Ao minuto10h41

Europa negoceia em alta com plano de Trump a impulsionar bolsas

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
Traders, mercados, bolsas
Sarah Yenesel / Lusa_EPA
João Duarte Fernandes 09:14
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10h41

Taxas Euribor descem a três, seis e 12 meses

A taxa Euribor desceu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a terça-feira, depois de nos dois prazos mais longos ter subido na véspera para máximos desde janeiro de 2025 e setembro de 2024.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que baixou para 2,135%, continuou abaixo das taxas a seis (2,518%) e a 12 meses (2,812%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, cedeu hoje, ao ser fixada em 2,518%, menos 0,071 pontos do que na terça-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,78% e 24,98%, respetivamente.

No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor baixou hoje, para 2,812%, menos 0,117 pontos do que na sessão anterior.

A Euribor a três meses também baixou hoje, ao ser fixada em 2,135%, menos 0,043 pontos.

Em 19 de março, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela sexta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de abril em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

10h30

Europa negoceia em alta com plano de Trump a impulsionar bolsas

Os principais índices europeus negoceiam em alta, com um recuo nos preços do petróleo e sinais de manobras diplomáticas para pôr fim à guerra no Médio Oriente a impulsionarem o sentimento dos investidores.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – pula 1,37%, para os 587,21 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 1,55%, o espanhol IBEX 35 avança 1,30%, o italiano FTSEMIB valoriza 1,49%, o francês CAC-40 ganha 1,26%, ao passo que o neerlandês AEX soma 0,91% e o britânico FTSE 100 regista ganhos de 0,94%.

As principais bolsas do Velho Continente caminham agora para a primeira sequência de três dias de ganhos desde o início da guerra no final de fevereiro. E depois de se saber que os EUA terão enviado um plano de 15 pontos ao Irão para servir de base para as negociações, os detalhes desta proposta continuam por esclarecer, embora o Presidente Donald Trump tenha sugerido publicamente que qualquer acordo teria de incluir a proibição de o Irão vir a obter armas nucleares.

Entretanto, Teerão afirmou que os navios estrangeiros não hostis podem atravessar o estreito de Ormuz. “É provável que os preços das matérias-primas se mantenham elevados e que os mercados continuem sob pressão enquanto o tráfego pelo estreito de Ormuz estiver limitado”, disse à Bloomberg Roberto Scholtes, Singular Bank. “Este é o indicador-chave a acompanhar”, sublinhou.

E os investidores estão ainda atentos às medidas dos bancos centrais para fazer face ao impacto da guerra. O Banco Central Europeu agirá de forma decisiva e rápida se o atual aumento dos custos da energia representar um risco de uma escalada da inflação mais generalizada, embora, por enquanto, ainda esteja a avaliar o choque causado pela guerra no Irão,

Quanto aos setores, todos negoceiam no verde, com as maiores valorizações a serem registadas pelo tecnológico (+1,98%), do turismo (+1,93%) e industrial (+1,81%).

Entre os movimentos do mercado, a Grifols chegou a somar mais de 9%, negociando agora com ganhos de cerca de 3%, depois de o conselho de administração da fabricante espanhola de produtos farmacêuticos e químicos ter aprovado uma oferta pública inicial (IPO) do seu negócio de biofarmacêutica nos EUA, uma medida destinada a levantar capital para reduzir dívidas. Por outro lado, as ações do RS Group perdem mais de 5%, já depois de terem registado hoje a maior queda em 14 meses, depois de o distribuidor britânico de produtos eletrónicos e industriais ter alertado que as suas vendas deverão diminuir no ano fiscal que termina em março.

10h26

Juros com fortes alívios. Mercados reduzem apostas quanto a subida de juros pelo BCE

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar alívios em toda a linha na sessão de hoje, à medida que os mercados reduzem as apostas quanto a subidas das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu, depois de a presidente Christine Lagarde ter afirmado que o banco central poderia ignorar um choque energético limitado e de curta duração. Os “swaps” apontam agora para subidas de 14 pontos-base nas taxas diretoras do BCE no próximo mês e de 66 pontos-base até ao final do ano, em comparação com 23 pontos-base e 78 pontos-base, respetivamente, que eram esperados na terça-feira.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 5,2 pontos base para 2,972%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 7,9 pontos para 3,676%. Já em Itália, os juros recuam 9 pontos para os 3,859%.

Pela península Ibérica, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a aliviar 7,6 pontos base para 3,430%. A “yield” das obrigações espanholas, por sua vez, cede 7,2 pontos, para 3,487% a esta hora.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviam 7,1 pontos base, para 4,883%.

09h20

Dólar sem grandes alterações com "traders" a assumirem postura cautelosa face ao conflito

Soeren Stache/AP Images

O dólar negoceia sem rumo definido nesta quarta-feira, ainda que registe algumas perdas à medida que os preços do crude seguem a negociar em baixa, com os "traders" a manterem uma postura de cautela face aos esforços do Presidente dos EUA, Donald Trump, de pôr fim à guerra com o Irão.

Enquanto Trump disse a jornalistas na Casa Branca que os EUA estavam a fazer progressos nas conversações com o Irão, Teerão negou que tivessem ocorrido negociações diretas, mantendo os investidores em alerta.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – recua 0,19%, para os 99,250 pontos.

Face ao iene, o dólar sobe 0,05%, para os 158,770 ienes, depois de a divulgação da ata da reunião de política monetária de janeiro do Banco do Japão (BoJ) ter revelado que muitos dos membros do BoJ consideravam necessário continuar a aumentar as taxas de juro, sem ter em mente um ritmo específico.

