Bolsas norte-americanas protagonizam maior "rally" de dois dias de sempre
As bolsas norte-americanas registaram o maior rally de dois dias de sempre, impulsionadas pelo plano da Reserva Federal (Fed) e pelo Tesouro norte-americano e também pelo limite à venda a descoberto de acções financeiras, imposto pela SEC. O Dow Jones subiu 3,45%, o Nasdaq apreciou 3,40% e o S&P500 avançou 4,03%.
O índice industrial negociou nos 11.400,17 pontos, o tecnológico nos 2.273,90 pontos e o S&P500 nos 1.255,08 pontos.
Ontem, o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, e o presidente da Reserva Federal, Ben Bernanke anunciaram a criação de uma agência estatal que vai injectar capital nas companhias financeiras norte-americanas com problemas, em troca de acções. Esta nova medida surge após as injecções de capital por parte dos bancos centrais não terem conseguido acalmar os mercados. Mas após este anúncio, as bolsas norte-americanas dispararam, mantendo hoje as fortes valorizações.
A impulsionar esteve uma vez mais o sector financeiro que somou 10,8%. Depois de ter ganho ontem quase 60%, o Wachovia fechou hoje a subir 24,55% para os 18,06 dólares. Já o Morgan Stanley avançou 19,5% para os 26,95 dólares, depois de ter registado ganhos de 3,68%.
No restante sector, JP Morgan e Citigroup subiram 11,99% para os 45,13 dólares e 20,74% para os 20,32 dólares, respectivamente.
A AIG, que foi há dois dias salva da falência pela Fed , disparou 59,48%.
Mas não foi só a banca a registar fortes ganhos. A General Motors e a General Electric avançaram 13,95% para os 12,99 dólares e 8,03% para os 26,78 dólares, respectivamente.
Também a impulsionar a sessão de hoje estiveram as novas medidas anunciadas pela Securities and Exchange Commission (SEC), o regulador do mercado bolsista norte-americano, que anunciou que vai proibir que os investidores façam “short selling” nas acções financeiras norte-americanas até 2 de Outubro.
O objectivo é o de introduzir novas regras que garantam a liquidez do mercado, numa altura em que a crise financeiras está a afectar os mercados bolsistas, a provocar falências e perdas elevadas nas bolsas.