Ao minuto27.11.2025

Europa termina sessão com ganhos contidos. Puma dispara quase 19%

Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta quinta-feira.
Puma detalha abordagem para fortalecer a marca com investimento em marketing
Daniel Löb/picture-alliance/dpa/AP Images
Negócios 27 de Novembro de 2025 às 18:20
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27.11.2025

Europa termina sessão com ganhos contidos. Puma dispara quase 19%

Os principais índices europeus terminaram a sessão de hoje com uma maioria de ganhos, num dia em que o volume de negociação no Stoxx 600 ficou significativamente abaixo da média dos últimos 30 dias, com os mercados dos EUA fechados devido ao feriado do Dia de Ação de Graças. O sentimento dos investidores, à semelhança do que já tem acontecido desde o início da semana, segue apoiado por perspetivas de um corte de juros do lado de lá do Atlântico em dezembro.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganhou 0,14%, para os 575 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu 0,18%, o espanhol IBEX 35 manteve-se inalterado, o italiano FTSEMIB valorizou 0,21%, o francês CAC-40 avançou 0,04%, o britânico FTSE 100 somou 0,02% e o neerlandês AEX perdeu 0,41%, pressionado pela queda de mais de 1,30% da tecnológica ASML – a cotada com maior capitalização bolsista da Europa.

Os mercados europeus recuperaram esta semana, depois de terem atravessado sessões de forte volatilidade devido a preocupações com a possível sobreavaliação de cotadas ligadas à área da tecnologia e inteligência artificial. Nesta linha, o “benchmark” do Velho Continente está agora a caminho do seu quinto mês consecutivo de ganhos, à medida que se aproxima o fim do mês de novembro.

“Estamos a preparar-nos para uma recuperação clássica de fim de ano”, disse à Bloomberg Daniel Murray, da EFG Asset Management.

Entre os setores, o automóvel (+0,92%) registou a maior valorização, enquanto o tecnológico (-0,41%) liderou as perdas.

Entre os movimentos do mercado, a Puma disparou quase 19% - a valorização de fecho mais alta em mais de 20 anos -, depois de a Bloomberg ter noticiado que haverá rumores de que a chinesa Anta Sports Products estará a explorar uma possível aquisição da empresa alemã.

27.11.2025

Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravaram-se em toda a linha num dia em que os índices bolsistas do Velho Continente terminaram a sessão com avanços ligeiros.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravaram-se em 0,9 pontos-base, para 2,997%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade subiu 1,1 pontos, para 3,163%.

Já os juros da dívida soberana italiana subiram 1,2 pontos, para 3,401%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa seguiu a mesma tendência e agravou-se em 1,3 pontos-base, para 3,408%. Os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, avançaram 0,8 pontos, para os 2,678%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, registaram um agravamento mais expressivo, de 2,6 pontos-base, para 4,448%, um dia depois de terem registado um recuo de mais de 7 pontos, devido à apresentação do orçamento do Governo trabalhista.

27.11.2025

Dólar a caminho de queda semanal com aumento de apostas sobre corte de juros em dezembro

Soeren Stache/AP Images

O dólar está a negociar com perdas e está a caminho de registar a sua maior queda semanal em cerca de quatro meses, à medida que os investidores apostam numa flexibilização das taxas de juro do lado de lá do Atlântico em dezembro.

O índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a ceder 0,04%, para os 99,560 pontos, afastando-se de máximos de seis meses atingidos há cerca de uma semana.

Face ao iene, a “nota verde” desvaloriza 0,08%, para os 156,340 ienes.

Por cá, os mercados estão atentos às negociações sobre um possível acordo de paz na Ucrânia, que poderá impulsionar a moeda única. O Presidente russo Vladimir Putin afirmou nesta quinta-feira que as linhas gerais de um projeto de plano de paz discutido pelos Estados Unidos e pela Ucrânia poderiam vir a servir de base para futuros acordos para pôr fim ao conflito.

