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Europa no vermelho sob pressão das mineiras. Rheinmetall afunda quase 8%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
Europa no vermelho sob pressão das mineiras. Rheinmetall afunda quase 8%
AP / Eduardo Parra
Negócios 10:21
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10h15

Europa no vermelho sob pressão das mineiras. Rheinmetall afunda quase 8%

Bloomberg

Os principais índices europeus estão a negociar maioritariamente no vermelho, com os investidores a avaliarem a mais recente fornada de resultados trimestrais da região e à espera da decisão de politica monetária do Banco Central Europeu (BCE). Espera-se que a autoridade deixe as taxas de juro inalteradas, mas, mais do que uma mexida ou não nos juros, as atenções estão viradas para as palavras de Christine Lagarde, presidente do BCE, após a reunião, com o mercado à procura de pista sobre o que o banco central fará face a um euro bastante reforçado. 

A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, recua 0,43% para 615,48 pontos, pressionado por uma queda acentuada do setor mineiro, num dia em que a prata chegou a cair quase 17%. Já o setor tecnológico está a liderar os ganhos esta manhã, recuperando do "sell-off" dos últimos dias e ignorando as preocupações que se fizeram sentir na Ásia devido aos resultados de várias empresas -

A época de resultados está a deixar as praças europeias sob pressão. Apesar de ter atingido máximos históricos esta semana, o Stoxx 600 tem tido dificuldade em manter a euforia, numa altura em que as tensões geopolíticas mundiais têm avançado e recuado e renovam-se as preocupações em torno de uma possível "bolha" de inteligência artificial (IA) nos mercados - e em relação ao impacto desta tecnologia nos modelos de negócio mais tradicionais. 

"A Europa tem sido tão pouco apreciada há tanto tempo, com exceção de 2025. No entanto, não creio que mesmo que o mais recente 'sell-off' vá impulsionar uma rotação mais significativa, considerando que a nomeação da Reserva Federal acabou por ser melhor do que o esperado e que os receios relativos às tarifas estão praticamente ultrapassados", explica Andrea Gabellone, diretor de ações globais da KBC Securities, à Bloomberg. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Maersk cai 5,69% após a gigante dinamarquesa de contentores ter anunciado que vai adotar uma política de contenção de custos, face à deterioração das taxas de frete devido à reabertura do Mar Vermelho. Por sua vez, a Rheinmetall afunda quase 8%, depois de uma "call" com analistas ter levado os investidores a anteciparem revisões em baixa dos resultados. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,37%, o espanhol IBEX 35 cai 1,13%, enquanto o francês CAC-40 cede 0,09%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,36% e o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,43%. Já o neerlandês AEX acelera 0,29%.

09h28

Juros agravam-se na Zona Euro e no Reino Unido à espera dos bancos centrais

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar ligeiros agravamentos esta quinta-feira, um movimento seguido pela "yield" das obrigações britânicas, num dia em que tanto o Banco Central Europeu (BCE) como o Banco de Inglaterra vão reunir para decidir o que fazer às taxas de juro. Enquanto o último deverá focar-se na inflação, que continua bastante acima da meta de 2%, o numa altura em que os

Neste contexto, a "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, acelera 0,5 pontos-base para 2,863%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade crescem 0,7 pontos-base para 3,453%. Por Itália, os juros das obrigações a dez anos agravam-se em 1,5 pontos para 3,482%.

Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa na maturidade de referência avança 0,5 pontos-base para 3,216%, enquanto as obrigações espanholas a dez anos saltam 0,7 pontos para 3,235%. 

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos seguem a tendência, ao agravarem-se em 1,3 pontos-base para 4,558%, num dia em que o Banco de Inglaterra deve manter as taxas de juro inalteradas. 

08h50

Euro quase inalterado à espera do BCE. Bitcoin atinge mínimos de novembro de 2024

AP/ Petr Svancara

O euro está a negociar praticamente inalterado face ao dólar esta quinta-feira, num dia em que os investidores aguardam pela decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e pelas declarações da sua presidente, Christine Lagarde, numa conferência de imprensa realizada após a reunião. Prevê-se que o banco central mantenha as taxas de juro inalteradas, mas o mais recente

A esta hora, o euro negoceia na linha d'água, ao ceder apenas 0,02% para 1,1805 dólares. Já a libra cede 0,23% para 1,2623 dólares, em antecipação a uma reunião de política monetária por parte do Banco de Inglaterra. Tal como o seu homólogo para a Zona Euro, espera-se que o banco central mantenha as taxas de juro inalteradas, apesar de a inflação ter acelerado para 3,4% no último mês de 2025. 

