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Corte de fornecimento russo à Polónia faz disparar gás na Europa

Logo após ser noticiado que a Rússia teria cortado o fornecimento de gás à Polónia, os preços do gás no mercado de Amesterdão, "benchmark" na Europa, dispararam 17%. Entretanto os preços já aliviaram parte da escalada.

Os preços do gás natural ainda têm um forte potencial de subida este ano. A queda dos inventários, o frio e a forte procura são grandes “triggers”.
Osman Orsal/Reuters
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 26 de Abril de 2022 às 16:56
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A notícia de que a Rússia tinha suspendido o fornecimento de gás à Polónia, avançada pelo portal polaco Onet, fez disparar os preços do gás no mercado de Amesterdão, "benchmark" para esta "commodity" na Europa. A escalada chegou a ser de 17%, voltando a superar a fasquia dos 100 euros por Megawatt-hora (MWh).

Após o "salto" inicial, contudo, os preços voltaram a descer do patamar dos 100 euros e negoceiam atualmente nos 99 euros, uma subida de 6,64% face à véspera.

Entretanto, a Polónia veio confirmar que o fornecimento será cortado a partir de amanhã, 27 de abril. A informação foi dada pela russa Gazprom ao principal distribuidor polaco de gás, PGNiG.

Esta subida nos preços do gás surge no mesmo dia em que Portugal e Espanha receberam "luz verde" de Bruxelas para instituir um mecanismo de limitação do preço do gás para a produção de eletricidade, que permite que o mercado elétrico não sofra os choques decorrentes da volatilidade no gás. 

A Comissão Europeia aceitou a proposta ibérica mas fixou um limite de 50 euros por MWh para o gás, apesar de inicialmente o teto poder ser fixado em 40 euros. As pretensões de Madrid e Lisboa eram a de que o preço máximo pudesse ser fixado em 30 euros por MWh.

Este mecanismo, que poderá entrar em vigor muito em breve, vai funcionar durante sensivelmente 12 meses.
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