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Goldman vê petróleo nos 70 dólares em 2019

Numa análise às matérias-primas, que os analistas do banco norte-americano dizem que vão subir de forma generalizada no próximo ano, o petróleo é um dos destaques. E as estimativas apontam para uma subida dos preços do ouro negro.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 29 de Novembro de 2018 às 19:10

Os preços do petróleo têm estado a perder terreno, tendo já perdido cerca de 30% desde os máximos de inícios de Outubro passado. Mas a tendência não vai manter-se, dizem os analistas do Goldman Sachs.

 

Segundo a avaliação dos analistas do banco norte-americano, a actual situação de "sell-off" é insustentável, devendo o crude registar uma subida média de 17% em 2019.

 

A contribuir para essa valorização da matéria-prima estará a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os aliados do cartel que se encontram entre os maiores produtores e que estão a planear reduzir a oferta no mercado, considerada excessiva num contexto de desaceleração económica global e de aumento dos inventários norte-americanos de crude.

 

"Estamos convictos de que os membros da OPEP e seus aliados irão chegar a acordo para cortarem a sua produção, apesar dos recentes tweets do presidente dos Estados Unidos a reclamar preços mais baixos para o petróleo", sublinha a nota de análise do Goldman.

 

E isso poderá acontecer já a 6 de Dezembro, dia da reunião ministerial da OPEP em Viena. "A Arábia Saudita já não tem a mesma saúde financeira de 2014, quando lançou uma guerra por quotas de mercado, nem os EUA conseguem sustentar preços do petróleo abaixo dos 50 dólares por barril", referem.

 

"Os preços do petróleo abaixo dos 50 dólares por barril, como é o caso do West Texas Intermediate (WTI, crude de referência dos EUA, negociado em Nova Iorque), começam a ter um impacto significativo nos mercados de elevadas rendibilidades, uma vez que as empresas do sector da energia representam cerca de 15% das emissões obrigacionistas, o que iria fazer alastrar os dissabores por todos os mercados financeiros norte-americanos", prossegue o "research".

 

Por último, salientam, a energia é uma das maiores indústrias da economia dos EUA. "Acreditamos que as partes relevantes atenderão aos seus melhores interesses e que a reunião do G20 (que decorre esta sexta-feira e sábado na Argentina) poderá funcionar como potencial catalisador para recolocar o capital de risco naquilo que acreditamos que são os seus níveis de valor".

 

No que respeita ao Brent do Mar do Norte, "benchmark" para a Europa que é negociado no mercado londrino, os analistas do Goldman apontam para uma subida média de 17% no preço, no próximo ano, face aos actuais patamares.

 

"Apesar de considerarmos que não se justifica termos o Brent a valer 86 dólares por barril [como esteve em Outubro], também achamos que 59 dólares não é um bom nível. As nossas estimativas para 2019 apontam para os 70 dólares/barril", avança o Goldman.

 

A sustentar esta perspectiva está também, além do esperado corte de produção da OPEP, a estimativa do banco de que as exportações do Irão continuarão a diminuir ao longo de 2019.

 

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