Ao minutoAtualizado há 1 min10h54

Europa no vermelho sob pressão das companhias aéreas. Ouro passa os 5.100 dólares

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
Europa no vermelho sob pressão das companhias aéreas. Ouro passa os 5.100 dólares
AP / Eduardo Parra
Negócios 10:39
Últimos eventos
há 1 min.10h53

Inflação anual no Irão aumentou 44,6% após protestos

Jose Luis Magana / Associated Press

A inflação anual no Irão aumentou 44,6% em geral e 89,9% no caso dos alimentos, após os protestos que eclodiram devido à deterioração da situação económica, há menos de um mês, e que têm sido reprimidos pelo Estado.

O Centro de Estatísticas do Irão informou esta segunda-feira que a inflação no mês iraniano de Dey (entre meados de dezembro e meados de janeiro) aumentou 2,4% em relação ao mês anterior, ultrapassando os 44,6% anuais.

Indicou ainda que a inflação homóloga subiu 60% neste período temporal, em comparação com o mesmo período do ano passado, registando um salto de 7,4% em relação ao mês anterior.

"Isto significa que as famílias, em média, devem gastar 60% mais do que no mesmo período do ano passado para comprar um conjunto determinado de produtos e serviços", indicou o Centro de Estatísticas.

O maior aumento ocorreu no caso de alimentos e bebidas, cujos preços subiram 89,9% em um ano.

há 15 min.10h39

Europa no vermelho sob pressão das companhias aéreas. Ryanair em queda após resultados

Bloomberg

Os principais índices europeus estão a negociar maioritariamente no vermelho esta segunda-feira, apesar de até terem arrancado em alta, impulsionados por aumento dos preços dos metais preciosos que se estava a refletir positivamente nas ações das cotadas ligadas ao setor. No entanto, as perdas das companhias aéreas, que estão a ser afetadas por disrupções nos EUA devido ao mau tempo e pelos resultados da Ryanair, estão a arrastar a região para território negativo. 

A esta hora, o Stoxx 600 recua 0,06% para 607,95 pontos, afastando-se dos máximos históricos de 615,07 pontos alcançados a 16 de janeiro. Na semana passada, o principal índice europeu enfrentou grande turbulência devido aos avanços e recuos de Donald Trump, Presidente dos EUA, em relação às tarifas de 10% contra oito países da região que se opunham ao seu plano de anexar a Gronelândia. 

Após dias de grande tensão diplomática, o líder norte-americano decidiu recuar na sua intenção de impor estas tarifas, chegando a "um quadro para um futuro acordo” com a NATO no que diz respeito ao território sob a égide da Dinamarca. Em reação, os mercados recuperaram, mas os investidores continuam a mostrar-se bastante nervosos, principalmente depois de , levando a uma corrida aos ativos de refúgio, principalmente ao ouro. 

Com um clima de instabilidade geopolítica como pano de fundo, os investidores viram agora as suas atenções para a época de resultados. "As previsões de lucros um tanto cautelosas para a época de divulgação dos resultados do quarto trimestre complementam um ambiente positivo para as ações", explica Ulrich Urbahn, diretor de estratégia e pesquisa de múltiplos ativos da Berenberg, à Bloomberg. 

Entre as cotadas que já apresentaram contas, a Ryanair cai 1,32% para 28,33 euros, depois de ter visto os seus , encerrado em dezembro do ano passado. A quebra nos resultados deveu-se a uma multa de 255,7 milhões de euros por parte da autoridade da concorrência italiana por "abuso de posição dominante". 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o espanhol IBEX 35 avança 0,30% e o italiano FTSEMIB valoriza 0,23%. Já o francês CAC-40 subtrai 0,36%, ao passo que o neerlandês AEX desliza 0,32%, o britânico FTSE 100 cai 0,06% e o alemão DAX perde 0,25%.


09h15

Juros das dívidas soberanas aliviam em toda a Europa. "Gilts" com maior descida

Os juros das dívidas soberanas na Europa estavam a aliviar em toda a linha no arranque da semana, como reflexo de que os investidores estão a privilegiar ativos mais seguros,  como, aliás, ficou patente na valorização do  que, pela primeira vez, .

Esta segunda-feira, por volta das 08:30 horas, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para o contexto europeu, estavam a recuar 2,2 pontos-base para uma taxa de 2,882%.

