LVMH dá boleia ao Stoxx 600 para máximos de dois anos. Petróleo em alta
Petróleo desliza mas caminha para maior ganho semanal desde outubro
Juros aliviam na Zona Euro
Ouro na linha d'água. Euro perde face ao dólar
Maior subida em dois anos da LVMH anima Europa
"Earnings season" deixa Wall Street com dúvidas. Intel cai mais de 11%
Ouro em baixa. Atenções viram-se para encontro da Fed
Indicador da inflação em linha com o esperado penaliza dólar
Petróleo mantém ganhos e caminha para saldo positivo na semana
Juros agravam-se ligeiramente na Zona Euro
LVMH dá boleia ao Stoxx 600 para máximos de dois anos
- Europa na linha d'água após BCE e Ásia fecha mista
- Petróleo desliza mas caminha para maior ganho semanal desde outubro
- Juros aliviam na Zona Euro
- Ouro na linha d'água. Euro perde face ao dólar
- Maior subida em dois anos da LVMH anima Europa
- "Earnings season" deixa Wall Street com dúvidas. Intel cai mais de 11%
- Ouro em baixa. Atenções viram-se para encontro da Fed
- Indicador da inflação em linha com o esperado penaliza dólar
- Petróleo mantém ganhos e caminha para saldo positivo na semana
- Juros agravam-se ligeiramente na Zona Euro
- LVMH dá boleia ao Stoxx 600 para máximos de dois anos
As bolsas europeias apontam para um arranque inalterado, um dia após o Banco Central Europeu (BCE) ter mantido os juros inalterados e ter dito que o consenso da autoridade monetária é de que "é prematuro discutir cortes de juros".
Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 apontam para um início de sessão na linha d'água.
Na Ásia, a sessão encerrou mista, num dia em que os investidores mostraram um menor otimismo quanto às medidas adotadas por Pequim para impulsionar a economia. Na quarta-feira, o banco central chinês sinalizou planos mais alargados para levar mais liquidez a setores de importância nacional. Isto após ter baixado o rácio de reservas que os bancos são obrigados a manter.
Mas isso não foi suficiente para impulsionar fortes ganhos.
O Hang Seng, em Hong Kong, cedeu 1,61% e o Shanghai Composite somou 0,14%, após três dias consecutivos com o maior "rally" desde 2022.
Os índices perdem após a Morgan Stanley ter baixado o "target" para os principais índices chineses, justificando que as dificuldades do país com a dívida, a demografia e a deflação estão entre os obstáculos à valorização em bolsa.
No Japão, o Topix deslizou 1,35% e o Nikkei perdeu 1,34%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,33%.
Os investidores aguardam hoje pelo indicador de inflação PCE nos Estados Unidos, que é visto como o indicador favorito da Reserva Federal (Fed) norte-americana relativamente à evolução dos preços. A expectativa é de que este permita obter pistas sobre os próximos passos do banco central, que tem encontro marcado na próxima semana.
Os preços do petróleo estão a descer, corrigindo a forte subida registada na quinta-feira.
O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cede 0,83% para 76,72 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, recua 0,57% para 81,96 dólares por barril. Apesar da perda registada a esta hora, o "ouro negro" está a caminho de fechar a maior ganho semanal desde meados de outubro do ano passado. Tanto o WTI como o Brent acumulam ganhos de mais de 4%. Os preços do petróleo beneficiaram da continuação das tensões geopolíticas, no Médio Oriente e entre a Rússia e Ucrânia, assim como da queda das reservas de crude nos Estados Unidos e as perspetivas de novos estímulos na China, o maior importador de petróleo no mundo. Os stocks norte-americanos diminuíram em 9,2 milhões de barris na semana passada, superando em muito os 2,2 milhões estimados pelos analistas entrevistados pela Reuters. E isto animou o sentimento. Mas, ainda assim, as perspetivas de que o fornecimento de petróleo por países exteriores à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vai continuar robusta continuam um foco de atenção.
Apesar da perda registada a esta hora, o "ouro negro" está a caminho de fechar a maior ganho semanal desde meados de outubro do ano passado. Tanto o WTI como o Brent acumulam ganhos de mais de 4%.