Já o índice do dólar - que mede a força da moeda face a uma cabaz de divisas concorrentes - conseguiu avançar para máximos de duas semanas, valorizando pelo segundo dia consecutivo. Isto acontece numa altura em que o mercado dos metais preciosos volta a enfrentar grande volatilidade, com os preços da prata a chegarem a cair quase 17%, o que levou alguns investidores a refugiarem-se na "nota verde". 

Nos criptoativos, a bitcoin continua em trajetória descendente, tendo atingido mínimos de novembro de 2024 esta quinta-feira. A moeda digital mais famosa do mundo chegou a afundar mais de 3% durante a madrugada, aproximando-se do nível de resistência dos 70 mil dólares e acumulando um saldo negativo este ano de quase 20%. Estas perdas acontecem numa altura em que Michael Burry, investidor conhecido mundialmente por prever a crise do “subprime” nos EUA em 2008,

08h47

Prata afunda quase 17% e apaga recuperação dos últimos dois dias. Ouro no vermelho

Degussa Goldhandel Gmbh / news aktuell / Associated Press

É mais uma sessão de grande volatilidade no mercado dos metais preciosos. A prata chegou a afundar quase 17% esta madrugada, apagando por completo a recuperação dos últimos dois dias, após ter registado a pior sessão da sua história na semana passada. Na altura, as perdas foram causadas pela nomeação de Kevin Warsh como presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, mas uma enchente de "dip-buyers" (investidores que aproveitam desvalorizações para reforçar posições) levou o metal a voltar a negociar acima dos 90 dólares por onça. 

Entretanto, a prata conseguiu reduzir as perdas para quase metade, mas continua a cair 9,16% para 80,10 dólares por onça. A matéria-prima tocou um mínimo de sessão nos 73,57 dólares, arrastando o ouro consigo, numa altura em que as tensões entre EUA e Irão estão a arrefecer e os dois países preparam-se para arrancar negociações na sexta-feira. A esta hora, o ouro perde apenas 0,83% para 4.923 dólares por onça, apesar de ter chegado a cair mais de 3%. 

 "O sentimento parece ter ficado enfraquecido na maioria das classes de ativos, incluindo nas ações regionais e nos metais", explica Christopher Wong, estratega da Oversea-Chinese Banking Corp, à Bloomberg. Isto terá criado "um ciclo vicioso numa altura de baixa liquidez no mercado", o que tende a levar a movimentações mais exageradas, referiu ainda o analista, que prevê que os preços continuem voláteis no curto prazo. 

Os mercados avaliam agora as implicações da escolha de Kevin Warsh para a liderança da Fed. Apesar de advogar por um corte nas taxas de juro, Warsh era o nome mais "hawkish" entre os candidatos finais à presidência do banco central, o que levou os investidores a afastarem-se dos metais preciosos - que tendem a valorizar com uma política monetária mais flexível - e a reforçar a posição do dólar. 

No entanto, esta quarta-feira, Donald Trump veio afastar qualquer receio de uma manutenção das taxas de juro no nível atual este ano ou até uma subida nos juros diretores. Em entrevista à NBC News, o Presidente norte-americano afirmou que "não há muitas dúvidas" de que a Fed vai cortar os juros na política monetária, reforçando que não teria escolhido Kevin Warsh caso o mesmo tivesse demonstrado alguma vontade de subir juros. 

08h04

Petróelo cai quase 2% após Irão confirmar negociações com os EUA

Jacob Ford / AP

O barril de petróleo está a desvalorizar pela primeira vez em três dias, após o Irão ter confirmado que vai mesmo começar a negociar um acordo com os EUA esta sexta-feira, apaziguando as tensões geopolíticas entre os dois países depois de um drone iraniano ter sido abatido pelos norte-americanos na terça-feira. Os dois países vão encontrar-se no Omã, um país no Médio Oriente que faz fronteira com os Emirados Árabes Unidos. 