A esta hora, o euro negoceia praticamente inalterado e cede 0,01%, para os 1,159 dólares. Ainda pela Europa, a libra ganha 0,08%, para os 1,325 dólares, um dia depois de o Governo trabalhista britânico ter apresentado o orçamento do Estado.

27.11.2025

Ouro recua ligeiramente com retirada de mais-valias

Mike Groll/AP

Os preços do ouro negoceiam com perdas contidas esta tarde, recuando de máximos de duas semanas atingidos na sessão de ontem, com alguns “traders” a parecerem aproveitar para retirar mais-valias, enquanto avaliam a possibilidade de um corte de juros nos EUA em dezembro.

A esta hora, o metal precioso desliza 0,03%, para os 4.160,77 dólares por onça.

“Os fatores que vemos a favor do mercado de ouro permanecem praticamente inalterados, incluindo a desaceleração do crescimento dos EUA, levando a taxas de juros mais baixas e um dólar mais fraco, procura sustentada por refúgios seguros e compras contínuas e fortes por parte dos bancos centrais”, disse à Reuters Carsten Menke da Julius Baer.

Comentários feitos esta semana pela presidente da Reserva Federal de São Francisco, Mary Daly, e pelo governador da Fed, Christopher Waller, reforçaram as expectativas de um corte nas taxas diretoras nos EUA.

Os "traders" estão agora a prever uma probabilidade de cerca de 85% de um corte nas taxas no próximo mês, em comparação com apenas 30% na semana anterior, segundo a ferramenta CME FedWatch.

O ouro, que não rende juros, tende a ter um melhor desempenho num ambiente de taxas de juro baixas.

27.11.2025

Petróleo negoceia com ganhos ligeiros. "Traders" atentos a negociações entre Rússia e Ucrânia

Eli Hartman/AP

Os preços do petróleo estabilizaram nesta quinta-feira e negoceiam com ligeiros ganhos, à medida que os “traders” se focam nas negociações em curso para pôr fim à guerra na Ucrânia.

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – valoriza 0,26% para os 58,82 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a avançar ligeiros 0,05% para os 63,16 dólares por barril.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje que as linhas gerais de um projeto de plano de paz discutido pelos Estados Unidos e pela Ucrânia poderiam tornar-se a base para futuros acordos para pôr fim ao conflito, havendo ainda muita incerteza sobre o que se seguirá.

“A volatilidade geopolítica continua e as esperanças de um potencial cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia neutralizaram as preocupações com o abastecimento decorrentes das novas sanções dos EUA aos principais produtores [de petróleo] russos”, afirmou o Barclays numa nota citada pela Reuters.

Entretanto, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) deverão manter inalterados os níveis de produção de petróleo na sua reunião de domingo e chegar a acordo sobre um mecanismo para avaliar a capacidade máxima de produção dos membros do cartel, referiram á agência de notícias dois delegados do grupo.

27.11.2025

Euribor desce a três e a seis meses e sobe a 12 meses

A taxa Euribor desceu esta quinta-feira a três e a seis meses e subiu a 12 meses em relação a quarta-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que baixou para 2,061%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,115%) e a 12 meses (2,210%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,115%, menos 0,002 pontos do que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou, ao ser fixada em 2,210%, mais 0,004 pontos do que na sessão anterior.

Noutro sentido, a Euribor a três meses caiu hoje para 2,061%, menos 0,008 pontos do que na quarta-feira.

Em relação à média mensal da Euribor em outubro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada a 12 meses.

A média da Euribor em outubro subiu 0,007 pontos para 2,034% a três meses e 0,005 pontos para 2,107% a seis meses.

Já a 12 meses, a média da Euribor avançou mais acentuadamente em outubro, designadamente 0,015 pontos para 2,187%.

Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

27.11.2025

Europa sem rumo à espera de novos catalisadores. Puma dispara quase 14%

AP/Christof Stache

As principais praças europeias estão a negociar divididas entre pequenos ganhos e pequenas perdas, encaminhando-se para fechar novembro com um saldo positivo, num dia em que a Puma centra atenções e em que existem uma série de dados económicos para acompanhar. Na Alemanha, a confiança dos consumidores continua no negativo, mas acabou por registar uma ligeira melhoria neste mês, enquanto, na Zona Euro, vai ser conhecida a evolução do indicador de sentimento económico, que deve crescer, embora de forma contida. 

A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, negoceia praticamente inalterado, com um recuo residual de 0,01% para 574,14 pontos. Com Wall Street encerrada devido às celebrações do dia de Ação de Graças (Thanksgiving), o mercado deve apresentar menor liquidez esta quinta-feira, com a Black Friday a limitar o volume de negociação na sexta. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o neerlandês AEX cai 0,45%, o espanhol IBEX 35 ganha 0,06%, enquanto o francês CAC-40 recua 0,04%, o italiano FTSEMIB avança 0,22% e o alemão DAX sobe 0,21%. 

A Puma está a disparar 13,38% para 19,28 euros, depois de a Bloomberg ter noticiado que a fabricante chinesa de roupa desportiva Anta Sports Products estará a avaliar uma potencial aquisição da empresa alemã. Na corrida à compra da Puma estarão ainda a rival chinesa Li Ning e a japonesa Asics, de acordo com o que fontes próximas ao tema disseram à agência financeira.

As ações europeias têm recuperado esta semana da grande turbulência que atingiu os mercados em novembro, provocada por preocupações em torno de uma sobreavaliação das ações tecnológicas e ainda dúvidas em torno do futuro da política monetária dos EUA. O Stoxx 600 já conseguiu recuperar das perdas e prepara-se para fechar o quinto mês consecutivo de ganhos. 

"Estamos a preparar-nos para uma recuperação clássica do final do ano", explica Daniel Murray, diretor executivo da EFG Asset Management, à Bloomberg. "As pessoas ainda querem terminar o ano em alta e qualquer recuo continuará a ser recuperado por investidores que permanecem com exposição reduzida às ações", acrescenta. 

27.11.2025

Juros agravam-se na Zona Euro e Reino Unido

 Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro e Reino Unido estão a agravar esta quinta-feira, um dia depois da apresentação do Orçamento de Outono no Reino Unido.

, a ministra das Finanças britânica, Rachel Reeves, encontrou forma de colocar algum dinheiro nos bolsos das famílias no curto prazo, mas com a promessa de apertar as contas públicas no final do horizonte de cinco anos. Reeves aumentou a margem de segurança face à sua principal regra fiscal – que exige equilibrar a despesa corrente com a dívida – de 9,9 mil milhões de libras para 22 mil milhões de libras.

O foco dos investidores está agora na reação do Banco de Inglaterra, e Megan Greene — que discursa esta quinta-feira numa conferência — poderá ser a primeira a dar sinais. A taxa de juro das "Gilts" britânicas a dez anos avançam 2,6 pontos-base para 4,448%.

Na Zona Euro, os juros das "Bunds" alemãs a 10 anos, que servem de referência para o bloco, sobem 1,0 ponto base para 2,68%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade ganha 0,9 pontos para 3,404%. Já em Itália, os juros aceleram 1,7 pontos para os 3,407%.

A Península Ibérica acompanha a tendência do resto da Europa, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a agravar-se em 0,9 pontos base para 2,998% e as espanholas a subirem 1,3 pontos para 3,164%.


27.11.2025

Libra corrige após impulso do novo orçamento. Iene perto de intervenção

A libra britânica está a corrigir dos ganhos da sessão anterior, quando foi impulsionada pela apresentação do Orçamento de Outuno do Reino Unido. O documento, um dos mais antecipados dos últimos anos, (que excluíram as “três grandes” taxas do país) e uma maior margem orçamental para a ministra das Finanças, Rachel Reeves. 

