Petróleo em alta pressionado pelos conflitos no Médio Oriente
O petróleo está a subir em Nova Iorque e Londres pelo segundo dia consecutivo pressionado pelos conflitos no Médio Oriente e a sua recente propagação a Omã.
Em Nova Iorque o preço do ouro negro está a subir pelo segundo dia consecutivo, apoiado nos confrontos existentes no Médio Oriente que reduziram a produção da matéria-prima na Líbia.
Os conflitos propagaram-se a Omã, país da península Arábica que faz fronteira com o Iémen. Os cortes na produção preocupam governos e ameaçam que esta possa ser interrompida brevemente, refere a Bloomberg.
Em Londres, o Brent do Mar do Norte, “benchmark” para a Europa, está a subir 1,44%, para 113,75 dólares. Na bolsa de Nova Iorque, o crude de referência (WTI) avança 1,56% para 99,41 dólares por barril.
Os futuros apresentaram a semana passada o maior ganho semanal em dois anos. As estimativas sugerem que o fluxo de petróleo da Líbia terá sofrido um corte de dois terços.
Em Omã já morreram dois manifestantes e muitos ficaram feridos em confrontos com a polícia de acordo com dados do hospital local e de oficiais do governo, segundo a Bloomberg.
O país é o maior produtor de petróleo do Médio Oriente que não integra a Organização dos Países exportadores de petróleo (OPEP).
“Quando olhamos à nossa volta vemos mais sinais de que a agitação está para durar”, diz Jonathan Barratt, director dos Serviços de corretagem de commodities em Sydney, à Bloomberg. “Há um certo medo nos mercados”.
Centenas de cidadãos de Omã, muitos desempregados, reuniram-se em manifestação pelo segundo dia na cidade de Sohar, recusando-se a abandonar as manifestações após pedidos para a criação de emprego.
O país, com mais de 2,7 milhões de habitantes e 600 expatriados, produziu 885.600 barris de petróleo por dia em Janeiro de acordo com o estimado pela agência de notícias de Oman. A China é a sua maior cliente, comprando cerca de 40% das suas exportações.