Petróleo Diga petróleo três vezes

Diga petróleo três vezes

Na sessão desta quarta-feira, 2 de outubro, o petróleo vai estar no centro das atenções em três frentes.
Diga petróleo três vezes
Susana González
Carla Pedro 02 de outubro de 2019 às 00:01

As cotações do petróleo – e das empresas ligadas a este setor – estarão a refletir na sessão desta quarta-feira a evolução das notícias sobre a matéria-prima em três frentes.

 

A primeira é negativa para o "ouro negro" e prende-se com o facto de ontem o Norges Bank, que gere o maior fundo soberano do mundo – o da Noruega – ter anunciado que vai retirar 5,4 mil milhões de euros aplicados em empresas petrolíferas cotadas no índice FTSE Russell.

 

Outra questão que poderá estar a pesar é a do anúncio, também feito, ontem, de que a 1 de janeiro do próximo ano o Equador deixará de ser membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), passando o cartel a contar com apenas 13 membros.

 

A terceira frente não é menos importante: a Administração de Informação em Energia (IEA, na sigla original, que está sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia) divulga hoje os dados relativos aos inventários de crude dos EUA na semana passada – números que são sempre acompanhados atentamente.

Ainda a pairar no horizonte, mas sem certezas de que hoje haja desenvolvimentos, há uma quarta frente: o espectro de um intensificar das tensões gepolíticas no Médio Oriente, no âmbito das trocas de acusações e ameaças entre a Arábia Saudita e o Irão - tendo os Estados Unidos, que são aliados de Riade, enviado já equipamento e forças militares para reforçar a defesa dos sauditas.

As tensões recrudesceram com os ataques com drones, no mês passado, contra duas importantes instalações petrolíferas da estatal saudita Aramco. Os rebeldes iemnitas hutis reivindicaram os ataques, mas Riade disse ter provas do envolvimento de Teerão (os hutis, recorde-se, são apoiados politicamente pelo Irão, grande rival regional da Arábia Saudita).

Uma outra frente que tem persistido, e afetado as cotações do crude, é a dos receios em torno de uma desaceleração económica mundial - nesta terça-feira reforçados pelos maus dados da atividade industrial em setembro nos EUA.




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