Ouro valoriza. Europa sem rumo à espera da Fed e acordo de paz
Juros da dívida soberana aliviam na Zona Euro
Petróleo volátil à espera de acordo entre Ucrânia e Rússia
Dólar inalterado perante maior hipótese de corte de juros
Ouro valoriza com expectativa de corte de juros da Fed em dezembro
Tecnológicas dão gás a Wall Street. Alphabet em alta soma 5% e fixa novo recorde
Euribor sobe a três meses e desce a seis e a 12 meses
Europa soma ganhos com foco na política monetária dos EUA. Bayer pula 10%
Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro
Índice do dólar em máximos de 6 meses. Iene desvaloriza
Ouro perde terreno pressionado por dólar mais forte
Petróleo negoceia em baixa de olho nas negociações de paz na Ucrânia
Ásia fecha mista com tensão entre Pequim e Tóquio em foco. Futuros europeus avançam
Europa sem rumo à espera da Fed e acordo de paz
As bolsas europeias terminaram a sessão sem rumo definido, divididas entre ganhos e perdas, com o ligeiro otimismo a vir do lado de lá do Atlântico e a hipótese de a Reserva Federal cortar as taxas de juro em dezembro - já que não se preveem mudanças na política monetária do Banco Central Europeu.
Esta segunda-feira, o governador da Fed Christopher Waller disse estar a favor de uma descida dos juros, isto já depois de sexta-feira outro responsável ter dito o mesmo. O "benchmark" europeu regista assim uma pequena recuperação, depois de ter fechado a pior semana desde agosto, devido às preocupações com a sobreavaliação das ações de tecnologia.
"Acho que o mercado vai começar a diferenciar um pouco mais e não vai mais comprar ou vender tudo o que tenha a ver com inteligência artificial", disse Martin Moeller, da Union Bancaire Privée, à Bloomberg.
O índice de referência para o bloco, o Stoxx 600, somou 0,14% para 562,88 pontos, impulsionado pelo setor dos "basic resources", bem como das viagens, que subiram ambos mais de 1,5%. Por outro lado, a impedir maiores ganhos estiveram as ações de media, com o setor a registar uma queda de 1,43%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu 0,64%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,85%, enquanto o neerlandês AEX subiu modestos 0,02% e o espanhol IBEX 35 ganhou 0,92%. Já o francês CAC-40 recuou 0,29% e o britânico FTSE 100 desacelerou 0,05%.
Para além dos desenvolvimentos nos EUA, os investidores acompanham as negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, numa altura em que a Comissão Europeia afirma ter feito "progressos significativos" durante o fim de semana. Os esforços para acabar com a guerra que caminha para o quarto ano levou a uma queda no setor da defesa, que teve a pior sessão desde abril. As ações da Rheinmetall caíram 5%
Noutros movimentos de mercado, a Novo Nordisk desceu 5,79%, reduzindo o tombo de 12% registado durante a sessão, após um estudo sobre um medicamento contra o Alzheimer ter falhado. Já a Bayer subiu 11% depois de um medicamento experimental para prevenção dos AVC ter mostrado resultados positivos num estudo clínico em fase avançada.
Na banca de investimento, o Julius Baer derrapou 4,4% depois de ter revisto em baixa as previsões para o lucro deste ano.
Juros da dívida soberana aliviam na Zona Euro
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram alívios esta segunda-feira, ainda que modestos, com os investidores a procurarem mais obrigações.
A rendibilidade das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para o bloco, caíram 1,1 pontos-base para 2,690%, enquanto os juros da dívida francesa desceram 2,6 pontos para 3,445%, após o primeiro-ministro Sébastien Lecornu ter afirmado que ainda vê uma possibilidade de o Parlamento aprovar o orçamento de Estado. Por sua vez, o recuo em Itália foi de 1,9 pontos para 3,438%.
Na Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa com a mesma maturidade desceram 0,7 pontos-base para 3,029% e a rendibilidade da dívida espanhola caíram 1,4 pontos para 3,193%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas também a dez anos aliviaram 0,8 pontos-base para 4,536%, antes do anúncio do orçamento esta quarta-feira.
Dólar inalterado perante maior hipótese de corte de juros
O dólar norte-americano está a negociar de forma inalterada, com o índice da DXY nos 100,18 pontos, isto porque voltou à tona a hipótese de a Reserva Federal descer os juros na reunião do próximo mês, o que tende a pressionar a "nota verde".
O presidente da Reserva Federal, Christopher Waller, afirmou esta segunda-feira que os dados disponíveis mostram que o mercado de trabalho norte-americano continua fraco o suficiente para justificar outra descida de 25 pontos-base na reunião de política monetária do banco central americano, marcado para 9 e 10 de dezembro. No entanto, o impacto no mercado é pouco.