A rendibilidade da dívida soberana francesa, com a mesma maturidade, recuava 2,7 pontos para 3,465%, enquanto a da dívida italiana deslizava 2,6 pontos (para 3,485%) tal como a da espanhola (para 3,244%).

A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas cediam 2,4 pontos para 3,235%. 

O maior alívio estava a ser protagonizado pelas "Gilts" britânicas: os juros desciam 3,2 pontos para 4,479%.

Nos EUA, as obrigações seguiam a tendência deslizando 2,2 pontos-base para uma taxa de rendibilidade de 4,203%.

08h55

Iene salta para máximos de dois meses com intervenção iminente. Dólar em queda

Ayaka McGill / Associated Press

A perspetiva de os EUA se juntarem ao Japão numa intervenção cambial para reverter as grandes perdas do iene nos últimos meses acabou por castigar o dólar. A moeda norte-americana está a negociar em mínimos de setembro face a um conjunto das suas principais rivais, enquanto o iene conseguiu tocar em máximos de dois meses, numa altura em que a escalada nas tensões geopolíticas mundiais está também a pesar sobre a "nota verde". 

A esta hora, o dólar cai 1,06% para 154,04 ienes, enquanto o euro avança 0,09% para 1,1839 dólares e a libra mantém-se quase inalterada, crescendo apenas 0,01% para 1,3644 dólares. Já face à moeda suíça, vista como um dos ativos refúgio prediletos dos investidores, o dólar cede 0,12% para 0,7790 francos suíços - isto depois de já ter perdido cerca de 2% do seu valor na última semana. 

Para muitos investidores, os sinais de que os EUA estão prontos para ajudar o iene abre caminho para uma possível intervenção no mercado que leve o dólar a desvalorizar contra as divisas dos países que representam a grande fatia das importações norte-americanas. "Se a Reserva Federal (Fed) de Nova Iorque decidir juntar-se a esta iniciativa, isto irá amplificar ainda mais a recuperação do iene - e não apenas por razões simbólicas", explica Gareth Berry, estratega do Macquarie Group, à Bloomberg, acrescentado que uma intervenção conjunta "seria interpretada como um sinal de que Trump deseja um dólar mais fraco". 

A discussão sobre uma possível intervenção conjunta entre EUA e Japão no iene reacendeu-se na sexta-feira, quando vários "traders" informaram que a Fed de Nova Iorque tinha contactado instituições financeiras para perguntar sobre a taxa de câmbio da divisa nipónica. Seria apenas a terceira vez na história recente que algo assim aconteceria, com a primeira instância a ocorrer em 1985 com o Acordo de Plaza e a outra uma década mais tarde, em 1998. 

Desde o arranque do ano, o índice do dólar da Bloomberg já caiu cerca de 9%, pressionado pelas ameaças à independência da Fed, pelas perspetivas de um novo presidente do banco central mais alinhado com a visão do Presidente norte-americano, bem como pela escalada nas tensões geopolíticas mundiais, que culminaram numa grande disputa diplomática entre EUA e Europa. 

08h36

"Rally" do ouro continua a todo o gás. Metal precioso ultrapassa os 5.100 dólares

AP / Jae C. Hong

O "rally" do ouro continua sem qualquer travão. Depois de ter , o metal amarelo continua a acelerar e superou mesmo a marca dos 5.100 dólares nesta segunda-feira, impulsionado por uma renovado apetite por ativos de refúgio, numa altura em que as tensões geopolíticas continuam a centrar as atenções dos investidores. 

Entretanto, o ouro perdeu algum gás e encontra-se a valorizar 2,11% para 5.092,81 dólares por onça, depois de ter chegado a tocar nos 5.110,50 dólares durante a madrugada. O preço do metal precioso está ainda a ser impulsionado por um dólar em queda, com um índice da "nota verde" que mede a força da divisa norte-americana face às suas principais rivais a cair quase 2% na última semana. 

A procura por refúgio e a queda do dólar estão ainda a beneficiar os restantes metais preciosos, com a prata a ultrapassar a marca dos 109 dólares por onça e a platina a atingir um novo pico nos 2.891,60 dólares. Já o paládio tocou em máximos de três anos, ao valorizar mais de 2,5% para os 2.060,70 dólares. 

"Muitas das atuais incertezas geopolíticas iniciadas por Trump provavelmente não vão desaparecer tão cedo", afirma Vasu Menon, diretor de estratégia de investimento da Oversea-Chinese Banking, à Bloomberg. Isso significa que "o ouro pode continuar em alta nos próximos meses e até anos, embora os investidores devam se preparar para recuos intermitentes após os fortes ganhos nos últimos 12 meses". 

