Petróleo Petróleo vive em Novembro o pior mês em dez anos

Petróleo vive em Novembro o pior mês em dez anos

Tanto em Londres como em Nova Iorque, o petróleo afunda mais de 20% em Novembro, o pior mês para a matéria-prima desde Outubro de 2008. Desde os máximos do mês passado, as quedas já superam os 30%.
Petróleo vive em Novembro o pior mês em dez anos
Reuters
Rita Faria 30 de novembro de 2018 às 11:47

O petróleo prepara-se para completar esta sexta-feira, 30 de Novembro, o seu pior mês numa década, penalizado pelo regresso dos receios em torno de um excedente global.

 

Desde o início de Novembro, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desvaloriza 22,40%, o que representa a maior queda mensal desde Outubro de 2008. Nesse mês, que se seguiu à queda do Lehman Brothers e que marcou o início da crise financeira global, o crude afundou 32,62%.

 

No caso do Brent de Londres, a descida registada em Novembro é de 21,8%, igualmente a mais elevada desde Outubro de 2008, mês em que o petróleo de referência para Portugal perdeu 33,46%.

 

Em Outubro, contudo, nada faria prever esta forte descida nas cotações, já que a matéria-prima atingiu, no dia 3 de Outubro, o valor mais elevado em quatro anos, sobretudo devido à iminência da entrada em vigor das sanções dos EUA sobre o Irão – que foram aplicadas a 5 de Novembro – e que teriam, potencialmente, um impacto significativo na oferta disponível no mercado.

 

No entanto, as isenções concedidas pelos Estados Unidos a vários países que compram petróleo iraniano acabaram não só por anular esse efeito, como também por contribuir para o cenário contrário, ou seja, o regresso dos receios sobre um excedente global.

 

Para esses receios tem contribuído também a incerteza em torno dos cortes na produção da OPEP, e a subida dos inventários de crude dos Estados Unidos, que cresceram em 3,58 milhões de barris na semana passada, a décima consecutiva de aumentos.

 

Na próxima semana, a 6 de Dezembro, será realizada, em Viena, a reunião ministerial da OPEP, em que os membros do cartel, juntamente com produtores externos, como a Rússia, vão decidir se avançam ou não com mais cortes à produção.

 

Apesar de a Rússia ter mostrado disponibilidade para se juntar à Arábia Saudita no corte da oferta, o desfecho da reunião ainda é incerto, numa altura em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado no sentido de manter baixos os preços da matéria-prima.

No início da semana, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que os preços do petróleo estão "equilibrados e justos", acrescentando, porém, que Moscovo está preparada para cooperar com os outros produtores.

Nesta altura, o crude de Nova Iorque cai 1,15% para 50,86 dólares, somando uma desvalorização de 33,5% desde os máximos do mês passado. No caso do Brent, essa queda é de 31,5%, estando o barril a descer, nesta altura, 0,64% para 59,13 dólares.  




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