Crédito Novo crédito ao consumo supera os mil milhões em 2018

Novo crédito ao consumo supera os mil milhões em 2018

As novas operações de crédito ao consumo aumentaram mais de 18% nos primeiros dois meses do ano, de acordo com o Banco de Portugal.
Novo crédito ao consumo supera os mil milhões em 2018
Bruno Simão
Raquel Godinho 16 de abril de 2018 às 15:28

As instituições financeiras emprestaram 573 milhões de euros em crédito ao consumo, no mês de Fevereiro. Um valor que elevou para 1,14 mil milhões de euros o valor concedido nos dois primeiros meses do ano, segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal. Este valor representa um aumento de 18,3% face aos primeiros dois meses do ano passado.


O arranque de 2018 tem significado a manutenção da tendência de crescimento na concessão de crédito ao consumo. O dinheiro emprestado nos dois primeiros meses do ano é mesmo o mais elevado concedido neste período desde pelo menos 2012 que foi quando os dados começaram a ser divulgados pelo supervisor.


A maior parte dos 573 milhões de euros emprestados em Fevereiro foi canalizado para o crédito pessoal sem finalidade específica. Quase 45% do dinheiro foi concedido neste segmento, ou seja, um total de 255,6 milhões de euros, mais 7,6% do que no mês anterior.

Seguiu-se o crédito automóvel, que continua a ser um dos principais motores do crédito ao consumo. Este segmento captou 39,2% do dinheiro emprestado. Na locação financeira ou ALD para carros novos, foram emprestados 26,7 milhões de euros, mais 1,68% do que em Janeiro. Já nos veículos usados foram concedidos 6,47 milhões de euros, menos 15,25% do que um mês antes.

Já na modalidade com reserva de propriedade e outros de veículos novos foram concedidos 46 milhões de euros, pouco mais (0,09%) do que em Janeiro. E os veículos usados conseguiram 145,6 milhões de euros, menos 2,25% do que um mês antes.

Nos cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto foram emprestados 87,7 milhões de euros, menos do que os quase 92 milhões de euros concedidos em Janeiro. Este segmento representou mais de 15% de todo o dinheiro emprestado.

Quanto ao crédito para educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos, foram emprestados mais de cinco milhões de euros, um montante que significa uma queda pouco expressiva de 0,81% face ao montante emprestado um mês antes.  




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mais votado Alerta Portugueses Há 1 semana

O crédito até certo ponto, pode ser virtuoso
na medida em que, tal como numa carteira de investimentos,
permite aproveitar e alavancar oportunidades que se oferecem,
maximizando o crescimento do património.
Mas, a partir de um certo ponto ótimo, de virtuoso passa a vicioso, e mesmo perigoso
gerando exigências de pagamento que vão coartar gravemente o desenvolvimento futuro.
Não entrem em euforias
e não ultrapassem o ponto ótimo
e não olvidem a necessidade de preparar o Futuro
criando reservas de poupança para salvaguardar imprevistos,
para garantir boas condições de vida na Reforma,
para concretizar sonhos de vida que nunca aos Portugueses escassearam,
para prepararem, apoiarem e lançarem para a frente os Vossos Descendentes.

Alerta Portugueses:
Recorrei ao crédito, sim, até próximo do ponto que seja ótimo
para o aproveitamento das oportunidades que se Vos oferecem
para o crescimento do Vosso património,
mas sempre como os Vossos Pais aconselhavam:
com conta, peso e medida.

comentários mais recentes
António Há 1 semana

E lá voltam os pelintras à série dos cartões de crédito e do crédito. Já vi este filme e o fim é terrível para muitos tótós. A banca nunca se queixa, mesmo que dê para o torto, o contribuinte volta a inchar. Os governos também não têm vergonha e deveriam prever no futuro situações desagradáveis.

Vamos comprar um carrinho Maria Há 1 semana

Vamos comprar um carrinho Maria, olha que os nossos vizinhos já comprar um pópo novo, se calhar foi com o dinheiro dos outros :P

Alerta Portugueses (1) Há 1 semana

Que ninguém se esqueça que somos dos países do mundo mais sobreendividados em termos de dívida total (dívida pública+dívidas do sector financeiro+dívidas das empresas+dívidas das famílias)
em relação ao Produto interno Bruto.
Se é motivo de satisfação termos conseguido reduzi substancialmente o valor de tal relação nos dois últimos Governos , não é tal ainda motivo de descanso,
nem de particular conforto sabermos que ainda há 9 países piores que o nosso
(entre os quais alguns que não esperaríamos
como a Holanda, a Dinamarca, a Suécia, a Bélgica, Singapura e o Reino Unido !)

Alerta Portugueses Há 1 semana

O crédito até certo ponto, pode ser virtuoso
na medida em que, tal como numa carteira de investimentos,
permite aproveitar e alavancar oportunidades que se oferecem,
maximizando o crescimento do património.
Mas, a partir de um certo ponto ótimo, de virtuoso passa a vicioso, e mesmo perigoso
gerando exigências de pagamento que vão coartar gravemente o desenvolvimento futuro.
Não entrem em euforias
e não ultrapassem o ponto ótimo
e não olvidem a necessidade de preparar o Futuro
criando reservas de poupança para salvaguardar imprevistos,
para garantir boas condições de vida na Reforma,
para concretizar sonhos de vida que nunca aos Portugueses escassearam,
para prepararem, apoiarem e lançarem para a frente os Vossos Descendentes.

Alerta Portugueses:
Recorrei ao crédito, sim, até próximo do ponto que seja ótimo
para o aproveitamento das oportunidades que se Vos oferecem
para o crescimento do Vosso património,
mas sempre como os Vossos Pais aconselhavam:
com conta, peso e medida.

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