Dia de nervos nos mercados com energia no centro do turbilhão
A sessão de segunda-feira foi fértil em declarações dos vários envolvidos na guerra do Médio Oriente, mas foi o recuo de Trump, ao adiar por cinco dias o ataque a centrais elétricas do Irão, que deu o mote à forte queda dos preços do crude.
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O arranque da semana foi tudo menos tranquilo nos mercados globais. Uma sucessão de declarações por parte dos Estados Unidos e do Irão foi o suficiente para um dia de forte ebulição, com os preços da energia a começarem a sessão em alta e a terminarem-na em forte queda. Ainda nas matérias-primas, o ouro reduziu as perdas e a prata até valorizou. Já as bolsas abriram em baixa e inverteram para ganhos robustos, ao passo que os juros da dívida soberana passaram do alívio ao agravamento – enquanto, no mercado cambial, o dólar perdeu fôlego. O epicentro desta turbulência esteve no Médio Oriente, mas as ondas de choque sentiram-se no mundo inteiro. E com réplicas.