Stoxx 600 cai pela segunda sessão. É a primeira vez este ano
Petróleo segue com ganhos. Gás soma três dias de perdas
Ouro desce de máximos de nove meses
Euro sobe com perspetivas de Fed menos agressiva
Juros aliviam na Zona Euro mesmo com BCE mais agressivo
Europa pinta-se de vermelho, com tecnológicas a pesar
Taxa Euribor a seis meses sobe para novo máximo de 14 anos
Microsoft pressiona arranque em Wall Street. Abanão de ontem foi causado por erro manual
Petróleo avança com menos stocks do que o esperado nos EUA
Metais preciosos em queda de olhos postos na economia norte-americana
Euro avança face ao dólar. Moeda do Canadá pressionada pelo banco central
Juros da dívida sobem na Europa
Stoxx 600 cai pela segunda sessão. É a primeira vez este ano
- Época de resultados deve colocar Europa no vermelho. Ásia regista ganhos pelo quarto dia
- Petróleo segue com ganhos. Gás soma três dias de perdas
- Ouro desce de máximos de nove meses
- Euro sobe com perspetivas de Fed menos agressiva
- Juros aliviam na Zona Euro mesmo com BCE mais agressivo
- Europa pinta-se de vermelho, com tecnológicas a pesar
- Taxa Euribor a seis meses sobe para novo máximo de 14 anos
- Microsoft pressiona arranque em Wall Street. Abanão de ontem foi causado por erro manual
- Petróleo avança com menos stocks do que o esperado nos EUA
- Metais preciosos em queda de olhos postos na economia norte-americana
- Euro avança face ao dólar. Moeda do Canadá pressionada pelo banco central
- Juros da dívida sobem na Europa
- Stoxx 600 cai pela segunda sessão. É a primeira vez este ano
Os principais índices europeus devem abrir em terreno negativo, com os investidores a avaliarem o impacto da deterioração económica nos resultados das empresas.
Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 perdem 0,3%.
As praças asiáticas estiveram a negociar em sentido oposto, assinalando o quarto dia de ganhos, com a tecnologia a sustentar a subida. Ainda assim, o volume de negociação permaneceu baixo devido ao encerramento das bolsas na China e em Hong Kong.
"Com a narrativa das perspetivas de crescimento mundial a mudarem para uma aterragem mais suave em vez de uma recessão, estamos, neste momento, a ver o setor da tecnologia a registar ganhos", explicou o analista Charu Chanana, da Saxo Capital Markets, à Bloomberg.
"Mas recomenda-se cautela, com o regresso dos riscos da inflação potenciados pela reabertura da China", completou.
Nas restantes praças da região, no Japão o Topix e o Nikkei avançaram 0,5% e na Coreia do Sul o Kospi subiu 1,4%.
O petróleo segue a valorizar ligeiramente, com os investidores a pesarem a reabertura da China, bem como a probabilidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) manterem a produção inalterada.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, soma 0,16% para 80,26 dólares por barril. Já o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, valoriza 0,37% para 86,45 dólares.
Delegados da OPEP+ referiram esta quarta-feira à Bloomberg que a expectativa é que seja decidido que a produção de crude se mantenha inalterada na reunião da próxima semana, numa altura em que as preocupações com a inflação e uma desaceleração económica global se parecem estar a sobrepor ao aumento do consumo na China.
No mercado do gás, os futuros estão a caminho do terceiro dia consecutivo de perdas, com o regresso das temperaturas mais quentes esperado nas próximas semanas e o armazenamento ainda acima da média para esta altura do ano.
"Podemos ser otimistas", começam por afirmar analistas do Deutsche Bank numa nota vista pela Bloomberg. "O armazenamento de gás está a aumentar e os preços estão a diminuir. A inflação está a baixar e incerteza está a descer", argumentam. Ainda assim é esperado que os preços desta matéria-prima se mantenham entre os 50 e os 100 euros.
Os futuros do gás negociado em Amesterdão (TTF) perdiam 3% para 56,5 euros por megawatt-hora, tendo registado uma queda de 25% este mês.
O ouro está a descer de máximos de nove meses, registados esta terça-feira, com os investidores a digerirem os últimos dados económicos divulgados nos Estados Unidos que sustentam receios de uma recessão, mesmo que a pressão inflacionária persista.
O metal precioso recua 0,29% para 1.931.65 dólares por onça.
Dados divulgados ontem deram conta de uma contração na atividade empresarial pelo sétimo mês consecutivo, ainda assim a uma velocidade mais moderada, ao passo que os preços de produção aumentaram denotando um sinal de inflação persistente.
"A maioria dos investidores está a abster-se de fazer grandes apostas antes dos dados sobre o crescimento económico nos Estados Unidos esta semana, ao passo que as expectativas de subidas das taxas de juro menos agressivas por parte da Fed sustentam os preços" do ouro, explicou o analista da Commtrendz, Gnanasekar Thiagarajan, à Bloomberg.
