Crédito Mourinho Félix: “Mais que um setor de crédito especializado exuberante” precisamos de um “responsável”

Mourinho Félix: “Mais que um setor de crédito especializado exuberante” precisamos de um “responsável”

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças reconhece o impacto positivo das entidades de crédito especializado na economia portuguesa.
Mourinho Félix: “Mais que um setor de crédito especializado exuberante” precisamos de um “responsável”
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Atalaia 25 de junho de 2019 às 13:21

Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado Adjunto e das Finanças, considera que o setor do crédito especializado tem um impacto positivo no crescimento da economia. Mas salienta que mais do que um setor "exuberante", é preciso que este seja responsável na concessão de crédito.

 

"Mais do que um setor de crédito especializado exuberante, precisamos de um setor que seja responsável e continue a contribuir para o crescimento da economia", afirmou Ricardo Mourinho Félix, secretário Adjunto e das Finanças, salientando que os "créditos sustentáveis são um pilar de uma economia próspera e saudável". 

As declarações foram feitas esta terça-feira, 25 de junho, na apresentação do estudo da Nova SBE sobre o "impacto do crédito ao consumo na economia portuguesa", em parceria com a Associação de Instituições de Crédito Especializado.

 

Apesar dos alertas, o secretário de Estado reconhece que o crédito especializado tem um "impacto positivo no crescimento da riqueza do país", dando oportunidades aos cidadãos. 

 

Depois de tocar vários máximos, o aumento do crédito ao consumo está agora a dar sinais de abrandamento. Segundo Mourinho Félix, desde o início do ano foram concedidos 2.300 milhões de euros de crédito ao consumo, ou seja, menos 3% em comparação com o período homólogo.

"É essencial continuar a vigiar a evolução dos indicadores de crédito e a avaliar a eficácia das medidas adotadas ao longo do tempo", nota ainda o secretário de Estado, numa altura em que o "elevado endividamento das famílias é apontado como uma das vulnerabilidades da economia portuguesa". 

Na mesma apresentação, Máximo dos Santos, vice-governador do Banco de Portugal, afirmou que é "inútil diabolizar" o crédito ao consumo, uma vez que está "enraizado" na sociedade. Para o responsável, é preciso continuar a a regular e a fiscalizar. 

 

(Notícia atualizada às 13:58 com mais informação)




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI