Ao minuto26.12.2025

Metais preciosos renovam máximos. Platina encaminha-se para melhor semana de sempre

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.
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Negócios 26 de Dezembro de 2025 às 16:37
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26.12.2025

Dólar em recuperação do abalo da Fed. Iene em queda com intervenção no radar

Tatan Syuflana / AP

O dólar norte-americano está a recuperar das quedas mais recentes, provocadas por um aumento das expectativas dos investidores em torno do número de cortes que a Reserva Federal (Fed) dos EUA poderá fazer nas taxas de juro em 2026. A sessão desta sexta-feira está a ser marcada por um volume de negociação inferior ao habitual, num dia em que as bolsas europeias estão fechadas e os "traders" aproveitam a pausa natalícia. 

A esta hora, o euro recua 0,11% para 1,1771 dólares, enquanto a libra cede 0,21% para 1,3493 dólares. Já o iene acelera 0,46% para 156,54 dólares, com os investidores atentos a uma possível intervenção por parte do Banco do Japão para dar força à divisa nipónica - que tem estado sobre pressão por causa do pacote de estímulos económicos apresentado pela primeira-ministra do país, Sanae Takaichi. 

A autoridade monetária do Japão continua a mostrar-se disponível para aumentar as taxas de juro, numa altura em que a inflação subjacente (que exclui os produtos de maior volatilidade de preços) de Tóquio - vista como um indicador fidedigno do cenário nacional - está em desaceleração, mas continua acima da meta de 2% do banco central.

Nos EUA, a Fed tem a tarefa de equilibrar um mercado laboral enfraquecido com uma inflação que continua bastante acima do objetivo de 2%. Com uma economia resiliente, os investidores antecipam agora que o banco central avance com dois ou três cortes de 25 pontos base nas taxas de juro em 2026 - com o primeiro a poder chegar já em março deste ano. 

26.12.2025

Metais preciosos renovam máximos. Platina encaminha-se para melhor semana de sempre

Michael Probst / AP

O mercado dos metais preciosos está ao rubro esta sexta-feira. Tanto o ouro como a platina e a prata renovaram máximos históricos, impulsionados por expectativas de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana continue a cortar nas taxas de juro em 2026 e também por um aumento das tensões geopolíticas a nível global. 

A esta hora, o ouro avança 1,49% para 4.546 dólares por onça, renovando os máximos históricos atingidos esta manhã, enquanto a prata dispara 5,82% e ultrapassa os 76 dólares por onça. Desde o arranque do ano, este último metal precioso já valorizou mais de 160% - um "rally" que se deve, em grande parte, à escassez da matéria-prima no mercado internacional, bem como à designação do mesmo como um mineral crítico por parte dos EUA. 

Por sua vez, a platina acelera mais de 9% para 2.462,15 dólares por onça, fixando também um novo recorde. O metal precioso prepara-se mesmo para fechar a sua melhor semana de sempre, beneficiando da "marcha-atrás" feita pela União Europeia (UE) em relação ao fim dos veículos movidos a motores de combustão a partir de 2035. A platina é usada nos conversores catalíticos dos carros, que permite reduzir as emissões em veículos a diesel e híbridos. 

As grandes movimentações registadas esta sexta-feira podem ainda explicar-se por um volume de negociação reduzido, devido à celebração do "boxing day" na Europa e à pausa natalícia. "As expectativas de uma maior flexibilização da política monetária da Reserva Federal em 2026, um dólar fraco e o aumento das tensões geopolíticas estão a impulsionar a volatilidade em mercados pouco liquidos", explica Peter Grant, vice-presidente e estratega sénior de metais da Zaner Metals, à Reuters. 

26.12.2025

Petróleo ignora tensões geopolíticas e cai mais de 1%

Rick Bowmer/AP

O barril de petróleo está a desvalorizar no mercado internacional, com as previsões de um excedente em 2026 a continuarem a eclipsar as tensões geopolíticos mundiais. Numa sessão de volumes reduzidos, os investidores estão a reagir ao ataque norte-americano na Nigéria contra militantes do Estado Islâmico, bem como ao aumento da pressão económica na Venezuela por parte de Washington. 

Estes desenvolvimentos ainda deram algum fôlego aos preços do crude durante a manhã, mas o impulso rapidamente esmoreceu e o petróleo negoceia agora em sentido contrário. A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI)  - de referência para os EUA – recua 1,06%, para os 57,73 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 1,14% para os 61,53 dólares por barril.

Na quinta-feira, dia de Natal, a . Donald Trump, Presidente dos EUA, não deu mais informações sobre como foi a ofensiva levada a cabo e quais os seus efeitos, mas o republicano ameaçou que as forças norte-americanas poderão atacar novamente, caso a organização, como diz, continue a matar cristãos no país. 

"Os ataques ordenados por Trump têm como alvo o Estado Islâmico e não afetam nenhum oleoduto ou terminal petrolífero nigeriano", explica June Goh, analista sénior do mercado petrolífero da Sparta Commodities, à Reuters. A maioria da infraestrutura energética do país está localizada no sul da Nigéria. 