O euro segue a valorizar esta quarta-feira em relação ao dólar e soma 0,03% para 1,089 dólares, com a possibilidade de a Reserva Federal suavizar a sua política monetária e que o Banco Central Europeu continue a endurecer na subida das taxas de juro para combater a inflação.
A expectativa é que a Fed suba os juros diretores em apenas 25 pontos base na próxima quarta-feira, mas antes disso os investidores vão estar atentos a estatísticas sobre o estado da economia norte-americana esta quarta-feira.
Já o índice do dólar da Bloomberg, que mede a moeda contra um cabaz de 10 rivais, avança uns ligeiros 0,07% para 101,985 pontos.
Os juros da Zona Euro estão a aliviar pelo segundo dia consecutivo esta quarta-feira, mesmo com a pressão a ser exercida por vários membros do Banco Central Europeu para a manutenção de uma política monetária restritiva.
A "yield" das Bunds alemãs a dez anos - "benchmark" para a Zona Euro - alivia 4,9 pontos base para 2,096%.
Por sua vez, os juros das obrigações italianas a dez anos perdem 5,5 pontos base para 3,846%.
Na Península Ibérica, a "yield" da dívida nacional a dez anos subtrai 5,2 pontos base para 2,95%, enquanto os juros das obrigações espanholas com a mesma maturidade perdem 5,4 pontos base para 3,038%.
Fora da região, a "yield" das Gilts britânicas descem 7,3 pontos base para 3,197%.
Os principais índices europeus estão a negociar maioritariamente no vermelho, apontando uma pausa nos fortes ganhos registados no início do ano. O foco dos investidores está no impacto da desaceleração económica nos resultados das empresas.
O índice de referência europeu, Stoxx 600, recua 0,31%, com o setor das telecomunicações, tecnologia e serviços financeiros a registarem as maiores perdas.
As ações europeias estão a beneficiar de um começo de ano positivo, o melhor desde 2015, com os preços do gás a descer, a inflação a abrandar e a reabertura da China. Ainda assim, alguns investidores permanecem relutantes em seguir o "rally".
"O forte 'rally' não é sustentável até porque os ganhos têm sido demasiado rápidos e ainda há muita vulnerabilidade, com as empresas a serem atingidas por menor procura pelos consumidores", afirmou o analista Francisco Simón, do Santander, à Bloomberg.
"Estamos a monitorar a época de resultados, que até agora têm sido melhores que o esperado, sem grandes deceções ou avisos", completou.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax cede 0,24%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,26%, o italiano FTSEMIB recua 0,05% e o espanhol IBEX 35 caiu 0,24%. Em Amesterdão, o AEX regista um decréscimo de 0,56%.
Já o britânico FTSE 100 soma 0,06%.
A taxa Euribor desceu esta quarta-feira a três meses e subiu a seis e a 12 meses, no prazo mais curto para um novo máximo desde janeiro de 2009.
A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno positivo em 06 de junho, avançou hoje para 2,928%, mais 0,006 pontos e um novo máximo desde janeiro de 2009.
A média da Euribor a seis meses subiu de 2,321% em novembro para 2,560% em dezembro.
A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 06 de novembro de 2015 e 3 de junho de 2022).
No prazo de 12 meses, a Euribor também avançou hoje, ao ser fixada em 3,363%, mais 0,010 pontos, contra 3,370% em 11 de janeiro, um máximo desde dezembro de 2008.
Após ter disparado em 12 de abril para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 5 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril.
A média da Euribor a 12 meses avançou de 2,828% em novembro para 3,018% em dezembro.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, desceu hoje, ao ser fixada em 2,458%, menos 0,043 pontos e contra 2,501% na terça-feira, um máximo desde janeiro de 2009.
A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).
A média da Euribor a três meses subiu de 1,825% em novembro para 2,063% em dezembro.
As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro.
Na última reunião de política monetária, em 15 de dezembro, o BCE aumentou em 50 pontos base as taxas de juro diretoras, desacelerando assim o ritmo das subidas em relação às duas registadas anteriormente, que foram de 75 pontos base, respetivamente em 27 de outubro e em 08 de setembro.
Em 21 de julho, o BCE tinha aumentado pela primeira vez em 11 anos, em 50 pontos base, as três taxas de juro diretoras.
As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Lusa
Lusa/Fim
Wall Street arrancou a sessão no vermelho, com os investidores a demonstrarem preocupação sobre o impacto do contexto macroeconómico nas contas das empresas norte-americanas, depois da Microsoft ter reportado uma queda dos lucros entre outubro e dezembro.
O arranque das negociações foi ainda marcado pelo nervosismo em torno de uma possível escalada na guerra da Ucrânia, após Berlim ter aprovado o envio de tanques de fabrico alemã para Kiev. Esta terça-feira, a bolsa de Nova Iorque deu conta de que a volatilidade ontem nas cotações de algumas ações, que levou à sua suspensão, se deveu a um erro manual.