A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – desvaloriza 1,78%, para os 63,98 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – cai 1,79% para os 68,22 dólares por barril. Nas duas últimas sessões, o barril de Brent viu o valor aumentar quase 5%, com os investidores a recearem um novo conflito no Médio Oriente que levasse a disrupções no abastecimento de petróleo a nível global. 

"Apesar de alguma retórica agressiva [entre EUA e Irão], o mercado parece focado nas negociações previstas para sexta-feira e no potencial para a diplomacia entrar em ação", esclarece Warren Patterson, chefe de estratégia de "commodities" do ING Groep, à Bloomberg. "Mas, claramente, como refletido no recente movimento dos preços, ainda há muita incerteza sobre como tudo isto vai acabar", acrescenta. 

Persistem muitas dúvidas sobre que espaço de negociação existe entre os líderes dos dois países. Donald Trump quer que o Irão abandone de imediato as suas pretensões nucleares, mas o regime de Ali Khamenei tem mostrado grande resistência. Numa entrevista à NBC News esta quinta-feira, o Presidente dos EUA endureceu a retórica, ao afirma que o líder iraniano deveria estar "muito preocupado" com o futuro do seu país, que se encontra num "caos". 

Olhando para a maior economia do mundo, os "stocks" de crude norte-americanos caíram para o valor mais baixo em um mês, de acordo com dados do Departamento de Energia. No entanto, as expectativas apontavam para um declínio ainda maior nas reservas da matéria-prima, o que está a reforçar as quedas nos preços esta quinta-feira. 

07h47

Dona da Google reforça receios de "bolha" na IA e atira Ásia e Europa para o vermelho

As principais praças asiáticas foram contagiadas pelo mais recente "sell-off" no setor tecnológico, com os investidores mais uma vez preocupados com os grandes investimentos necessários para alimentar a inteligência artificial (IA). Os receios foram reforçados pelos resultados da Alphabet, depois de a , contra os 119,5 mil milhões esperados pelos analistas, com grande parte do valor a ser canalizado para a IA. 

Uma série de resultados desapontantes de gigantes do setor, como é o caso da Qualcomm e da Advanced Micro Devices (AMD), só estão a reforçar a narrativa de que existe uma "bolha" de IA no mercado. As tecnológicas já tinham sido pressionadas na sessão de quarta-feira, quando a Anthropic lançou uma ferramenta de automação para a área jurídica que levou os investidores a recearem que a IA poderia suplantar os mais tradicionais modelos de software. 

Neste contexto, o MSCI Asia-Pacific Index - o "benchmark" para a negociação asiática - caiu quase 2% esta quinta-feira, com o sul-coreano Kospi a liderar as perdas regionais, ao ceder 3,9%. O índice foi pressionado pelas quedas acentuadas de empresas como a Samsung e a SK Hynix, que encerraram a sessão a afundar 5,8% e 6,44%, respetivamente. 

Pelo Japão, o sentimento manteve-se com o Nikkei 225 a recuar de máximos históricos e a cair 0,88%, com o banco de investimento SoftBank Group - que tem grandes participações numa série de empresas ligadas à IA - a mergulhar mais de 7%. Já na China, as perdas foram mais limitadas, com o Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite a cederem apenas 0,2% e 0,6%, respetivamente. 

"Os mercados asiáticos estão a ser afetados pela onda de vendas que ocorreram durante a noite [de quarta-feira] em Wall Street”, explica Nick Twidale, analista-chefe de mercados da AT Global Markets, à Bloomberg. “Não sei se podemos dizer que o pico das tecnológicas foi atingido, mas acho que há espaço no mercado para mais correções. É a tradicional venda de tecnologia e o retorno a setores mais defensivos", acrescenta. 

Na Europa, a negociação de futuros ainda arrancou no verde, mas rapidamente o pessimismo alastrou-se para o continente, que aponta agora para uma abertura em território negativo com o Euro Stoxx a cair 0,1%. As atenções dos investidores vira-se agora para os resultados da Amazon, numa época de resultados que está a ser especialmente difícil para as "Sete Magníficas". 

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