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Blackrock põe alterações climáticas no centro da sua nova estratégia de 7 biliões de dólares

A maior gestora de fundos do mundo alterou o paradigma da sua estratégia e pôs o combate às alterações climáticas no centro das suas preocupações, depois das críticas de que tem sido alvo.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 14 de Janeiro de 2020 às 13:43
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A Blackrock revelou algumas alterações na sua estratégia para o futuro e vai duplicar o número de investimentos em ativos que gere com foco sustentável para 150, segundo uma carta que o seu CEO Larry Fink escreveu ao quadro de diretores da empresa e aos clientes, nesta terça-feira, dia 14 de janeiro.

"Acreditamos que o investimento sustentável é a base mais forte para as carteiras de clientes daqui para frente", disse o CEO da gestora de ativos, na carta enviada.

Numa altura em que a empresa estava a ser acusada de não usar a sua influência em prol da causa ambiental, a maior gestora de fundos de investimento do mundo, com cerca de 7 biliões de dólares em ativos, adiantou que vai reduzir os ativos que tiver em carteira que obtiverem um quarto ou mais das suas receitas através de atividades ligadas à exploração de carvão.

Para além de pretender duplicar a aposta no número de ativos, o líder da Blackrock disse que ambiciona multiplicar por dez o valor dos ativos em carteira na próxima década.

Na sua carta anual, o CEO da Blackrock advertiu que as mudanças climáticas representavam um risco maior para os mercados e que era diferente de qualquer crise anterior.

"Esta é uma crise muito mais estrutural e de longo prazo", começou por escrever Larry Fink, acrescentando que "as empresas, os investidores e os governos devem preparar-se para uma redefinição e realocação do seu capital". Fink salientou que a convicção da empresa "é que os portfólios integrados em sustentabilidade e clima podem fornecer melhores retornos ajustados aos riscos para os investidores", escreveu Fink. 

Adiantou que a Blackrock vai começar a pressionar as suas empresas a divulgarem o risco climático associado à sua atividade, de acordo com os padrões estabelecidos pelo SASB (Sustainability Accounting Standards Board). 

Em Portugal, a Blackrock tem participações em várias cotadas portuguesas, como na EDP, EDP Renováveis, Jerónimo Martins, Galp Energia, Nos e CTT.
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