"Embora as probabilidades de um corte nas taxas de juros no próximo mês tenham aumentado um pouco hoje, parece que está a ter pouco impacto sobre o dólar, o que significa que é uma questão em aberto", disse Marc Chandler, da Bannockburn Global, à Reuters.
Esta tarde, o euro soma 0,1% para 1,1523 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" avança 0,33% para 156,92 ienes, numa altura em que se especula que Tóquio tenha intervido no mercado para conter uma maior desvalorização do iene. Já a libra ganha modestos 0,02% para 1,3102 dólares.
Sem novos catalisadores, os investidores aguardam pelos dados das vendas no retalho e os preços no produtor nos EUA, prevista para o final da semana.
Petróleo volátil à espera de acordo entre Ucrânia e Rússia
Os preços do crude estão a oscilar entre pequenos ganhos e perdas esta tarde, numa altura em que os investidores pesam a possibilidade de um corte nas taxas de juro na reunião do próximo mês pela Reserva Federal (Fed) dos EUA, ao mesmo tempo que analisam a hipótese de a Ucrânia e a Rússia assinarem um acordo de paz, o que levaria a um alívio das sanções europeias e norte-americanas contra as petrolíferas da Rússia - o segundo maior produtor de petróleo do mundo.
Caso as sanções sejam suspensas, o mercado petrolífero pode ficar ainda mais pressionado por um excedente de oferta. Esta segunda-feira, os EUA e a Ucrânia atualizaram o plano, tendo o presidente do Conselho Europeu dito que há "progressos significativos" nas negociações, mas está ainda tudo em aberto e há questões a serem resolvidas.
Esta tarde, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em janeiro, de referência para os Estados Unidos, sobe 0,1% para 58,14 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para a Europa, soma 0,06% para 62,59 dólares por barril.
"Devemos esperar um mercado nervoso antes do Dia de Ação de Graças, esta quinta-feira", disse Arne Lohmann Rasmussen, analista da A/S Global Risk Management, à Bloomberg. "Vários fatores apontam para um acordo de paz ou, possivelmente, um cessar-fogo a aproximar-se no fim de semana, o que iria suportar novas quedas nos preços esta semana", acrescentou. No entanto, as negociações podem-se prolongar para lá desta data, disse Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.
A incentivar alguns dos avanços dos preços do petróleo estão as perspetivas de um corte de juros pela Fed. "As expectativas de um possível corte na taxa de juros da Fed em dezembro também podem contrabalançar o sentimento pessimista, melhorando o apetite global por risco", disse Sugandha Sachdeva, da SS WealthStreet, à Reuters.
O petróleo bruto caiu cerca de 17% no acumulado do ano até agora, com os futuros a caminho de uma quarta perda mensal em novembro, no que seria a maior sequência de perdas desde 2023. A queda foi impulsionada pela expansão da produção global, incluindo a da OPEP+, com a Agência Internacional de Energia a prever um excedente recorde para 2026.
Ouro valoriza com expectativa de corte de juros da Fed em dezembro
O ouro segue a valorizar, invertendo a tendência do início da sessão, animado por crescentes expectativas de um corte nos juros por parte da Reserva Federal dos EUA, em dezembro.
A esta hora, o metal precioso avança 0,58%, para os 4.089,4200 dólares por onça, ao mesmo tempo que a "nota verde" perde força, tornando o ouro mais barato para quem compra com dólares.
"O mercado está cada vez mais convencido de que a Reserva Federal dos EUA se encaminha para cortar os juros em dezembro. Uma combinação de [expectativa de] taxas de juro mais baixas e um dólar americano mais fraco ajudaram o ouro neste ambiente", disse à Reuters Bart Melek, da TD Securities.
Vários membros do banco central americano pediram cautela na política monetária, com o presidente da Fed de Nova Iorque, John Williams, a afirmar que vê ainda margem para uma redução dos juros no curto prazo - as palavras de Williams na sexta-feira ajudaram a travar as quedas do ouro.
Tecnológicas dão gás a Wall Street. Alphabet em alta soma 5% e fixa novo recorde
Os principais índices norte-americanos negoceiam com ganhos esta tarde, impulsionados pela valorização das tecnológicas e renovadas apostas de que a Reserva Federal (Fed) poderá ainda vir a flexibilizar as taxas de juro na sua reunião de dezembro.
O “benchmark” S&P 500 avança 0,70%, para os 6.649,26. Já o Nasdaq Composite ganha 1,42% para os 22.589,54 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 0,06% para os 46.271,48.
