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Petróleo desliza para mínimos de mais de um ano após palavras de Putin

Os preços do petróleo voltaram às quedas, depois de o presidente da Rússia ter sugerido que nada vai fazer para estabilizar o custo desta matéria-prima. 

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 29 de Novembro de 2018 às 10:33

O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a descer 1,19% para 58,06 dólares, atingindo um novo mínimo de Outubro de 2017. Já o West Texas Intermediate (WTI) recua 0,97% para 49,80 dólares, quebrando a barreira dos 50 dólares por barril pela primeira vez desde Outubro de 2017.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, considera que o nível actual do petróleo está "perfeitamente bem". Esta posição assumida por Putin aumenta a especulação de que a oferta de petróleo não deverá diminuir.

 

A Arábia Saudita tem defendido que se deveria cortar a produção, tendo anunciado que o iria fazer já em Dezembro. Além disso, criou-se a expectativa de que convencesse os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a seguirem os seus passos, o que chegou a impulsionar o preço da matéria-prima.

 

Contudo, o aumento das reservas dos EUA e a postura assumida por Donald Trump, que defende que os preços do petróleo não devem subir, tem pressionado a negociação da matéria-prima.

 

As palavras de Putin juntam-se assim a Trump, sendo que a Rússia é um dos principais produtores de petróleo.

 

Estes são os três países que actualmente dominam o mercado petrolífero, mas não estão concertados. A Arábia Saudita, cuja economia está muito dependente desta matéria-prima, precisa que os preços estejam mais elevados. Já Trump defende que os preços precisam de descer. E Putin parece confortável com os níveis actuais, pelo que não deverá dar ouvidos à Arábia Saudita.

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