Os preços do petróleo beneficiaram da continuação das tensões geopolíticas, no Médio Oriente e entre a Rússia e Ucrânia, assim como da queda das reservas de crude nos Estados Unidos e as perspetivas de novos estímulos na China, o maior importador de petróleo no mundo.
Os stocks norte-americanos diminuíram em 9,2 milhões de barris na semana passada, superando em muito os 2,2 milhões estimados pelos analistas entrevistados pela Reuters. E isto animou o sentimento. Mas, ainda assim, as perspetivas de que o fornecimento de petróleo por países exteriores à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vai continuar robusta continuam um foco de atenção.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estão a aliviar, o que sinaliza uma maior aposta dos investidores nas obrigações. Isto um dia após a presidente do BCE, Christine Lagarde, ter dito que "o consenso" dos decisores de política monetária é que é cedo para debater cortes dos juros.
Já na semana passada Lagarde tinha atirado o "timing" da descida dos juros para o verão.
A "yield" da dívida pública portuguesa com maturidade a dez anos alivia 1,7 pontos base para 3,076% e a das Bunds alemãs com o mesmo prazo descem 1 ponto para 2,277%.
A rendibilidade da dívida espanhola cede 1,9 pontos base para 3,173%, a da dívida italiana recua 2,3 pontos para 3,794% e a da dívida francesa alivia 1,5 pontos para 2,762%.
Fora da Zona Euro, os juros da dívida britânica descem 1 ponto base para 3,967%.
Os preços do ouro está a negociar praticamente inalterados, num dia em que os investidores aguardam pela divulgação de um indicador da inflação nos Estados Unidos.
O ouro valoriza 0,01% para 2.021,09 dólares por onça. Noutros metais, o paládio perde 1,05% para 933,36 dólares e a platina recua 0,22% para 895,77 dólares. Depois de ontem ter sido conhecido que a economia norte-americana cresceu mais do que o esperado no quarto trimestre de 2023 (3,3%), o foco está no indicador PCE, que permite medir a inflação na ótica da despesa dos consumidores, relativo a dezembro. O crescimento acima do esperado da economia dos EUA dá margem à Fed para manter a política monetária restritiva durante mais tempo, uma vez que esta continua a dar sinais de resiliência. E essa perspetiva está a dar força ligeira ao dólar, o que também penaliza o ouro que, por ser cotado na nota verde, se torna menos atrativo para quem negoceia com outras moedas. O dólar ganha face ao euro, com a moeda única europeia a perder 0,07% para 1,0838 dólares. Isto um dia após o Banco Central Europeu ter dito que
Depois de ontem ter sido conhecido que a economia norte-americana cresceu mais do que o esperado no quarto trimestre de 2023 (3,3%), o foco está no indicador PCE, que permite medir a inflação na ótica da despesa dos consumidores, relativo a dezembro.
O crescimento acima do esperado da economia dos EUA dá margem à Fed para manter a política monetária restritiva durante mais tempo, uma vez que esta continua a dar sinais de resiliência. E essa perspetiva está a dar força ligeira ao dólar, o que também penaliza o ouro que, por ser cotado na nota verde, se torna menos atrativo para quem negoceia com outras moedas.
A divisa norte-americana está também a valorizar face ao iene (0,1%) e a perder perante o franco suíço (-0,14%).
As bolsas europeias abriram maioritariamente com ganhos, impulsionadas pelos resultados da gigante de luxo LVMH.
O Stoxx 600, referência para a região, valoriza 0,59% para 481,33 pontos. Os setores dos bens para casa e do petróleo & gás são os que mais ganham no índice: 3,23% e 1,19%, respetivamente. Já o da tecnologia é o que mais cede (-1,5%).
