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Bolsas europeias negoceiam em alta. Índice Stoxx 600 a caminho da quarta semana de ganhos

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
Bolsas europeias negoceiam em alta. Índice Stoxx 600 a caminho da quarta semana de ganhos
AP / Eduardo Parra
Negócios 10:22
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10h20

Europa pinta-se de verde. Stoxx 600 caminha para quarta semana consecutiva de ganhos

Os principais índices europeus estão a negociar em alta e deverão registar a sua quarta valorização semanal consecutiva, à medida que a época de resultados robusta continua a atrair mais investidores para a região.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – avança 0,50%, para os 628,44 pontos, aproximando-se do máximo histórico atingido na quarta-feira.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,30%, o espanhol IBEX 35 soma 0,58%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,94%, o francês CAC-40 sobe 0,79%, o neerlandês AEX avança 0,21%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista uma subida de 0,53%.

Para já, os investidores mantêm-se otimistas em relação aos resultados das empresas e às perspetivas económicas para a Europa. Nesta medida, as cotadas do índice regional MSCI Europe registaram um aumento de 3,7% nos lucros do quarto trimestre até agora, em comparação com as estimativas dos analistas de subidas de 1,3%, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.

Os desenvolvimentos geopolíticos também continuam em foco e impulsionam cotadas do setor da defesa – como a alemã Rheinmetall (+1,18%) e a italiana Leonardo (+0,81%) - , depois de o . “Se o conflito for iminente, é provável que seja de curta duração”, afirmaram especialistas do Barclays numa nota citada pela Bloomberg, acrescentando que as vendas de ações devido à incerteza geopolítica geralmente representam boas oportunidades de compra.

Entre os setores, o dos bens domésticos (+1,46%), da construção (+1,40%) e dos químicos (+1,36%) lideram as subidas, enquanto o das “telecom” (-0,19%), do retalho (-0,19%) e dos alimentos (-0,34%) registam as maiores perdas.

Já quanto aos movimentos do mercado nesta sexta-feira, a Air Liquide pula mais de 3%, depois de a produtora francesa de gás industrial ter divulgado resultados acima das expectativas no segundo semestre e aumentado os seus dividendos.

10h19

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar em toda a linha na sessão desta sexta-feira, num dia em que as bolsas do Velho Continente negoceiam com ganhos.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam 1 ponto-base, para 3,082%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade segue a mesma tendência e recua igualmente 1 ponto, para 3,151%.

Já os juros da dívida soberana italiana caem 0,6 pontos, para 3,341%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa alivia também 0,6 pontos, para 3,306%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, cedem 0,5 pontos, para os 2,736%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, aliviam 2 pontos-base, para 4,347%.

09h19

Dólar perto de fechar melhor semana desde outubro. Dados económicos impulsionam "nota verde"

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar está prestes a encerrar a sua melhor semana desde outubro, impulsionado por uma série de dados económicos, uma perspetiva mais “hawkish” da Reserva Federal e tensões geopolíticas.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes - avança 0,04%, para os 97,969 pontos, fixando-se perto de máximos de um mês atingidos na quinta-feira.

Os pedidos de subsídio de desemprego nos EUA caíram em mais de 20 mil para um total de cerca de 206 mil na semana terminada a 14 de fevereiro, sublinhando a estabilidade e resiliência do mercado laboral norte-americano. Agora, os “traders” aguardam pelos dados do indicador preferido de inflação da Fed – o índice de preços do consumo pessoal – conhecidos nesta sexta-feira.

Noutros pontos do mercado, o dólar valoriza 0,34%, para os 155,630 ienes. Por cá, o euro desvaloriza 0,12%, para os 1,176 dólares. Já a libra recua 0,10%, para os 1.345 dólares.

08h58

Ouro e prata valorizam, mas metal amarelo deve fechar semana com perdas. Dólar mais forte pressiona preços

Mike Groll/AP

O ouro e a prata estão a negociar com ganhos na manhã desta sexta-feira, mas o metal amarelo caminha para uma queda semanal, à medida que um dólar mais forte tem vindo a pressionar o metal precioso. 

A esta hora, o metal amarelo, valoriza 0,54%, para os 5.023 dólares por onça. A prata, por sua vez, avança 1,05%, para os 79,334 dólares por onça.

O ouro tem vindo a ganhar terreno à medida que aumenta a procura pelo metal amarelo enquanto ativo-refúgio, devido à crescente incerteza geopolítica. O Presidente dos EUA, Donald Trump, referiu que o , ou arriscar que aconteçam “coisas muito más”.

