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Mais de metade dos clientes têm adesão online do banco mas só uma pequena parte utiliza canais digitais

Apesar dos elevados números de contratação de acesso aos canais digitais, só um número reduzido utiliza efetivamente estes serviços.

Bloomberg
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 03 de Junho de 2019 às 17:05
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A utilização dos canais digitais por parte dos clientes das instituições financeiras está a aumentar, mas continua a haver uma grande discrepância entre o número de pessoas que adere ao canal online e as que efetivamente o utilizam, revela o Banco de Portugal.

 

"Na maioria das instituições financeiras (58%), mais de metade dos clientes particulares já tinha aderido ao canal online", adianta um inquérito realizado junto das instituições financeiras, representativas de 95% do mercado, sobre a comercialização de produtos e serviços bancários nos canais digitais, divulgado pelo Banco de Portugal esta segunda-feira. Apesar de haver mais pessoas com acesso ao canal digital, só 27% das instituições financeiras referiram que mais de metade dos clientes particulares utilizou efetivamente este canal nos três meses anteriores.

 

A adesão às aplicações dos bancos é inferior à dos canais online. Segundo o inquérito, só 35% das entidades comunicaram taxas de adesão à App superiores a 50% neste canal. Já em relação à utilização, apenas 19% das instituições comunicaram taxas de adesão superiores a 50%.

 

A utilização por parte dos clientes empresariais é superior à dos particulares. Em 75% das instituições financeiras, mais de metade dos clientes empresariais tinha aderido ao canal online.

 

Entre as instituições financeiras, cerca de 87% das instituições, incluindo todos os bancos, comercializavam online produtos ou serviços bancários para clientes particulares. Já nos serviços móveis, cerca de 68% das instituições - e 85% dos bancos - disponibilizavam serviços através das app aos seus clientes.

De acordo com as conclusões do inquérito, "as taxas de utilização dos canais digitais são inferiores às respetivas taxas de adesão, tanto nos clientes particulares como nos clientes empresariais". A limitar a procura destas soluções, referem as instituições, poderão estar preocupações com a segurança, o desconhecimento de novas tecnologias e a falta de literacia financeira dos clientes.

Ainda assim, "no final de 2018, as taxas de adesão e de utilização dos canais digitais eram superiores às registadas em 2016 (o primeiro ano em que este inquérito foi realizado), em ambos os canais (online e apps) e para os dois segmentos de clientes (particulares e empresas), aponta o documento". E as expectativas de evolução são positivas, com cerca de metade das instituições a anteciparem crescimentos superiores a 50% nos próximos dois anos, tanto na utilização do canal online, como do canal mobile, em ambos os segmentos de clientes.

19% das instituições já dá crédito "online"

Em relação à contratação de crédito, em 19% das instituições financeiras já é possível contratar soluções de crédito totalmente através dos canais online. Apenas uma entidade permitia a contratação através da sua aplicação.


Em relação aos tipos de crédito concedido, o inquérito mostra que 56% das instituições financeiras ofereciam soluções de crédito pessoal e 47% de cartões de crédito. As instituições pretendem reforçar a aposta nesta área, sendo que 40% das entidades admite lançar crédito automóvel através dos canais digitais.

As contas à distância também são uma possibilidade em cada vez mais bancos. 25% dos bancos ofereciam, no final de 2018, a possibilidade de abrir uma conta à ordem no site da entidade, sem ter que se deslocar à agência. Através da app já era possível abrir conta junto de 32% dos bancos.

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