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FIFA não encontra ilegalidades nas transferências de antigo agente de Hulk (cor.)

A entidade que gere o futebol internacional deixou cair a investigação, iniciada em 2012, ao papel do agente de Hulk nas transferências em que esteve envolvido.

Transferências de Hulk e Witsel ainda levantam dúvidas
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 20 de Março de 2014 às 14:20
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A FIFA não encontrou provas de ilegalidades nas transferências em que o antigo gestor de Hulk esteve envolvido. Mas só aquelas que aconteceram depois de 2010 é que foram avaliadas. Ao contrário do que foi inicialmente avançado pela agência Bloomberg, a transferência de Hulk para o Porto não foi investigada.


De acordo com um e-mail do órgão que gere o futebol a nível internacional citado pela Bloomberg, há “provas insuficientes” de que o agente Juan Figeer tenha quebrado quaisquer dos regulamentos da FIFA nas suas transferências desde 2010, ano em que aquela entidade implementou um novo sistema de vigilância.

 

Em Fevereiro de 2012, a FIFA confirmou que a comissão de disciplina iria “analisar todas as transferências relacionadas com o agente de jogadores de futebol Juan Figer”. A entidade havia sido informada “de potenciais irregularidades” nas transacções de jogadores brasileiros, como Hulk e Walter, para clubes europeus através de uma equipa uruguaia pela qual nunca jogaram: o Clube Atlético Rentistas.

 

No caso do jogador brasileiro, o passe foi comprado pelo Futebol Clube do Porto ao Rentistas em dois momentos diferentes: 50% a 25 de Julho de 2008, por 5,5 milhões, e 40% a 13 de Maio de 2011, por 13,5 milhões, totalizando 19 milhões de euros, de acordo com os comunicados emitidos através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

O atleta que actualmente enverga a camisola do Zenit de São Petersburgo jogava pelo Tokyo Verdy antes de ir para o Porto. Mas a compra do passe foi ao Rentistas, clube pelo qual nunca jogou.

 

O porta-voz de Figer sempre assegurou que as regras da profissão de agente foram seguidas nas várias transacções por si protagonizadas. Segundo a Bloomberg, o agente consegue que os seus clientes assinem pelo Rentistas e, depois, aliena o seu passe a clubes terceiros, especificamente europeus, com uma maior dimensão.

A FIFA tem um sistema (o FIFA Transfer Matching System) que tenta identificar se há a influência de um terceiro interveniente numa transferência (além do clube e jogador e seus representantes). Uma investigação é iniciada quando esse órgão considera que pode ter havido essa influência. Neste caso, não há provas suficientes que apontem nesse sentido.

 

Só as transferências que ocorreram após Outubro de 2010, quando foi implementado, é que foram investigadas pela FIFA, de acordo com um esclarecimento da associação enviada à Bloomberg.

 

 

(Notícia corrigida às 18h07: A FIFA enviou um esclarecimento à agência Bloomberg para indicar que as transferências que foram investigadas foram apenas as que o agente esteve envolvido desde 2010, altura a partir da qual foi incluído o sistema de vigilância das transferências).

 

 

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