Para já, a par dos desenvolvimentos na região do Médio Oriente, os “traders” estão à espera da divulgação de dados importantes sobre a inflação nos EUA para avaliar qual poderá ser o rumo da política monetária na maior economia mundial.

Nesta linha, vários se a inflação permanecer elevada, segundo as atas da reunião do banco central em janeiro, divulgadas esta semana, fator que levou os “traders” a reduzirem ligeiramente as apostas de um corte das taxas em junho, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

08h23

Crude caminha para semana de ganhos com incerteza geopolítica e queda dos "stocks" nos EUA

Jacob Ford / AP

O petróleo negoceia com ganhos esta manhã e segue a caminho da primeira valorização semanal das últimas três semanas, devido às crescentes preocupações de que o aumento das tensões entre Washington e Teerão possa vir a escalar para um conflito militar.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 0,33%, para os 66,65 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza ligeiros 0,01% para os 71,66 dólares por barril.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu um .

A grande preocupação dos “traders” neste momento é que um potencial conflito entre os dois países irá condicionar a navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido ao nível mundial.

A par da incerteza geopolítica, também uma queda registada nos “stocks” de crude dos EUA segue a impulsionar os preços do crude. Nesta linha, as existências de petróleo bruto dos EUA caíram 9 milhões de barris, segundo um relatório da Administração de Informação Energética norte-americana divulgado na quinta-feira.

08h07

Ásia pressionada por incerteza no Médio oriente. Kospi fixa novo recorde com subida de 6% da SK Hynix

Os principais índices asiáticos encerraram a última sessão da semana com uma maioria de perdas, pressionados por preocupações em torno da crescente tensão entre os EUA e o Irão, depois de o para que chegasse a um entendimento com Washington sobre o seu programa nuclear. Isto num dia em que a negociação pela China continental e por Taiwan continuou encerrada devido ao feriado do Ano Novo Lunar. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 avançam 0,40%.

O Nikkei caiu 1,12% e o Topix desvalorizou 1,13%. Já o sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à IA – pulou 2,31% e atingiu um novo recorde de 5.809,91 pontos, destacando-se como o índice bolsista com o melhor desempenho ao nível global desde o início do ano. Já o Hang Seng de Hong Kong, que reabriu hoje para negociações, cedeu 0,98%.

As ações japonesas caíram, à semelhança do registado na sessão de ontem por Wall Street, com preocupações sobre um possível ataque dos EUA ao Irão a afetarem o sentimento do mercado. Também as expectativas quanto a um aumento antecipado das taxas de juro pelo Banco do Japão (BoJ) pressionaram as praças bolsistas da região, após comentários do presidente da Associação Bancária Japonesa, que apontou para a possibilidade de o BoJ subir os juros diretores já em março.

“Há cautela sobre quando poderá ocorrer o próximo aumento, e isso está a pesar sobre o Nikkei”, disse à Bloomberg Kazuhiro Sasaki, da Phillip Securities.

Já as cotadas asiáticas do setor da defesa ganharam terreno, devido ao aumento da incerteza em torno do Irão. “O nível de cautela parece mais elevado do que no ataque às instalações nucleares do ano passado”, afirmou Sasaki. “Se os EUA avançarem com este ataque, ele poderá atingir diretamente o Estreito de Ormuz”, acrescentou à agência de notícias financeiras o especialista.

“O aumento dos recursos militares dos EUA tem um duplo objetivo: oferecer a opção de um ataque a alvos militares iranianos e, ao mesmo tempo, aumentar a pressão sobre o Irão”, escreveu, por sua vez, Tony Sycamore, da IG Australia. “O atual jogo diplomático de ‘gato e rato’ pode estender-se pelas próximas semanas antes que se chegue a uma resolução, seja ela de natureza diplomática ou militar”, referiu.

Mas apesar das perdas hoje registadas, as expectativas em relação às políticas orçamentais da primeira-ministra Sanae Takaichi estão a proporcionar algum apoio aos preços das cotadas japonesas, especialmente entre os investidores estrangeiros.

Já pela Coreia do Sul, a SK Hynix pulou mais de 6% e foi uma das grandes responsáveis pelo avanço do principal índice do país. Isto depois de a maior gestora de fundos do mundo, a BlackRock, ter divulgado que aumentou a sua participação na fabricante de memórias, detendo agora mais de 5%.

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