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Menos de um terço dos portugueses poupa com regularidade

Os portugueses poupam mais do que em 2010. Ainda assim, só pouco mais de 30% tem hábitos de poupança com alguma regularidade. Quase 15% dizem guardar o dinheiro em casa.

Bloomberg
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 21 de Outubro de 2016 às 16:45
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Os consumidores portugueses poupam mais do que em 2010. No entanto, menos de um terço poupa com alguma regularidade, revela o Segundo Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa, divulgado esta sexta-feira. A falta de rendimentos é o grande motivo apontado para não se conseguir poupar.


A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) realizaram 1.100 entrevistas porta-a-porta em todo o território nacional, entre Maio e Junho de 2015, para este inquérito.


Uma das conclusões deste inquérito revela que 59% dos portugueses assume comportamentos de poupança. Uma percentagem que supera os 52% registados no inquérito de 2010. Mas apenas 30,3% diz poupar com regularidade. Entre aqueles que não poupam, 87,8% referem que o rendimento não o permite, enquanto 9,1% afirmam não ser prioritário.


"A realização de poupança é mais frequente entre os entrevistados que fazem o orçamento familiar: 31,8% poupam com regularidade e 30,6% poupa de forma irregular, o que compara com 27% e 24,3%, respectivamente, entre os que não têm orçamento familiar", refere o inquérito que realça ainda que quase metade dos que não fazem o orçamento familiar também não poupam, proporção que desce para 37,6% entre os que fazem este planeamento.


Quase 45% dos inquiridos que poupam dizem ter como principal objectivo fazer face a despesas imprevistas, enquanto 23,9% procuram cobrir despesas futuras não regulares e 20,8% poupam para a aquisição ou substituição de bens duradouros. "A poupança para a reforma é referida como a principal razão para poupar por uma proporção relativamente baixa de inquiridos, tendo-se ainda verificado uma ligeira redução entre os dois anos analisados (4,3% em 2015 e 5,9% em 2010)", adianta o inquérito.


É também destacada a "pouca pró-actividade na aplicação da poupança, uma vez que 60,8% dos que poupam afirmam deixar o dinheiro na conta de depósito à ordem e 14,5% referem guardar o dinheiro em casa". Deste modo, 34,3% afirma colocar o dinheiro numa conta de poupança e 3,9% aplica em produtos de investimento.


Outro dos tópicos questionados refere-se aos rendimentos. Quase 63% dos entrevistados revela ter rendimento suficiente para cobrir o seu custo de vida. Entre os 34,7% que referiram por vezes não ter rendimento suficiente para cobrir o seu custo de vida, 48,7% reduziu as despesas, 36,2% pediu dinheiro emprestado a familiares ou amigos, 25,1% usou dinheiro das suas poupanças e 10,9% deixou contas por pagar.

"O recurso a crédito bancário ou da entidade patronal ou a penhora de bens foi referido por 7,2% dos inquiridos", conclui o inquérito.

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