Entre as principais movimentações, a LVMH sobe 8,07% para 740,6 euros, depois de no arranque da sessão ter chegado a valorizar mais de 9%, tratando-se da maior subida desde março de 2022. A alimentar os ganhos está um aumento das receitas de 10% no quarto trimestre de 2023. Na comunicação aos investidores, ao final do dia de quinta-feira, Bernard Arnault, CEO da LVMH, disse ainda estar "muito confiante" para este ano. Os resultados superaram as estimativas dos analistas inquiridos pela Bloomberg e mostraram que o consumo no setor de luxo mantém a resiliência, apesar do cenário económico. A reboque da LVMH, também a Christian Dior, a Moncler e a Richemont começaram o dia a ganhar (8,61%, 4,86% e 4,05%, respetivamente).
Na comunicação aos investidores, ao final do dia de quinta-feira, Bernard Arnault, CEO da LVMH, disse ainda estar "muito confiante" para este ano.
Os resultados superaram as estimativas dos analistas inquiridos pela Bloomberg e mostraram que o consumo no setor de luxo mantém a resiliência, apesar do cenário económico.
A reboque da LVMH, também a Christian Dior, a Moncler e a Richemont começaram o dia a ganhar (8,61%, 4,86% e 4,05%, respetivamente).
Nas principais praças europeias, o alemão Dax30 perde 0,12%, o espanhol Ibex 35 soma 0,39%, o britânico FTSE 100 valoriza 0,92%, o italiano FTSE Mib avança 0,23% e o AEX, em Amesterdão, desliza 0,14%.
O francês CAC-40 regista a maior subida, a ganhar 1,47%, à boleia do desempenho da LVMH.
Após cinco sessões consecutivas em que o índice de referência mundial, S&P 500, renovou máximos de fecho, os principais índices em Wall Street abriram esta sexta-feira sem tendência definida.
O índice de referência mundial, S&P 500, cede 0,01% para 4.893,89 pontos. Já o industrial Dow Jones soma 0,12% para 38.094,41 pontos, acima dos 38 mil pontos. Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite recua 0,14% para 15.488,29 pontos.
Os investidores avaliam uma leitura da inflação, na ótica da despesa dos consumidores, que é medido através do índice de preços com gastos no consumo pessoal, ou PCE, que subiu 0,2% em dezembro em termos mensais e manteve-se inalterado nos 2,6% em termos homólogos. Ambos os números ficaram em linha com o esperado.
O indicador PCE é considerado pelos analistas como um dos indicadores favoritos da Reserva Federal (Fed) norte-americana para avaliar a evolução dos preços.
A penalizar o sentimento dos investidores estiveram as contas da Intel. Apesar de a empresa ter superado as expectativas do mercado para o quarto trimestre, tanto nos lucros como nas receitas, as perspetivas para 2024 ficaram abaixo do esperado.
A fabricante de chips norte-americana alertou que as receitas do primeiro trimestre do ano podem ficar dois mil milhões de dólares abaixo do perspetivado. A empresa tomba 11,35% para 43,93 dólares.
As perspetivas para o presente ano da Intel, juntamente com a Tesla, poderão estar a levantar preocupações relativamente às avaliações em bolsa das "megacaps" (empresas com uma elevada capitalização bolsista).
Cinco das "magnificent seven" - Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet e Meta - apresentam os resultados de 2023 na próxima semana.
A Tesla, por sua vez, valoriza 2,06%, depois de ontem ter mergulhado mais de 12% para mínimos de maio, penalizada pelo "guidance" para 2024.
O ouro está a negociar ligeiramente em baixa, numa altura em que os investidores mudam o foco das atenções para a reunião de política monetária da Reserva Federal norte-americana que se realiza na próxima terça e quarta-feira.
O ouro cede 0,11% para 2.018,61 dólares por onça.
"Estamos a ver alguma consolidação [dos preços do ouro], dado que as atuais expectativas de cortes das taxas de juro não são as que o mercado esperava", afirmou à Reuters David Meger, diretor de "trading" de metais da High Ridge Futures.
"Mas a ideia subjacente de que as taxas de juro vão descer em 2024 continua a sustentar o ouro", completou.
Taxas de juro mais baixas são positivas para o metal precioso, uma vez que o ouro não rende juros.
O dólar está a desvalorizar esta sexta-feira, depois de os números do índice de despesas pessoais nos EUA (PCE), um dos indicadoress preferidos da Fed para avaliar a inflação, terem mostrado uma ligeira subida mensal em dezembro.
