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Acções da Portucel aliviam de forte queda inicial

As acções da Portucel aliviavam da forte queda registada ao início da sessão mas mantinham a tendência negativa, com uma desvalorização superior a 1%. Hoje foram admitidas à negociação 145,7 milhões de acções da papeleira vendidas durante a terceira e últ

Paulo Moutinho 14 de Novembro de 2006 às 11:53

As acções da Portucel aliviavam da forte queda registada ao início da sessão mas mantinham a tendência negativa, com uma desvalorização superior a 1%. Hoje foram admitidas à negociação 145,7 milhões de acções da papeleira vendidas durante a terceira e última fase de reprivatização da empresa.

As acções da Portucel [ptcl] seguiam a desvalorizar 1,31% para 2,26 euros, tendo chegado a cair mais de 4,3% para os 2,19 euros, ao início da sessão de hoje.

A venda dos títulos da papeleira na oferta pública venda (OPV) foi efectuada ao preço de 2,15 euros. Face à actual cotação, as acções da Portucel apresentam uma valorização de 5,1%.

A Portucel foi assim a primeira empresa deste século a ser privatizada na integra, com o abandono total da participação do Estado na estrutura accionista da papeleira.

Ontem decorreu a cerimónia de sessão especial de bolsa da Portucel, que marcou a passagem do universo público para a esfera privada, em que a Semapa é o accionista de referência com mais de 68%.

Na cerimónia, Pedro Queiroz Pereira não deixou de alertar para que caso os benefícios governamentais não sejam aprovados por Bruxelas, a empresa poder ter que reavaliar os investimentos no valor de 900 milhões de euros.

O presidente da Semapa afirmou que aguarda "ansiosamente uma decisão positiva" da Comissão Europeia aos incentivos estatais de 175 milhões de euros para "avançarmos com o projecto".

Na opinião do BPI, estas afirmações têm um impacto "neutral, uma vez que prevemos que estes incentivos vão ser aprovados". A convicção no "sim" de Bruxelas está mesmo já considerada "na nossa avaliação", afirma o banco de investimento.

O Millennium bcp Investimento afirma que a sua avaliação sobre a Portucel já inclui o "impacto do investimento na nova máquina de papel", que se traduz numa recomendação de "comprar" com um preço-alvo de 2,65 euros.

No entanto, numa nota de "research" hoje revelada, em que o BCP reinicia a cobertura dos títulos da Semapa com uma recomendação de "comprar" e um "target" de 10,00 euros para 2007, o analista João Mateus não inclui na sua avaliação o impacto dos 175 milhões de euros de incentivos estatais, isto porque "ainda não é sabido se a Comissão Europeia irá aprovar este apoio".

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