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Endividamento continua a ser grande preocupação

A Teixeira Duarte é a mais recente cotada nacional a beneficiar da descoberta de petróleo no Brasil. Apesar de não ter sido ela a efectuar a descoberta, a participação indirecta no projecto rendeu-lhe, para já, fortes ganhos em bolsa. A companhia está a negociar...

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 27 de Outubro de 2009 às 09:45
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Teixeira Duarte |
A construtora quer entrar no retalho em Angola este ano.

Construtora é a segunda cotada que mais sobe desde a recuperação iniciada em Março deste ano



A Teixeira Duarte é a mais recente cotada nacional a beneficiar da descoberta de petróleo no Brasil. Apesar de não ter sido ela a efectuar a descoberta, a participação indirecta no projecto rendeu-lhe, para já, fortes ganhos em bolsa. A companhia está a negociar nos valores mais elevados em mais de um ano, mantendo a tendência positiva iniciada em Março. A recuperação dos mercados accionistas, as expectativas de retoma da economia, os projectos públicos de investimentos em infra-estruturas e a melhoria dos resultados têm contribuído para a subida em bolsa.

Na semana passada, as acções da empresa liderada por Pedro Teixeira Duarte subiram mais de 8% apenas numa sessão, como consequência da descoberta de petróleo no Brasil por parte de uma sua participada. A construtora nacional anunciou ao mercado que não possui informações sobre a quantidade e qualidade do "crude" descoberto no "onshore" brasileiro. Tratam-se de duas descobertas de "crude" notificadas pela Alvorada Petróleo à Agência Nacional do Petróleo (ANP) nos blocos 129 e 155. A Teixeira Duarte é titular, indirectamente, de 70% da EMPA - Serviços de Engenharia, que por sua vez detém 46,3% do capital da Alvorada Petróleo. Deste modo, a participação indirecta da empresa portuguesa é de 32,4%.

Na sequência deste anúncio, a equipa de analistas do BPI avaliou o seu impacto nas acções da empresa. Este banco de investimento avaliou o valor das potenciais reservas entre 50 e 100 milhões de dólares, num exercício que classificou como "muito simplista" e onde assumiu 50% de probabilidades de que se consiga produzir petróleo a partir da bacia e um valor actualizado líquido de cinco a 10 dólares para cada barril de petróleo.

Este ano tem significado um aliviar das pressões em torno da companhia. Em bolsa, os títulos avançam 171% desde Março, sendo a segunda cotada que mais valoriza neste período. Depois das perdas acumuladas no ano passado com as suas participações financeiras (BBVA, Cimpor e BCP), o desempenho positivo registado em 2009 antecipa um aliviar da pressão nos resultados da empresa.

Também neste campo, os desenvolvimentos têm sido positivos. No primeiro semestre deste ano, a Teixeira Duarte apresentou lucros de 19,3 milhões de euros, o que compara com os prejuízos de 256 milhões de euros obtidos em igual período do ano passado. Pela negativa, o endividamento da empresa atingiu os 2.044 milhões de euros na primeira metade do ano, crescendo em 86,8 milhões face ao final de 2008.

Nos próximos meses, a construtora deverá ter o seu desempenho condicionado pela evolução em torno dos projectos de infra-estruturas a serem adjudicados pelo Govero português. A recente vitória do PS nas eleições legislativas deverá contribuir para a manutenção dos grandes projectos como o TGV e o aeroporto de Lisboa.

Após o forte desempenho dos últimos meses, as acções da construtora apresentam actualmente um potencial de queda de 51,4% face ao preço-alvo médio de 0,56 euros.

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