Já pela Europa, a libra cede 0,01%, para os 1,341 dólares, depois de dados terem revelado que a inflação nos preços do consumidor britânico se manteve nos 3% em fevereiro, em termos homólogos, inalterada em relação aos valores de janeiro. No entanto, espera-se, de um modo geral, que a inflação acelere à medida que a guerra no Médio Oriente eleva os preços da energia.

Quanto ao euro, a moeda única regista uma descida ligeira de 0,02% para 1,161 dólares.

09h14

Brent cai e negoceia abaixo dos 100 dólares. "Traders" avaliam manobras diplomáticas

O preço do petróleo nos mercados internacionais negoceia com quedas em torno dos 4% nesta manhã, à medida que os alegados esforços diplomáticos dos Estados Unidos (EUA) para tentar pôr fim à guerra com o Irão ofuscam notícias sobre o envio de mais tropas norte-americanas para a região e dão algum otimismo aos “traders”, ainda que o estreito de Ormuz permaneça praticamente fechado.

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09h13

Ouro avança quase 2% com dólar mais fraco e preços do crude em queda

O ouro e a prata estão a negociar com ganhos nesta manhã, impulsionados pela desvalorização do dólar e pelo facto de a registada hoje estar a atenuar as preocupações com as pressões inflacionistas e o aumento das taxas de juro. Isto apesar de os sinais contraditórios dos EUA e do Irão quanto a negociações para pôr fim à guerra manterem os "traders" em alerta.

A esta hora, o ouro ganha 1,96%, para os 4.563,290 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso valoriza 3,03%, para os 73,373 dólares por onça.

Os preços do petróleo negoceiam em queda, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado na terça-feira que os EUA estavam a fazer progressos nos seus esforços para negociar o fim da guerra com o Irão. No entanto, as forças armadas do Irão rejeitaram na quarta-feira a afirmação de Trump, afirmando que os EUA estão a negociar consigo próprios.

Os preços mais elevados do petróleo continuam a alimentar os receios de uma escalada da inflação e expectativas de taxas de juro mais elevadas. Ainda assim, com as quedas hoje registadas, os investidores reduziram as apostas em subidas das taxas de juro por parte da Reserva Federal dos EUA até dezembro para cerca de 16%, face aos 25% registados na sexta-feira, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.

O metal amarelo não rende juros e tende a beneficiar de um ambiente de taxas diretoras mais baixas. Também uma queda do dólar torna o metal mais barato para detentores de outras divisas, fatores que estão a impulsionar a valorização do ouro,

07h50

Ásia fecha em alta com abrandamento dos preços do crude. IA impulsiona índices chineses

Os principais índices asiáticos fecharam em alta pela segunda sessão consecutiva, com o sentimento dos investidores a ser impulsionado por uma queda nos preços do petróleo, bem como por alegadas negociações entre o Irão e os Estados Unidos (EUA) para pôr fim à guerra. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a avançar mais de 1%, enquanto pelos EUA os futuros do S&P 500 apontam para uma abertura em alta com uma subida de cerca de 0,70%.

Pelo Japão, o Topix ganhou 2,57%. Também o Nikkei seguiu a mesma tendência e subiu 2,87%. Pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,74% e o Shanghai Composite avançou 1,30%. Por Taiwan, o TWSE pulou 2,54%, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi avançou 1,59%, depois de ontem ter perdido mais de 6%.

A alimentar o clima positivo entre os ativos de risco asiáticos esteve um plano de 15 pontos dos EUA que terá sido enviado a Teerão, já depois de o Canal 12 de Israel ter noticiado que Washington estará a tentar garantir um cessar-fogo de um mês.

Mesmo assim, a atenção manteve-se no estreito de Ormuz, que permanece efetivamente fechado aos navios. “O petróleo bruto continua a ser a ponta de lança neste mercado impulsionado pelas notícias”, disse à Bloomberg Rebecca Babin, tdo CIBC Private Wealth Group. “As notícias de que um potencial cessar-fogo de 30 dias poderá estar a ser negociado estão a atenuar os piores cenários de preços e as preocupações em torno da destruição da procura. Os sinais de que poderá haver uma saída estão a reduzir parte do prémio de risco no mercado”, acrescentou.

Nesta medida, o Presidente norte-americano tem vindo a promover conversações com o Irão numa tentativa de pôr fim às hostilidades na região, mas esses esforços têm sido ofuscados pela incerteza quanto à estrutura das negociações e à forma como qualquer acordo seria estruturado, já que Teerão continua a negar estar em conversações com Washington.

Investidores como Qian Su, da Indosuez Wealth Management, defendem que é difícil acreditar na palavra de Trump. “Estamos na defensiva, não estamos a perseguir manchetes, estamos à espera de sinais mais evidentes de uma resolução real no terreno antes de comprar num momento mais oportuno”, afirmou a especialista.

Entre os movimentos do mercado, as ações das empresas chinesas de serviços de inteligência artificial destacaram-se e registaram subidas após os meios de comunicação estatais do país terem destacado um aumento acentuado na adoção de modelos de IA no mercado interno e um aumento significativo na utilização de tokens gerados por estas ferramentas - que medem as unidades de dados processadas por modelos de IA para gerar texto e outros resultados, que está a emergir como uma métrica fundamental para a monetização das ofertas de IA.

As ações da Knowledge Atlas Technology, conhecida como Zhipu, dispararam mais de 14%, enquanto as ações da MiniMax Group ganharam mais de 4%.

O consumo de tokens na China terá aumentado 57% na semana de 16 a 22 de março em relação ao período anterior, superando de longe o crescimento de 7,4% nos EUA, informou na terça-feira o jornal estatal Science and Technology Daily. Por outro lado, o uso diário de tokens aumentou mais de mil vezes desde o início de 2024, de acordo com o China Daily.

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