A recuperação dos índices segue-se a uma semana volátil que viu o “benchmark” S&P 500 ceder quase 2% e o Nasdaq Composite recuar cerca de 2,70%, com preocupações ligadas às avaliações elevadas das ações norte-americanas e a perspetivas de retorno de investimentos feitos por gigantes ligadas à área da inteligência artificial.
“Ainda há um cenário positivo para o setor tecnológico”, disse à Bloomberg Kevin Thozet, da Carmignac Gestion. Normalmente, explica o especialista, “a sazonalidade é bastante boa na época do Dia de Ação de Graças e do final do ano”. Por isso, acrescenta que está "bastante otimista a partir de agora e até ao primeiro trimestre de 2026”.
E com a reunião da Reserva Federal de dezembro vista como o próximo marco importante para os mercados, a incerteza sobre o rumo da política monetária na maior economia mundial mantém-se, à medida que os investidores se baseiam em dados económicos desatualizados, após atrasos na divulgação de dados causados pelo encerramento do Governo Federal dos EUA. Ainda assim, os mercados estão a prever uma probabilidade de cerca de dois terços de uma redução das taxas diretoras da Fed em dezembro.
Antes do Dia de Ação de Graças e da Black Friday – celebrados nesta quinta e sexta-feira, respetivamente -, os números do retalho de setembro, que serão divulgados na terça-feira, deverão mostrar alguma moderação, já que os consumidores norte-americanos continuam pressionados pelos preços elevados. Outros dados a serem divulgados esta semana incluem o índice de preços no produtor e os pedidos de subsídio de desemprego.
Entre os movimentos do mercado, a Alphabet soma mais de 5% e fixa um novo máximo histórico já acima dos 316 dólares por ação, com os investidores a continuarem a ver espaço para a empresa crescer, dias depois de se ter sabido que a Berkshire Hathaway ter adquirido 17,9 milhões de ações da tecnológica no terceiro trimestre.
Entre as restantes “big tech”, a Nvidia cede 0,11%, a Amazon pula 1,70%, a Meta ganha 0,81%, a Apple avança 1,21% e a Microsoft soma 0,40%.
Euribor sobe a três meses e desce a seis e a 12 meses
A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três meses e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,059%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,120%) e a 12 meses (2,209%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou, ao ser fixada em 2,120%, menos 0,003 pontos que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também recuou, ao ser fixada em 2,209%, menos 0,011 pontos.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses subiu para 2,059%, mais 0,012 pontos do que na sexta-feira.
Em relação à média mensal da Euribor em outubro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada a 12 meses.
A média da Euribor em outubro subiu 0,007 pontos para 2,034% a três meses e 0,005 pontos para 2,107% a seis meses.
Já a 12 meses, a média da Euribor avançou mais acentuadamente em outubro, designadamente 0,015 pontos para 2,187%.
Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa soma ganhos com foco na política monetária dos EUA. Bayer pula 10%
Os principais índices europeus estão a negociar com uma maioria de ganhos esta manhã, impulsionados pelo otimismo gerado pelos comentários “dovish” de alguns dos decisores da Reserva Federal (Fed) norte-americana quanto a um possível corte de juros do lado de lá do Atlântico em dezembro. A par disso, os investidores seguem centrados nas primeiras negociações sobre uma possível venda de “chips” da Nvidia para a China.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,38%, para os 564,25 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX e o espanhol IBEX 35 avançam ambos 0,79%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,67%, o francês CAC-40 sobe 0,26%, o britânico FTSE 100 valoriza 0,34% e o neerlandês AEX desliza ligeiros 0,01%.
Entre os movimentos do mercado, a farmacêutica alemã Bayer sobe quase 10%, depois de um medicamento experimental para a prevenção de acidentes vasculares cerebrais ter apresentado resultados positivos num ensaio clínico em fase avançada, de acordo com a Bloomberg. Por outro lado, a empresa de defesa Rheinmetall cede mais de 3%, à medida que os EUA pressionam a Ucrânia a aceitar um plano de paz para acabar com a guerra.
O Raiffeisen Bank International, por sua vez, pula quase 4% - já depois de as ações do banco terem atingido o valor mais alto desde 2018 esta manhã -, à medida que as negociações sobre um acordo de paz para a guerra na Ucrânia avançam, fator visto como positivo para a maior instituição financeira do ocidente ainda em operação na Rússia.
No plano da política monetária, comentários do presidente da Fed de Nova Iorque, John Williams, de que uma redução das taxas de juro a curto prazo continua a ser uma possibilidade, tranquilizaram os investidores na passada sexta-feira e seguem a impulsionar os índices na primeira sessão da semana. Já as notícias de que as autoridades americanas estão em negociações para permitir que a Nvidia venda os seus “chips” H200 à China também segue a alimentar o otimismo vivido nos mercados.
