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Crédito à habitação vive melhor arranque de ano desde 2008

Os bancos emprestaram perto de mil milhões de euros em crédito para a compra de casa no arranque do ano.

Duarte Roriz
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 10 de Março de 2020 às 11:26
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O ritmo de concessão de novo crédito para a compra de casa mantém-se em níveis elevados, com as instituições bancárias a financiarem perto de mil milhões de euros para a aquisição de habitação, no primeiro mês do ano. Trata-se do melhor arranque de ano desde 2008.

As novas operações de crédito à habitação atingiram, em janeiro, os 977 milhões de euros, de acordo com os dados divulgados esta manhã pelo Banco de Portugal. Desde a crise financeira que não era emprestado um montante tão elevado no primeiro mês do ano e compara com os 634 milhões de euros financiados no período homólogo de 2019. Ainda assim, o montante emprestado é inferior aos 1113 milhões financiados para a casa no final de 2019.

Os bancos mantêm assim um forte ritmo de concessão de crédito, continuando a apostar neste segmento para reforçar as suas receitas. Apenas no último ano foram emprestados 10,6 mil milhões de euros em crédito à habitação.

Face ao ambiente de juros historicamente baixos, os bancos têm vindo a reforçar a concorrência, com cortes de "spreads" – o último banco a cortar a taxa mínima foi o BCP na última semana – e campanhas promocionais, em que suportam custos de transferência de contratos de outras entidades.

No crédito ao consumo, foram financiados 460 milhões de euros, abaixo dos 504 milhões de euros emprestados em dezembro, enquanto o crédito para outros fins captou 215 milhões de euros. Contas feitas, os bancos emprestaram 1.652 milhões de euros às famílias.

As taxas de juro também mantiveram a tendência descendente dos últimos meses. Segundo o Banco de Portugal, nas novas operações de crédito a particulares para habitação, a taxa de juro média diminuiu três pontos base para 1,07%.

Já no crédito ao consumo e para outros fins, as taxas de juro médias foram, respetivamente, de 6,95% e 3,80%, valores acima dos 6,55% e 3,74%, registados em dezembro.

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