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Lucros trimestrais da Microsoft caem 12%. Ações deslizam no "after hours"

A receita da gigante tecnológica subiu 2%, impulsionada sobretudo pelo "segmento" da "cloud", mas não foi suficiente para salvar a empresa de um recuo dos lucros.

Satya Nadella é desde 2014 CEO da Microsoft, passando, este ano, a acumular com o cargo de “chairman”.
Fabrizio Bensch/Reuters
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 24 de Janeiro de 2023 às 22:51

Os resultados da Microsoft ficaram em linha com as expectativas dos analistas no segundo trimestre fiscal – terminado a 31 de dezembro –, sustentados pelo segmento de negócio da "cloud", apesar da redução de procura por "software" e "hardware". Ainda assim, estes números não foram suficientes para segurar os lucros. 

 

A Microsoft registou uma receita de 52,75 mil milhões de dólares, uma subida homóloga de 2% e um valor que fica em linha com as estimativas dos analistas, segundo o comunicado enviado pela gigante tecnológica ao mercado. 

 

A receita do segmento da "cloud" contribuiu fortemente para este resultado, ao crescer 22% para 27,1 mil milhões de dólares, "à medida que a nossa oferta continua a gerar valor para os clientes", justifica a empresa liderada por Satya Nadella desde 2014. 

 

Mas foi o segmento da "cloud inteligente" (que inclui o armazenamento de dados na nuvem, através da Azure) que foi a galinha dos ovos de ouro deste trimestre. A faturação da Azure somou 38% para 21,5 mil milhões de dólares, superando a expectativa dos analistas - que apontavam para um crescimento de 37% para 21,4 mil milhões de dólares, segundo os dados compilados pela Refinitiv.

 

Por sua vez, os lucros GAAP – com a aplicação das normas contabilísticas – caíram 12% para 16,4 mil milhões de dólares, enquanto os lucros não GAAP desceram 7% para 17,4 mil milhões de dólares.

O lucro por ação foi de 2,32 dólares, ligeiramente cima dos 2,30 dólares apontados pelo consenso analistas, citado pela Bloomberg. 

 

O lucro diluído por ação foi de 2,20 dólares, sob o regime de contabilidade GAAP, e de 2,32 dólares por ação em regime não-GAAP, com quedas de 11% e 6%, respetivamente.

 

"Num mundo que enfrenta desafios crescentes, a tecnologia digital é o melhor impulsionador", defendeu Satya Nadella na nota. "Neste contexto, estamos focados em ajudar nossos clientes a fazer mais com menos, enquanto investimos em áreas de crescimento e gerimos a nossa estrutura de custos com disciplina", rematou o CEO da gigante tecnológica.

 

Como parte desta disciplina de custos, a empresa anunciou o despedimento de até 3.200 trabalhadores.

Perante estes resultados, as ações da Microsoft cedem 0,22% para 252 dólares no "after hours",  ou seja, já depois do horário regular de negociação da bolsa. 

 

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