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Jerónimo Martins dispara 7% com resultados a mostrarem força nas operações

Os resultados apresentados pela Jerónimo Martins, relativos ao primeiro trimestre, deixam os investidores otimistas e levam a cotada a máximos de janeiro.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 29 de Abril de 2021 às 10:59
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A Jerónimo Martins surpreendeu pela positiva na hora de prestar contas aos investidores, isto tendo em conta os bons resultados operacionais, destaca o Caixabank/BPI. Em bolsa, a reação leva o preço das ações a disparar na ordem dos 7%.

"O desvio positivo reflete resultados mais fortes do que o esperado nas operações, o que mais do que superou os custos extraordinários", assim como os impostos mais altos na Polónia, lê-se numa nota de research elaborada pelo banco, à qual o Negócios teve acesso.

A Jerónimo Martins fechou o primeiro trimestre de 2021 com lucros de 58 milhões de euros, uma subida de 66,3% face ao mesmo período do ano passado. Esta quinta-feira, na qual se negoceiam estas ações pela primeira vez desde a apresentação de resultados, a Jerónimo Martins já esteve a disparar 7,40% para os 15,17 euros, atingindo um máximo de 13 de janeiro. Segue ainda com ganhos acima dos 7%. 

O EBITDA da retalhista ficou 7% acima das estimativas, tanto do Caixabank/BPI como do consenso do mercado, "refletindo um desempenho melhor do que o esperado nas vendas, margens em Portugal também acima das expetativas e perdas menores na Colômbia", aponta a casa de investimento.

Neste contexto, o Caixabank/BPI também destaca o comportamento na Polónia, onde as margens se mantiveram apesar de a cadeia ter enfrentado novas obrigações fiscais. Esta manutenção das margens foi conseguida sobretudo do lado dos custos, afirma o banco, pelo que "isto deverá ser sustentável e não prejudicar o posicionamento em termos de preço da empresa no mercado".

Desde a apresentação de resultados, já seis casas de investimento atualizaram as suas perspetivas para a cotada. A JB Capital Markets recomenda comprar, e coloca o preço alvo nos 17 euros, mantendo os mesmos parâmetros desde março. O mesmo acontece com a Wood & Company, o Societé General e o Morgan Stanley, que não alteram nem a recomendação de "manter", nem o preço-alvo de 15 euros, no caso dos dois primeiros, e de 14,90 euros, no último caso. Já o Erste Group reitera "comprar" e o alvo de 15,85 euros. O Barclays aumentou o preço-alvo de 13,70 euros para 14 euros, mas mantém a recomendação de "equalweight".

O consenso dos analistas consultados pela Bloomberg é que a ação atinja os 15,59 euros nos próximos 12 meses, o que se traduz num retorno potencial de 3,9%.
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