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Malparado das famílias e empresas atinge mínimos de Março

Pelo segundo mês consecutivo, o montante de crédito de cobrança duvidosa de particulares e empresas diminuiu.

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Bruno Simão/Negócios
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 13 de Setembro de 2016 às 15:17
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O montante de crédito de cobrança duvidosa diminuiu tanto nas famílias como nas empresas, em Julho, revelou o Banco de Portugal esta terça-feira. No total, as instituições financeiras nacionais tinham em carteira 18.016 milhões de euros em crédito malparado, o que compara com os 18.056 milhões de euros no mês anterior.


Deste montante, 12.926 milhões de euros são relativos a empresas, o que compara com os 12.933 milhões de euros do mês anterior. Este valor representa 16,3% do total de financiamento concedido às empresas.


Quanto às famílias, o montante de crédito malparado totalizou os 5.090 mil milhões de euros, em Julho. Um montante que fica abaixo dos 5.123 milhões de euros registados um mês antes. E este valor significa 4,3% de todo o dinheiro emprestado a particulares. Além do montante de crédito de cobrança duvidosa estar em queda, também o saldo do financiamento está a diminuir fruto das elevadas amortizações.


Por segmentos, é no crédito à habitação que o malparado é mais elevado: 2.606 milhões de euros, ou 2,71% de todo o dinheiro concedido para a compra de casa. No mês de Junho, esta percentagem tinha sido de 2,73%, a mais elevada desde que o Banco de Portugal começou a recolher estes dados, no final de 1997.


No consumo, o crédito de difícil recuperação continua a diminuir. Atingiu os 961 milhões de euros, em Julho, o que representa o valor mais baixo desde Junho de 2009. Este valor significa 7,48% do saldo total de crédito ao consumo. Esta percentagem é também um mínimo de Junho de 2010.


No crédito para outros fins, 1.523 milhões de euros estavam dados como malparado, o que compara com os 1.527 milhões de euros relativos a Junho. Este montante pesava 16,37% no total de dinheiro concedido.

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