O industrial Dow Jones perde 0,83% para 33.471,75 pontos, enquanto o S&P 500 cai 1,21% para 3.968,47 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite derrapa 1,77% para 11.133,32 pontos.
Durante o dia os investidores vão estar atentos às ações da Microsoft que caem 3,92%. Os lucros GAAP – com a aplicação das normas contabilísticas – caíram 12% para 16,4 mil milhões de dólares, enquanto os lucros não GAAP desceram 7% para 17,4 mil milhões de dólares.
Já a receita registou uma subida homóloga de 2% para 52,75 mil milhões de dólares, um valor que fica em linha com as estimativas dos analistas.
A bolsa de Nova Iorque (na sigla inglesa NYSE) emitiu esta quarta-feira um comunicado onde dá conta que a oscilação indevida das cotações de algumas ações, que levou à suspensão da negociação de alguns títulos esta segunda-feira se deveu a um erro manual.
A raiz do problema – entretanto já resolvido – prende-se com o facto de ter havido uma falha na "configuração de recuperação de desastres" o que teve impacto na cotação de cerca de 84 ações, num total de 1.300 operações.
Os preços do petróleo estavam a negociar em baixa, mas inverteram para terreno positivo depois de os dados o Departamento norte-americano da Energia mostararem que na semana passada o aumento dos stocks de crude foi inferior ao que se esperava.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 1,04% para 80,96 dólares por barril.
Já o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 0,67% para 86,71 dólares
Os inventários de crude dos Estados Unidos aumentaram em 533.000 barris na semana passada, quando o setor apontava para um incremento acima de três milhões.
Depois de subir para máximos de nove meses, o ouro segue a desvalorizar, numa altura em que os investidores continuam a digerir os mais recentes dados sobre a economia nos EUA.
O metal amarelo cai 0,22% para 1.933,06 dólares por onça. Prata, paládio e platina seguem esta tendência negativa.
Os investidores continuam a digerir os dados macroeconómicos de terça-feira, que indicam que a atividade empresarial nos EUA caiu pelo sétimo mês consecutivo, ainda que de forma mais moderada, e que as pressões inflacionistas se mantêm.
O euro valoriza 0,14% para 1,0902 dólares, beneficiando do recuo do seu par - que está a ser pressionado pelos dados da atividade económica nos EUA.
Por sua vez, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a força da nota verde contra 10 divisas rivais, incluindo o euro – cai ligeiramente (-0,06%) para 101,85 pontos.
Os investidores continuam a digerir os dados macroeconómicos de terça-feira, que indicam que a atividade empresarial nos EUA caiu pelo sétimo mês consecutivo, ainda que de forma mais moderada.
No mercado cambial, o grande protagonista é o dólar do Canadá, que cai depois de o banco central do país ter dado sinais de que o ciclo de subida das taxas de juro diretoras pode ter terminado. Esta quarta-feira, o Banco do Canadá subiu as taxas de juro em 25 pontos base para 4,5%.
Assim a moeda canadiana desliza 0,27% para 0,7456 dólares norte-americanos.
Os juros da dívida soberana na Europa negociaram hoje em alta, numa altura em que crescem os sinais de que o Banco Central Europeu deverá aumentar os juros diretores, na próxima semana, em 50 pontos base.
Os juros da dívida portuguesa a 10 anos somaram 1,2 pontos base para 3,014%.
As "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, acompanharam o movimento de subida, mas de forma muito ligeira, a avançarem 0,1 pontos base para 2,145%.
Em Itália e Espanha, também no vencimento a 10 anos, as "yields" subiram 3,4 e 0,9 pontos base, para 3,935% e 3,100%, respetivamente.
As bolsas europeias voltaram a ceder terreno, fazendo uma pausa no "rally" que se estava a observar este ano. Isto numa altura em que os investidores digerem os resultados das cotadas, procurando sinais de que a desaceleração do crescimento económico está a pesar nas contas das empresas.
O Stoxx 600 fechou a ceder 0,29%, para 452,07 pontos, naquela que foi a segunda sessão consecutiva de perdas – o que ainda não tinha acontecido este ano.
O índice de referência europeu esteve a ser pressionado por todos os setores, excetuando o dos recursos naturais e "utilities" (companhias de água, gás e luz).
As cotadas do setor tecnológico estiveram entre as que tiveram pior desempenho, depois de a norte-americana Microsoft ter anunciado que o crescimento das suas receitas na Azure – que armazena os dados da "cloud" – deverá desacelerar no atual trimestre, tendo advertido também para um abrandamento adicional das vendas de software.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax deslizou 0,08%, o francês CAC-40 desvalorizou 0,09%, o italiano FTSE MIB recuou 0,49%, o espanhol IBEX 35 cedeu 0,11% e o britânico FTSE depreciou-se em 0,16%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 0,68%.
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