Mercados Finanças dizem que comissões da CGD "estão em linha com os concorrentes"

Finanças dizem que comissões da CGD "estão em linha com os concorrentes"

O ministério liderado por Mário Centeno já respondeu às perguntas dos deputados do Bloco de Esquerda e do PSD sobre as alterações das comissões da CGD.
Finanças dizem que comissões da CGD "estão em linha com os concorrentes"
Miguel Baltazar
Raquel Godinho 19 de fevereiro de 2018 às 13:41

Os jovens entre os 26 e os 29 anos vão perder a isenção da comissão de manutenção de conta na CGD, a partir de 1 de Maio. Uma alteração que levou os deputados do Bloco de Esquerda e do PSD a questionar o Governo. E o Ministério das Finanças já respondeu: as comissões do banco público estão "em linha com os concorrentes".

Como o Negócios avançou a 11 de Janeiro, as contas cujos titulares possuam o cartão Megacartão Jovem (a idade limite de acesso a este cartão é de 29 anos) vão perder a isenção da comissão de manutenção. Ou seja, as contas cujos titulares possuam o Megacartão Jovem (com idade entre os 26 e os 29 anos) passarão a pagar uma comissão de manutenção mensal de 4,95 euros, acrescida de imposto do selo de 4% (5,148 euros, no total). 

Esta alteração do preçário levou os deputados a questionar o Ministério das Finanças que respondeu, na quinta-feira. "As comissões de conta praticadas pela CGD estão em linha com os concorrentes no mercado e o banco mantém um quadro alargado de isenções, que permite uma diferenciação dos clientes da CGD em função das suas condições particulares", respondeu o ministério liderado por Mário Centeno.

Além disso, as Finanças dizem ainda que, como "a CGD esclarece", "os jovens até aos 26 anos mantêm a isenção de comissões de conta à ordem, "independentemente dos produtos que detenham". "A CGD nota, ainda assim, que a idade limite para a isenção da comissão da conta à ordem mantém-se entre as mais altas do mercado", acrescentam as Finanças.

"De referir que a CGD encontra-se a aplicar plenamente o regime em vigor relativo aos serviços mínimos bancários. Neste regime, as contas à ordem têm custo zero no banco público", diz ainda o ministério. Recorde-se que todos os bancos são obrigados a disponibilizar aos seus clientes contas de serviços mínimos bancários.  

"Como accionista único da CGD, o Governo confiou à administração do banco a missão de garantir a solidez financeira da instituição no longo prazo. Para que a CGD cumpra esta missão tem de estar assegurada a viabilidade económica da operação bancária, através também da convergência dos preços praticados com o mercado", frisa o Ministério das Finanças.

Este tema levou também o Bloco de Esquerda a avançar com um pedido de requerimento para uma audição de Paulo Macedo, presidente da CGD, no Parlamento. Um pedido que foi aprovado por unanimidade.




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mais votado Comissões nas contas e nos fundos de investimento 19.02.2018

1-Concorde-se ou não com os argumentos aduzidos,
assinale-se pela positiva a satisfação da obrigação legal de dar resposta.
2-E, já que se fala em comissões,
seria também oportuno esclarecer
como é que é possível, em produtos tão importantes para apoiar a poupança,
como os fundos de investimento,
em que a Caixa se orgulhou recentemente (e com razão)
de ter recuperado a liderança em termos de quota de mercado,
que as comissões sejam fixadas “a olho”,
sem relação com os custos especificamente incorridos,
com a direta consequência que,
enquanto os objetivos da Caixa apontam para uma rendibilidade dos capitais próprios da ordem dos 10%,
a rendibilidade dos capitais próprios afetos à atividade dos fundos no valor regulamentar exigido,
atingia, ainda não há muito, valores da ordem dos 500% !
Será tal (também) consequência de a atividade da Gestão de Ativos da Caixa
estar com administrações com mandatos caducados há mais de um ano,
e nos fundos de pensões, há mais de 2 anos?

comentários mais recentes
Alentejano 20.02.2018

eu trabalho com o banco mais preguiçoso de todos com o qual o meu pai ainda trabalha e o meu avo trabalhou uma vida inteira e nunca paguei mais de 30 euros de comissões totais anuais e estes que cobram 60 ao ano dizem que estão em linha? Não volto a reclamar da caixa credito agrícola mutuo .

Comissões nas contas e nos fundos de investimento 19.02.2018

1-Concorde-se ou não com os argumentos aduzidos,
assinale-se pela positiva a satisfação da obrigação legal de dar resposta.
2-E, já que se fala em comissões,
seria também oportuno esclarecer
como é que é possível, em produtos tão importantes para apoiar a poupança,
como os fundos de investimento,
em que a Caixa se orgulhou recentemente (e com razão)
de ter recuperado a liderança em termos de quota de mercado,
que as comissões sejam fixadas “a olho”,
sem relação com os custos especificamente incorridos,
com a direta consequência que,
enquanto os objetivos da Caixa apontam para uma rendibilidade dos capitais próprios da ordem dos 10%,
a rendibilidade dos capitais próprios afetos à atividade dos fundos no valor regulamentar exigido,
atingia, ainda não há muito, valores da ordem dos 500% !
Será tal (também) consequência de a atividade da Gestão de Ativos da Caixa
estar com administrações com mandatos caducados há mais de um ano,
e nos fundos de pensões, há mais de 2 anos?

Dono dos Burros 19.02.2018

Sou defensor que o Estado tenha um Banco. Sou defensor que esse banho tenha uma gestão séria. Não sou defensor do Estado Ladrão que tem Bancos Ladrões. Não dou defensor de que os roubos dos Ladrões tenham que ser pagos por mim. Se eu quisesse ser roubado escolhia um banco privado, aí já sabia ao que

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