Ao minuto11h28

Europa avança mas Stoxx 600 ainda abaixo de níveis pré-guerra. Barry Callebaut afunda 16%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
AP
11:28
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11h28

Taxa Euribor desce a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,238%, continuou abaixo das taxas a seis (2,453%) e a 12 meses (2,723%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, cedeu hoje, ao ser fixada em 2,453%, menos 0,015 pontos do que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a fevereiro indicam que a Euribor a seis meses representava 39,18% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também baixou hoje, para 2,723%, menos 0,033 pontos do que na sessão anterior.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses caiu hoje, ao ser fixada em 2,238%, menos 0,002 pontos.

Em março, a média mensal da Euribor subiu nos três prazos, mas de forma mais acentuada nos dois mais longos.

A média mensal da Euribor em março avançou 0,098 pontos para 2,109% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a média da Euribor subiu 0,178 pontos para 2,322% e 0,344 pontos para 2,565%.

Em 19 de março, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sexta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de abril em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

10h52

Europa avança mas Stoxx 600 ainda abaixo de níveis pré-guerra. Barry Callebaut afunda 16%

Os principais índices europeus negoceiam com ganhos em praticamente toda a linha, com os investidores a mostrarem um maior apetite pelo risco depois de se saber que os Estados Unidos (EUA) e o Irão poderão estar perto de acordar um prolongamento do cessar-fogo que terminaria na próxima terça-feira. Isto deverá dar mais tempo a ambas às partes para chegarem a um acordo de paz duradouro, após as negociações fracassadas do passado fim de semana no Paquistão.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,12%, para os 618,01 pontos e ainda negoceia em território negativo desde o estalar da guerra a 28 de fevereiro.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,24%, o italiano FTSEMIB avança 0,24%, o francês CAC-40 sobe 0,36%, ao passo que o neerlandês AEX valoriza 0,32% e o britânico FTSE 100 pula 0,10%. A seguir a tendência contrária está o espanhol IBEX 35, que perde ligeiros 0,01% e o português PSI, que lidera as quedas e cede 0,32%.

A par dos desenvolvimentos no Médio Oriente, os investidores também estão a seguir de perto a época de resultados do primeiro trimestre que arrancou no início desta semana.

Contas de grandes nomes do setor do luxo, como a Kering e a Hermès, têm desiludido até agora, depois de terem registado vendas mais fracas, em parte devido a uma menor procura no final do trimestre impulsionada pela guerra no golfo.

Empresas que representam mais de 60% da capitalização bolsista do Stoxx 600 deverão divulgar os seus resultados nas próximas três semanas e espera-se que “a época de divulgação de resultados [provoque] mais volatilidade nos mercados europeus”, disse à Bloomberg Emma Wall, da Hargreaves Lansdown. “As ações do setor do luxo são um bom ‘canário na mina de carvão’ — um indicador precoce das tendências de consumo e do crescimento económico”, sublinhou a mesma especialista.

Neste contexto, a Tesco segue a avançar mais de 1%, depois de ter chegado a subir mais de 3% no arranque da sessão, depois de o lucro operacional anual ter superado as estimativas. Já a Barry Callebaut afunda mais de 16%, após a fabricante suíça de chocolate ter divulgado resultados que ficaram aquém das estimativas e ter revisto em baixa o “outlook” para este ano.

Já quanto aos setores, o tecnológico, o do retalho e dos media somam valorizações de mais de 1%. Por outro lado, o das telecomunicações regista as maiores perdas e cede 1,09%, seguido das “utilities” (-0,40%).

10h49

Juros aliviam na Zona Euro. BCE estará mais inclinado a manter juros inalterados em abril

Responsáveis do Banco Central Europeu (BCE) estarão mais inclinados a manter as taxas de juro inalteradas na sua reunião deste mês, segundo fontes a par do assunto citadas pela Bloomberg.

Nesta medida, e numa altura em que os “traders” esperam que os EUA e o Irão sejam capazes de chegar a um acordo para pôr fim à guerra, os juros da Zona Euro estão a aliviar em toda a linha nesta manhã.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a referência para a Zona Euro, aliviam 1,5 pontos base para 3,026%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 1,7 pontos para 3,663%. Já os juros das obrigações italianas seguem a mesma tendência e recuam 2 pontos para 3,794%.

Pela península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa, também a dez anos, aliviam 1,7 pontos base para 3,412%. Já em Espanha, a "yield" das obrigações cede 1,9 pontos para 3,473%.

