatilidade, a moeda digital já oscilou entre uma subida de quase 5% e uma queda de mais de 11%.

Benoit Tessier
Rita Faria afaria@negocios.pt 27 de Junho de 2019 às 13:56
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A Bitcoin está a viver uma sessão de forte volatilidade esta quinta-feira, 27 de junho, tendo já passado de uma subida de quase 5% a uma queda de mais de 11%.

Depois de ter valorizado mais de 39% desde o início da semana, esta manhã, a mais famosa das moedas digitais afundou repentinamente mais de 11%, uma descida que lhe "retirou" cerca de 1.800 dólares em pouco mais de dez minutos.  

A Bloomberg refere que, momentos mais tarde, a Coinbase reportou uma quebra do sistema, que foi resolvida cerca de uma hora depois. A "montanha russa" continuou ao longo da sessão, com a Bitcoin a oscilar entre ganhos e perdas: chegou a subir um máximo de 4,80% para 13.345,17 dólares, depois de ter afundado 11,26% para 11.300,06 dólares. Nesta altura, desliza 6,92% para 11.852,35 dólares.



Na sessão de ontem, a criptomoeda chegou a tocar nos 13.851,60 dólares – o valor mais alto desde janeiro do ano passado – após uma subida de quase 22%.

Além da cotação, também a volatilidade da Bitcoin está em máximos do início de 2018, altura em que cresciam os receios de que a moeda digital era uma bolha prestes a rebentar. Cerca de um mês antes, a 18 de dezembro de 2017, a bitcoin atingia o seu valor mais alto de sempre, 19.511 dólares, para quatro dias mais tarde voltar a cair para a casa dos 10 mil dólares.

Vários analistas acreditam que as recentes movimentações são um sinal preocupante. "Uma queda de 20 ou 30% não seria surpreendente, e seria muito consistente" com o comportamento recente da Bitcoin.

Depois de ter valorizado mais de 1.400% em 2017 e caído 74% no ano seguinte, 2019 tem sido de recuperação para a Bitcoin, que tem beneficiado do crescente interesse de institucionais e, mais recentemente, do anúncio do Facebook de que irá lançar a sua própria moeda digital, a Libra.

Desde cedo conotada com atividades ilícitas, a maior moeda digital do mundo tem sido "legitimada" por instituições como a PricewaterhouseCoopers e o JPMorgan Chase, que tem demonstrado interesse nesta forma de pagamento alternativo.

Desde o início do ano, a Bitcoin já acumula um ganho de 222%.

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