Os ganhos registados a esta hora chegam depois de o índice de referência europeu ter sofrido a sua maior perda semanal desde agosto, entre preocupações com as elevadas avaliações das empresas tecnológicas, particularmente as ligadas à área da inteligência artificial (IA). “Acho que o mercado começará a diferenciar um pouco mais e não comprará ou venderá mais tudo o que tenha a ver com IA”, disse à Bloomberg Martin Moeller, da Union Bancaire Privée.
Entre os setores, o da construção (+1,35%) e o automóvel (+1,12%) registam os maiores ganhos neste momento. Já o alimentar (-0,14%) e as seguradoras (-0,10%) lideram as perdas.
Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro registam alívios em toda a linha, num dia em que os principais índices bolsistas da região ganham terreno.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 1,7 pontos-base para 2,684%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 2,5 pontos para 3,446%. Já em Itália, os juros recuam 2,1 pontos para os 3,436%, depois de a agência de notação financeira Moody’s ter elevado o “rating” da dívida soberana do país pela primeira vez em 23 anos, juntando-se ao aumento de classificação já feito pela S&P e a Fitch.
Pela Península Ibéria, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a recuar 1,5 pontos base para 3,020% e as espanholas a caírem 1,7 pontos para 3,190%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviam 0,7 pontos-base, para 4,537%, a poucos dias de o Governo trabalhista apresentar o seu orçamento.
Índice do dólar em máximos de 6 meses. Iene desvaloriza
O dólar está a negociar com ganhos esta manhã, numa altura em que o índice do dólar da Bloomberg – que mede a força da divisa norte-americana face às principais concorrentes – chegou a atingir máximos de cerca de seis meses e avança agora 0,02%, para os 100,204 pontos. A par da "nota verde" , os “traders” seguem atentos ao iene e à libra.
Um feriado em Tóquio reduziu o volume de negociações e deixou o iene estável nos 156,680 ienes por dólar, numa altura em que a “nota verde” avança 0,17% face à divisa nipónica. A moeda japonesa tem vindo a registar desvalorizações devido a uma combinação de taxas de juros baixas e políticas fiscais mais flexíveis, mas chegou a recuperar de mínimos de cerca de dez meses no final da semana passada.
Os “traders” não descartam para já uma intervenção caso o iene se fixe entre os 158 e 162 ienes por dólar. Nesta linha, os analistas do banco OCBC referem numa nota citada pela Reuters que não descartam “uma intervenção já na sexta-feira, antes do [iene tocar nos] 160 ienes por dólar, e se isso acontecer, a queda pode ser acentuada, especialmente se a liquidez for reduzida".
O Japão pode intervir ativamente no mercado cambial para mitigar o impacto económico negativo de um iene fraco, explicou o especialista Takuji Aida à agência de notícias.
Por cá, o euro avança 0,16%, para os 1,153 dólares. Ainda pela Europa, a libra ganha 0,04%, para os 1,310 dólares antes de ser apresentado o orçamento do Governo trabalhista já nesta quarta-feira.
Ouro perde terreno pressionado por dólar mais forte
O ouro negoceia com perdas nesta segunda-feira, pressionado por um dólar mais forte, enquanto os “traders” aguardam por uma maior clareza no que toca à trajetória das taxas de juro nos EUA.
A esta hora, o metal precioso recua 0,06%, para os 4.062,630 dólares por onça.
“O índice do dólar está perto de máximos de seis meses, acima dos 100 [pontos], e se continuar [acima desse valor], haverá mais pressão sobre os preços do ouro”, disse à Reuters Jigar Trivedi, da corretora Reliance Securities.
No plano da política monetária do lado de lá do Atlântico, a probabilidade de um corte nas taxas da Fed no próximo mês caiu para 69% na segunda-feira, depois de ter saltado para 74% na sessão anterior – após comentários “dovish” do presidente da Fed de Nova Iorque, John Williams –, de acordo com a ferramenta CME FedWatch.
Outros membros do decisor de política monetária mantiveram uma postura “hawkish”, com a presidente da Fed de Dallas, Lorie Logan, a pedir que as taxas diretoras se mantivessem inalteradas “por um tempo”, enquanto os presidentes da Fed de Chicago e Cleveland alertaram que novos cortes nas taxas neste momento acarretam uma série de riscos para a economia.
O ouro tende a ter um melhor desempenho num ambiente de taxas diretoras mais baixas, por não render juros.
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