Fora da Zona Euro, a tendência mantém-se no Reino Unido, com os juros das "Gilts" a aliviarem 0,9 pontos base para 4,804%.

10h47

Libra valoriza face a euro com crescimento económico acima do esperado em fevereiro

Bank of England

A libra está a ganhar terreno face ao euro nesta manhã, depois de dados terem mostrado que a economia britânica cresceu acima do esperado em fevereiro, enquanto os "traders" também se mantêm atentos a notícias sobre um possível prolongar do cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão.

A divisa do Reino Unido regista agora uma ligeira subida de 0,03%, para os 1,149 euros. A economia do país cresceu 0,5% em fevereiro, em comparação com o mês anterior, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas do Reino Unido, marcando o maior aumento desde janeiro de 2024 e acima das expectativas dos mercados, que apontavam para um crescimento de 0,2%.

Noutros pontos, o índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – soma 0,11%, para os 98,167 pontos, com a “nota verde” a beneficiar de um ligeiro aumento dos preços da energia, nomeadamente do crude.

Face ao iene, o dólar cede 0,03%, para os 158,960 ienes.

Por cá, o euro cai 0,11%, para 1,179 dólares, oscilando perto do valor mais alto desde 2 de março.

09h43

Ouro ganha terreno com perspetivas de resolução diplomática para guerra no golfo

Matthias Schrader / AP

O ouro está a ganhar terreno nesta quinta-feira, à medida que os esforços para uma resolução diplomática da guerra no Médio Oriente reduzem as preocupações dos mercados com a inflação, apesar das tensões em torno do estreito de Ormuz se manterem.

A esta hora, o ouro avança 0,76%, para os 4.827,500 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma 1,65%, para os 80,269 dólares por onça.

Os EUA e o Irão estão a ponderar um prolongamento do cessar-fogo por duas semanas, com o objetivo de ter mais tempo para negociar o fim do conflito. Mas a circulação de navios pelo estreito de Ormuz continua bloqueada, com os EUA a bloquear os navios iranianos e Teerão a manter a via marítima fechada à maioria do restante tráfego.

As duas partes chegaram a um “acordo de princípio” para prosseguir com a via diplomática após conversações inconclusivas no Paquistão no fim de semana, informou a Associated Press. O Presidente Donald Trump minimizou a possibilidade de um recomeço dos combates na terça-feira, dizendo à Fox Business que a guerra estava “quase no fim”.

Os “swaps” continuam a apontar que a Reserva Federal dos EUA manterá as taxas estáveis este ano, uma perspetiva apoiada pelos comentários do governador do Banco da Reserva Federal de St. Louis, Alberto Musalem, e da governadora do Banco da Reserva Federal de Cleveland, Beth Hammack, que afirmou prever que as taxas “se manterão inalteradas durante algum tempo”, segundo citou a Bloomberg.

08h36

Brent estabiliza em torno dos 95 dólares por barril. "Traders" avaliam possível prolongar de tréguas

AP

Os preços do petróleo estão a registar ligeiras valorizações com sinais de que Washington e Teerão poderão retomar as negociações interrompidas neste fim de semana, na sequência do bloqueio norte-americano ao estreito de Ormuz.

O Brent – de referência para a Europa – soma agora ligeiros 0,14%, para os 95,06 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – avança 0,37% para os 91,63 dólares por barril.

Noutras matérias-primas, também o gás natural negociado na Europa regista ganhos e sobe 1,29%, para os 41,94 euros por megawatt-hora.

O petróleo estabilizou perante sinais de que os EUA e o Irão poderão prolongar o cessar-fogo, que terminava na próxima terça-feira, e retomar as negociações para pôr fim à guerra que tem abalado os mercados energéticos. Washington e Teerão estão a ponderar um prolongamento das tréguas por duas semanas, segundo uma fonte a par do assunto citada pela Bloomberg.

No estreito de Ormuz, os movimentos de embarcações permanecem praticamente paralisados à medida que o conflito se aproxima do fim da sua sétima semana. Os EUA estabeleceram um bloqueio para cortar o tráfego iraniano, enquanto Teerão mantém a via marítima fechada à maioria dos outros navios.

