Mercados De "menino de ouro" do Citi a réu acusado de manipular câmbio

De "menino de ouro" do Citi a réu acusado de manipular câmbio

Um ex-operador de câmbio do Citigroup acusado de manipular mercados de câmbio era um "menino de ouro" muito solicitado no banco, graças aos seus conhecimentos e capacidade de comunicação, de acordo com uma ex-colega que testemunhou em defesa de Rohan Ramchandani.
De "menino de ouro" do Citi a réu acusado de manipular câmbio
Brendan McDermid/Reuters
Bloomberg 03 de novembro de 2018 às 20:00

Rohan Ramchandani está a ser julgado por um tribunal federal em Nova Iorque, acusado de conspirar com outros dois outros ex-operadores de câmbio — Richard Usher, do JPMorgan Chase, e Christopher Ashton, do Barclays. Estes terão formado um grupo conhecido como "O Cartel" para coordenar operações e fixar preços. O mercado global de câmbio movimenta 5,1 biliões de dólares por dia.

 

Carly Hosler, que trabalhou com Ramchandani no Citi, depôs em sua defesa, afirmando que ele era "muito profissional", "muito, muito inteligente", naturalmente hábil com os mercados e capaz de conversar com qualquer pessoa em qualquer instituição.

 

"Toda a gente queria algo dele", relatou Carly Hosler, acrescentando que Ramchandani foi o melhor operador que já conheceu. "O pessoal de vendas, os gestores. Eu dizia-lhe que ele precisava dizer não a alguns pedidos."

 

Hosler parecia prestes a chorar em alguns momentos do depoimento. A responsável afirmou que veio falar em defesa de Ramchandani porque ele é "uma pessoa muito genuína" que lhe deu um "incrível apoio" quando ela trabalhava no Citigroup e passou por um período difícil em que sofreu diversos abortos espontâneos.

 

"Isto é simplesmente um absurdo, está tudo errado", disse Hosler, que actualmente é funcionária da Bloomberg, a dona da Bloomberg News. "É o que toda a gente fazia para cumprir o seu trabalho."

 

Hosler foi a segunda e última testemunha de defesa dos ex-operadores. Eles alegam que o interesse de cada um era ganhar dinheiro para si — até à custa de outros membros do grupo — e que estavam apenas a brincar em trocas de mensagens, não conspirando para fixar preços.

 

Antes de Hosler, um especialista afirmou que os profissionais não tinham poder para manipular um mercado com centenas de concorrentes disputando o melhor preço. Nenhum dos réus prestou depoimento.

 

(Texto original: Ex-Citigroup Trader on Trial for FX Rigging Called `Golden Boy')




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