A esta hora, a divisa britânica recua 0,17% para 1,3219 dólares, corrigindo, de forma parcial, dos ganhos de 0,59% da sessão anterior. Já o euro avança 0,13% para 0,8768 libras, após ter desvalorizado 0,27% no rescaldo da apresentação do orçamento que vai guiar as contas públicas britânicas no próximo ano. 

Do lado do dólar, as movimentações estão bastante limitadas esta quinta-feira, num dia em que os mercados norte-americanos encontram-se fechados devido ao feriado do dia de Ação de Graças (Thanksgiving). Num cenário de pouca liquidez, Francesco Pesole, estratega cambial do ING, antecipa que pode ser um bom momento "para as autoridades japonesas intervirem no dólar/iene", após as grandes desvalorizações da moeda nipónica desde que Sanae Takaichi assumiu as rédeas do país. 

"No entanto, ainda pode haver uma preferência por intervir após um evento negativo para o dólar, com a estagnação do par a poder ter removido algum do sentido de urgência" das autoridades japonesas, acrescentou. A esta hora, a "nota verde" cai 0,10% para 156,32 ienes, pressionada ainda por um tom mais "hawkish" do Banco do Japão, que se prepara para aumentar as taxas de juro no curto prazo.

27.11.2025

Ouro estável, próximo de máximos de duas semanas

Mike Groll/AP

O ouro está a negociar praticamente inalterado esta quinta-feira, depois de ter atingido máximos de duas semanas na sessão anterior, numa altura em que os investidores continuam a apostar em força num corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana em dezembro. 

A esta hora, o metal precioso avança 0,04% para 4.163,76 dólares por onça, depois de ter chegado a avançar mais de 1% na quarta-feira, tocando nos 4.173,42 dólares. Por agora, o ouro aguarda por novos catalisadores para conseguir quebrar o intervalo em que tem negociado, isto depois de ter alcançado máximos históricos no final de outubro. 

Com um corte de 25 pontos base na próxima reunião da Fed praticamente incorporado no mercado, os investidores procuram pistas sobre o futuro da política monetária em 2026. Apesar de alguns membros do banco central, como Christopher Waller e John Williams, terem sido claros na necessidade de haver uma maior flexibilização monetária, outros têm defendido uma posição mais cautelosa - numa altura em que a batalha contra a inflação está longe de ser ganha. 

Neste cenário, a substituição de Jerome Powell por Kevin Hassett na liderança da Fed pode abrir caminho a uma posição mais "dovish" do banco central. O conselheiro económico da Casa Branca tem defendido, à semelhança de Donald Trump, que as taxas de juro têm de diminuir de forma mais agressiva, chegando mesmo a criticar o que diz ser uma inação do banco central face à crise inflacionista no período pós-pandemia. 

27.11.2025

Petróleo em queda ligeira com Ucrânia e OPEP em foco

AP / Eric Gay

O barril de petróleo está a negociar com perdas ligeiras esta quinta-feira, numa altura em que os investidores continuam a avaliar as negociações para alcançar a paz na Ucrânia e preparam-se para a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) no próximo domingo. 

O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em janeiro e de referência para os EUA cede 0,07% para 58,61 dólares por barril, enquanto o Brent, também para entrega em janeiro e que serve de referência para a Europa, cai 0,19% para 63,01 dólares por barril. 

"Um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia só terá importância se se traduzir em barris reais", afirma Haris Khurshid, diretor de investimentos da Karobaar Capital LP, à Bloomberg. "O mercado precisa de tubos, navios e contratos, um acordo verbal não é suficiente", acrescenta. Para conseguir mais do que isso, 

O crude está prestes a fechar o quarto mês consecutivo no vermelho, a maior sequência de perdas desde 2023. Os preços têm sido pressionados pelas perspetivas de um excedente de petróleo no mercado a partir do próximo ano e, mais recentemente, pela diplomacia em torno da Ucrânia - para pôr fim a um conflito que assola a Europa há quase quatro anos. 

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