Jovens ficaram com 58% do novo crédito para casa própria em 2025
Foram fechados, no ano passado, 2,2 milhões de novos contratos de crédito, num total de 35 mil milhões de euros. Apesar de o número de contratos se ter mantido estável face a 2024, o montante concedido subiu em 30%, sinalizando o impacto dos preços mais elevados. Quanto aos clientes, foram 1,7 milhões de pessoas — com os jovens a ganhar peso graças às medidas de apoio à compra da primeira casa.
Os dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal indicam que, das pessoas envolvidas nestes contratos, 61% eram trabalhadores por conta de outrem e 43% tinham um nível de escolaridade equivalente ao ensino secundário.
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Considerando apenas os contratos de crédito à habitação própria permanente — 105 mil —, registou-se um aumento de 27% em comparação com 2024. Metade tinha valor igual ou inferior a 170 mil euros, enquanto dois terços envolviam montantes entre os 50 mil e os 200 mil euros. Apenas 9% superaram os 300 mil euros.
Este segmento envolveu 163 mil pessoas, das quais 83% trabalhavam por conta de outrem e 54% tinham um nível de escolaridade superior. Olhando para a distribuição geográfica, 23% residiam na Grande Lisboa e 18% residiam na Área Metropolitana do Porto. Já em relação à idade, 58% tinham entre 18 e 35 anos, mais 11 pontos percentuais do que em 2024, num impulso que advém das medidas em vigor.
Desde janeiro de 2025 que está em vigor uma garantia pública, que se aplica à aquisição da primeira habitação própria e permanente (de imóveis até 450 mil euros). O valor garantido pelo Estado — que se torna fiador do crédito — é o que vai além de 85% do valor da transação. Ou seja, permite que os bancos emprestem 100%, com o Tesouro a prestar garantia sobre 15%. Além disso, os cidadãos até aos 35 anos beneficiam também, desde agosto de 2024, da isenção do IMT, do imposto de selo e de emolumentos.
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A par da nova tendência relacionada com a idade, há outra que vem já dos últimos anos. Voltou a subir o peso dos devedores estrangeiros no total de pessoas que obtiveram novos créditos: passou de 14%, em 2024, para 16% em 2025. Da mesma forma, metade dos devedores estrangeiros tinham nacionalidade brasileira.
Considerando o outro crédito à habitação — em 2025, 12% do montante total de crédito à habitação concedido destinava-se à aquisição, construção ou realização de obras em habitação secundária ou para arrendamento e aquisição de terrenos para construção de habitação —, cerca de um quarto dos devedores eram estrangeiros, destacando-se os originários dos EUA (16%), do Brasil (12%) e de Angola (10%).
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Assim, os devedores estrangeiros foram responsáveis por 42% do montante total do outro crédito à habitação contratado, percentagem semelhante à de 2024 (43%).
Por último, o Banco de Portugal indica ainda que, no ano passado, 612 mil pessoas contraíram créditos pessoais, metade dos quais de valor igual ou inferior a 4 mil euros. Foram celebrados 242 mil contratos de crédito automóvel em 2025, mais 8% do que em 2024. Dos novos contratos de crédito automóvel, 72% tinham montante inferior a 20 mil euros e apenas 1% superou os 50 mil euros.
Quanto à caracterização destes empréstimos, 51% das pessoas que contrataram crédito pessoal eram do sexo masculino (no crédito automóvel foi 58%), enquanto 9% do crédito pessoal e 12% do crédito automóvel foi concedido a estrangeiros.
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