Ouro e prata continuam imparáveis e alcançam novos recordes
O ouro e a prata continuam imparáveis e atingiram novos recordes no final desta quarta-feira, ao alcançarem a fasquia dos 5.450 e 118 dólares por onça, respetivamente, com o impulso dado pelas expectativas de uma política monetária mais flexível nos EUA e o afastamento dos investidores de ativos como as obrigações e as moedas.
O ouro subiu cerca de 5% esta quarta-feira, apesar da decisão da Reserva Federal (Fed), que optou por manter as taxas de juro depois de três cortes consecutivos no 2025, em que os responsáveis manifestaram cautela em relação a futuros reajustamentos da taxa diretora. Os investidores estão já a pensar no sucessor do atual presidente, Jerome Powell.
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“As pessoas estão a olhar para além de Powell e a pensar que o próximo presidente poderá ser significativamente mais dovish”, ou favorável a taxas de juro mais baixas, assinala à Bloomberg Bart Melek, diretor global de estratégia de commodities da TD Securities. “A escolha do presidente da Fed será determinante para o desempenho do ouro este ano”.
O nome mais recente a ser falado é o de Rick Rieder, da BlackRock, um vererano de Wall Street que deverá trazer uma abordagem mais próxima dos mercados à Fed. Em setembro, defendeu cortes mais agressivos de 50 pontos base, em vez dos 25 pontos base implementados pela Fed. Um ambiente de taxas mais baixas favorece os metais preciosos, que não pagam juros.
Além disso, o aumento dos riscos geopolíticos e o afastamento dos investidores do mercado cambial e de obrigações, assim como a fraqueza do dólar, desencaderam uma nova vaga de investimento nos metais preciosos. O ouro já ganhou cerca de 25% este ano, quebrando há poucos dias a barreira dos 5.000 dólares, enquanto a prata já acelerou mais de 60% no mesmo período.
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