Desde o arranque do ano, a política errática de Donald Trump tem servido como catalisador dos ativos de refúgio. As tensões geopolíticas mundiais começaram a aquecer com o ataque à Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro, e intensificaram-se com ameaças de intervenção no Irão e ainda as intenções do Presidente dos EUA de anexar a Gronelândia - território sob a égide da Dinamarca. 

08h12

Petróleo avança com disrupções nos EUA e tensões no Irão em foco

AP / Jeff McIntosh

O barril de petróleo está a negociar em território positivo esta segunda-feira, embora com movimentações de pequena magnitude, num dia em que os investidores continuam a avaliar uma possível intervenção militar dos EUA no Irão e reagem a algumas disrupções na produção de crude em território norte-americano. A pesar sobre os preços do petróleo está, no entanto, a retoma de operações em dois grandes campos petrolíferos no Cazaquistão. 

O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – avança 0,41%, para os 61,32 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,38% para os 66,14 dólares por barril. Os dois "benchmarks" encerraram a sessão de sexta-feira com um saldo semanal positivo de 2,7%, isto depois de Donald Trump, Presidente dos EUA, ter afirmado que uma "armada" estava a dirigir-se para o Irão com o objetivo de conter a repressão aos manifestantes iranianos por parte das autoridades do país. 

"A agitação constante na geopolítica está a manter os prémios de risco vivos", explica Priyanka Sachdeva, analista sénior de mercado da corretora Phillip Nova Pte, à Bloomberg. "No entanto, o mercado em geral continua cauteloso, com o crescimento da produção dos EUA e de outros grandes exportadores a superar o crescimento da procura", acrescenta. Neste campo, a Agência Internacional de Energia atualizou recentemente as suas previsões para o mercado petrolífero em 2026, prevendo agora um excedente de 4,25 milhões de barris por dia no primeiro trimestre.

Mesmo assim, no curto prazo, os investidores devem focar-se nas disrupções ao abastecimento de crude que estão a acontecer nos EUA. A Exxon Mobil Corp. teve de encerrar algumas das suas unidades de refinação no Texas devido a um inverno rigoroso com temperaturas bastante baixas, o que está a aumentar significativamente a procura por gás natural - e a elevar os preços da matéria-prima. Os analistas do JPMorgan estimam que estejam a ser perdidos cerca de 250 mil barris de petróleo por dia. 

07h49

Ásia e Europa no vermelho com iene e recuo do Canadá no radar

Eugene Hoshiko / AP

As principais praças asiáticas encerraram a primeira sessão da semana maioritariamente no vermelho - uma tendência que deve ser seguida pela Europa, numa altura em que os investidores encontram-se a avaliar uma possível intervenção no mercado cambial por parte das autoridades japonesas em conjunto com as norte-americanas, além do aumento das tensões geopolíticas entre os EUA, Canadá e China. 

Depois de Donald Trump, Presidente dos EUA, ter ameaçado o Canadá com tarifas de 100%, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, decidiu dar um passo atrás e afirmar que, afinal, "De acordo com o USMCA [acordo comercial trilateral que inclui o México, o Canadá e os Estados Unidos], estamos empenhados em não procurar acordos de comércio livre com economias não de mercado sem notificação prévia", esclareceu. 

Apesar de a situação não ter escalado, os mercados continuam a ver nas ameaças tarifárias de Trump um fator de instabilidade. Em reação, o Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite terminaram a sessão em território negativo, embora com perdas pouco acentuadas de 0,05% e 0,09%, enquanto o sul-coreano Kospi - - cedeu 0,08%.

Em foco está ainda uma possível intervenção do Banco do Japão no mercado cambial. O iene chegou a saltar cerca de 1,2% esta madrugada, atirando o dólar para mínimos de setembro, depois de a primeira-ministra nipónica, Sanae Takaichi, ter afirmado que o país vai tomar "todas as medidas necessárias para responder a movimentos especulativos e altamente anormais". Os mercados estão a especular se os EUA não poderão assistir as autoridades japonesas nesta intervenção. 

As ações de uma das maiores economias asiáticas acabaram por ser castigadas pela subida anormal do iene, com o Nikkei 225 a ceder quase 1,8% e o abrangente Topix a cair mais de 2%. As empresas japonesas, grandes exportadoras, tendem a beneficiar de um iene mais frágil.

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