No entanto, em termos homólogos, apontam para uma continuação do abrandamento dos preços, o que deverá manter a Reserva Federal a caminho de cortes de juros sensivelmente a meio do ano.
O dólar recua 0,13% para 0,9208 euros, ao passo que o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" contra 10 divisas rivais - cede 0,17% para 103,401 pontos.
O mercado está agora a apontar para que o primeiro corte dos juros de referência aconteça em maio, atribuindo-lhe uma probabilidade de 91%, e são perspetivadas cinco reduções de juros este ano - de 25 pontos base cada uma.
Os preços do "ouro negro" seguem a ganhar terreno nos principais mercados internacionais, ainda animados pela queda das reservas norte-americanas de crude e pelos estímulos económicos na China.
O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, soma 0,23% para 77,54 dólares por barril.
Já em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a ganhar 0,32% para 82,69 dólares por barril.
Apesar de as cotações estarem hoje com ganhos mais ligeiros, o crude caminha para a segunda semana consecutiva de ganhos.
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro estiveram maioritariamente a agravar-se esta sexta-feira, embora de forma muito ténue, o que denota uma maior aposta dos investidores nos ativos de risco, como as ações.
Os responsáveis do Banco Central Europeu foram rápidos, depois da reunião de política monetária de quinta-feira, a acalmar os ânimos face ao entusiasmo do mercado de que os esperados cortes das taxas de juro podiam acontecer mais cedo.
Martin Kazaks, governador do banco central da Letónia, foi um dos últimos a reiterar que é ainda cedo para se discutir cortes das taxas de juro diretoras.
Os juros da dívida portuguesa a dez anos somaram 0,3 pontos base para 3,097% e os da dívida espanhola avançaram 0,5 pontos para 3,195%.
Já a "yield" das Bunds alemãs com maturidade a dez anos, referência para a região, agravou-se 0,9 pontos base para 2,296%.
Os juros da dívida italiana decresceram 0,3 pontos para 3,814% e os da dívida francesa somaram 0,8 pontos para 2,785%.
Fora da Zona Euro, a rendibilidade da dívida britânica aliviou 1,8 pontos base para 3,959%.
Os principais índices europeus aplaudiram os resultados da LVMH, uma das cotadas mais valiosas da Europa, e pintaram-se de verde na derradeira sessão da semana.
O índice de referência europeu, Stoxx 600, ganhou 1,11% para 483,84 pontos, o valor mais elevado desde janeiro de 2022, e registou a melhor semana desde novembro, ao valorizar 3,11%.
O setor de artigos para o lar (5,25%) foi o que mais pulou, seguido pelo setor alimentar (2,45%) e pelo do automóvel (1,48%). Em sentido contrário estiveram apenas dois segmentos, o das "utilities" (água, luz, gás), que desceu 0,78%, e o da tecnologia - que perdeu 0,82%.
Entre as principais movimentações, a LVMH escalou 12,8% para 773,1 euros, no dia em que divulgou um aumento das receitas de 10% no quarto trimestre de 2023, derivado de uma procura resiliente, incluindo do mercado chinês.
Na comunicação aos investidores, ao final desta quinta-feira, Bernard Arnault, CEO da LVMH, disse ainda estar "muito confiante" para este ano.
Por sua vez, a marca de bebidas alcoólicas Remy Cointreau escalou 15,2%, depois de a empresa ter revelado que registou uma queda menor do que o esperado nas vendas no terceiro trimestre fiscal.
"Os mercados vão estar em 'no-man's land' até existirem desenvolvimentos nos tão aguardados cortes das taxas de juro", defende à Bloomberg Ricardo Gil, responsável da Trea Asset Management.
"Ainda temos alguns meses antes que isso aconteça e os dados macroeconómicos e a forma como as empresas estão a lidar com as margens também vão ser pontos chave", completou.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax somou 0,32 %, o francês CAC-40 pulou 2,28%, o italiano FTSEMIB ganhou 0,73%, o britânico FTSE 100 subiu 1,4% e o espanhol IBEX 35 avançou 0,2%. Em Amesterdão, o AEX registou um acréscimo de 0,35%.
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