BCP dispara mais de 6% com investidores a aguardarem estratégia de Santos Ferreira
O Banco Comercial Português continua a viver dias de forte volatilidade em bolsa. Hoje as acções sobem mais de 6%, elevando para 11% a recuperação registada em dois dias, que elevou a capitalização bolsista do banco em cerca de 700 milhões de euros.
O Banco Comercial Português continua a viver dias de forte volatilidade em bolsa. Hoje as acções sobem mais de 6%, elevando para 11% a recuperação registada em dois dias, que elevou a capitalização bolsista do banco em cerca de 700 milhões de euros.
As acções do BCP sobem 6,76% para 1,975 euros. Depois de ontem terem já encerrado em forte alta, com uma subida de 4,52%. Em dois dias as acções sobem mais de 11%, mas no ano ainda acumulam uma queda superior a 30%.
Esta recuperação elevou a capitalização bolsista do maior banco privado português de um mínimo desde 2004 nos 6,39 mil milhões de euros, para os actuais 7,11 milhões de euros.
A elevada volatilidade das acções explica-se pela expectativa dos investidores acerca dos planos do novo CEO Santos Ferreira para o banco. O mercado está já a descontar que o banco anuncie um aumento de capital para recompor os rácios do banco, tendo hoje o "Diário Económico" noticiado que o BCP poderá também avançar para uma venda de activos.
Notícias que o BCP deverá esclarecer na próxima terça-feira, quando anunciar os resultados de 2007 e a estratégia da nova equipa de gestão do banco.
A subida de hoje surge no mesmo dia em que mais um banco de investimento cortou a avaliação do BCP. A JPMorgan reviu em baixa o preço-alvo para as acções do BCP para os 1,80 euro, salientando que o "potencial aumento de capital torna as acções mais caras".
Num momento em que se aproxima o primeiro discurso da administração liderada por Carlos Santos Ferreira, na apresentação de resultados, a casa de investimento destaca que a revisão do "target" se justifica com as perspectivas de uma revisão em baixa dos resultados referentes a 2007 e com as expectativas de que o banco seja obrigado a realizar um aumento de capital.
De acordo com o "research", o aumento de capital poderá tornar as acções caras e o risco ligado à volatilidade na negociação deverá tornar-se mais elevado. A casa de investimento acredita que os resultados divulgados pelo BCP vão ser abaixo das expectativas dos analistas e cortou em 11 a 21% as previsões de lucros por acção.
Também o BPI acompanha o movimento de recuperação de hoje do BCP, seguindo em bolsa a valorizar 4,05% para 3,34 euros.