Apesar de as tensões no Médio Oriente parecerem estar a abrandar, responsáveis do setor financeiro reunidos em Washington esta semana estão preocupados com a falta de clareza sobre o que se seguirá. A guerra “tornou o mundo inteiro mais pobre”, afirmou a ministra das Finanças da Nova Zelândia, Nicola Willis, citada pela agência de notícias financeiras.

E embora os contratos de futuros de crude continuem cerca de um terço acima dos valores pré-guerra, já negoceiam bastante abaixo dos picos registados nas primeiras semanas do conflito. “Atualmente, a curva de futuros não está a refletir a verdadeira magnitude da crise”, afirmou Kaes Van’t Hof, diretor executivo da Diamondback Energy Inc.

Também Warren Patterson concorda que “o mercado de futuros do petróleo não reflete totalmente a realidade do mercado físico; em vez disso, está cada vez mais a incorporar uma desaceleração da tensão”. No entanto, acrescentou, “dado que qualquer cessar-fogo será provavelmente frágil e que as exigências dos EUA e do Irão estão muito distantes, existem riscos evidentes de subida para o mercado à medida que nos aproximamos de novas possíveis negociações”.

08h04

Ásia fecha com novos recordes. Bolsa de Taiwan ultrapassa "market cap" de principal índice do Reino Unido

Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta quinta-feira em alta, impulsionados pelo otimismo gerado pela possibilidade de os Estados Unidos (EUA) e o Irão prolongarem o cessar-fogo e voltarem à mesa das negociações dentro dos próximos dias - vários índices bolsistas vão já recuperando das perdas registadas desde o estalar da guerra a 28 de fevereiro. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a somar 0,30%, enquanto os do norte-americano S&P 500 avançam cerca de 0,20%.

Pelo Japão, o Topix subiu 1,30%. Já o Nikkei seguiu a mesma tendência e pulou 2,64%, tendo atingido um novo máximo histórico acima dos 59.688 pontos, assim como um recorde de fecho. Já por Taiwan, o TWSE avançou 1,12% e fixou um novo máximo histórico pela segunda sessão consecutiva, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi valorizou 2,01%. No que toca à China, o Hang seng de Hong Kong avançou 1,61% e o Shanghai Composite subiu 0,71%.

O índice de ações globais MSCI All Country World subiu até 0,3%, atingindo um recorde e caminhou para o décimo dia consecutivo de ganhos, depois de os sólidos resultados das empresas norte-americanas também terem impulsionado o otimismo dos mercados. Trata-se da mais longa série de ganhos desde setembro.

As ações asiáticas avançaram 1,3%, apagando a grande maioria das perdas provocadas pela guerra. As bolsas da região recuperaram terreno depois de os índices de Wall Street também terem fechado em máximos históricos, com os investidores a apostar que uma desaceleração do conflito no Médio Oriente irá fazer baixar os preços do petróleo e impulsionar o crescimento económico.

A ajudar o sentimento, o Brent, referência do preço do barril para a Europa, manteve-se abaixo dos 95 dólares, um forte recuo face ao pico do mês passado de quase 120 dólares por barril.

O entusiasmo renovado pelas ações do setor tecnológico também ajudou a impulsionar a reversão da onda de vendas do mês passado, que levou vários índices a entrarem em território de correção. Nesta medida, a principal bolsa de Taiwan ultrapassou o Reino Unido em "market cap", impulsionada pelas cotadas do setor tecnológico. A capitalização bolsista do TWSE subiu para 4,14 biliões de dólares na quarta-feira, tornando-se na sétima maior bolsa do mundo, de acordo com dados compilados pela Bloomberg que refletem o valor combinado das empresas com cotação principal na ilha. Em comparação, o principal índice do Reino Unido foi avaliado em cerca de 4,09 biliões de dólares. A Taiwan Semiconductor Company (TSMC) bateu, pela nona vez, o recorde de lucros, num dia em que apresentou resultados referentes ao primeiro trimestre. No fecho da sessão, a empresa avançava 0,24%.

A visão do petróleo a ser negociado a níveis inferiores aos 100 dólares e as esperanças de um avanço diplomático estão a combinar-se para dar um novo fôlego ao mercado acionista”, disse à Bloomberg Tim Waterer, da KCM Trade. Os EUA e o Irão estão a ponderar prolongar o cessar-fogo, que termina na próxima terça-feira, por mais duas semanas, com o objetivo de negociar um acordo de paz. O Presidente Donald Trump afirmou ainda que os líderes de Israel e do Líbano irão reunir-se.

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