Ainda no campo geopolítico, Washington ordenou às suas forças militares que continuem a focar-se numa "quarentena" do crude venezuelano, pelo menos por mais dois meses, de acordo com o que uma fonte da administração de Trump contou à Reuters. "Embora ainda existam opções militares, o foco passa por primeiro usar pressão económica, aplicando sanções para alcançar o resultado que a Casa Branca deseja", explicou a mesma fonte. 

Os dois principais contratos de crude encaminham-se para fechar 2025 com o pior saldo em cinco anos, quando a pandemia da covid-19 afundou os preços do petróleo. A menos de uma semana de terminar o ano, o WTI conta com um saldo negativo de 19%, enquanto o Brent já desvalorizou 17%. 

26.12.2025

Wall Street retorna da pausa de Natal em alta. S&P 500 em novos máximos

Ndz / Star Max / IPx

Os principais índices norte-americanos estão a negociar em território positivo, num dia em que as bolsas europeias estão fechadas devido à . Na quarta-feira, tanto o S&P 500 como o Dow Jones atingiram novos máximos históricos, impulsionados pelos habituais ganhos de final de ano - um fenómeno apelidado de "rally" do Pai Natal. 

Já na sessão desta sexta-feira, o S&P 500 avança 0,18% para 6.944,73 pontos - um novo máximo -, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite acelera 0,20% para 23.659,95 pontos e o industrial Dow Jones ganha 0,05% para 48.752,93 pontos. Apesar de algumas oscilações, os três índices têm conseguido afastar os receios de uma bolha na inteligência artificial (IA), que levou a um "sell-off" nas ações no arranque de dezembro. 

Os sinais de uma economia mais resiliente do que antecipado nos EUA, aliados a uma Reserva Federal (Fed) a mostrar-se pronta para continuar o corte nas taxas de juro, têm dado gás a um "rally" de recuperação nos títulos norte-americanos e impulsionado os principais índices do país a novos máximos. O S&P500, o Nasdaq Composite e o Dow Jones encaminham-se para fechar o ano com saldos positivos. 

"2026 provavelmente será um ano decisivo para os mercados. As empresas devem apresentar ganhos tangíveis em produtividade e margens com investimentos em IA e outras áreas", antecipa Brian Jacobsen, economista-chefe da Annex Wealth Management, à Reuters. Os analistas veem o S&P 500 a valorizar mais de 15% no próximo ano, de acordo com dados compilados pelo LSEG. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Micron Technology continua a ganhar, acelerando 0,10% esta sessão e elevando a sua valorização anual para 227%. Os bons resultados trimestrais da empresa foram um dos responsáveis para devolver o entusiasmo dos investidores em torno da IA, depois de a Oracle e a Broadcom terem introduzido bastante turbulência nos mercados. 

Já a Biohaven valoriza 0,42%, apesar de ter chegado a afundar 13% no "pre-market", depois de o medicamento experimental para a depressão da empresa não ter atingido o objetivo principal de um teste clínico, somando-se a uma série de contratempos para a empresa este ano.

26.12.2025

Dólar ensaia recuperação em semana de perdas

Tatan Syuflana / AP

O dólar está a negociar com alguma recuperação na manhã desta sexta-feira, depois de ter descido 0,7% no acumulado da semana perante as expectativas dos investidores de que a Reserva Federal (Fed) dos EUA deverá proceder a novos cortes da taxa de juro diretora em 2026.

A queda acumulada do dólar acontece numa semana de recordes para os metais preciosos, que tipicamente negoceiam em sentidos opostos: um dólar mais fraco potencia a valorização do ouro, prato e outras matérias-primas, pois torna a sua negociação mais acessível para investidores de outros países.

O índice do dólar americano (DXY) da Bloomberg, que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, avança 0,10% para os 98.0760 pontos.

A esta hora, o euro segue a desvalorizar 0,12% para 1,1770 dólares e a libra também segue a recuar 0,27% para 1,3485 dólares. O dólar também avança 0,41% para 0,7898 francos suíços. O dólar também valoriza 0,39% face à divisa japonesa, para 156,4300 ienes.

Já noutros pares de câmbio, o euro avança 0,08% para 0,8728 libras e avança 0,19% para 184,12 ienes.

26.12.2025

Ouro, prata e platina renovam máximos históricos

Uli Deck/AP

O ouro e a prata seguem a negociar em alta esta manhã, depois de ambos os metais preciosos terem renovado máximos históricos, impulsionados pelo aumento da procura enquanto ativo-refúgio e por expectativas de cortes nas taxas diretoras da Reserva Federal ao longo do próximo ano.

Nesta linha, o metal amarelo avança agora 0,81%, para os 4.515,730 dólares por onça, depois de ter chegado a subir para os 4.531,040 dólares por onça na sessão desta sexta-feira.

A prata, por sua vez, valoriza 4,01%, para os 74,754 dólares por onça. Tal como o ouro, o metal branco tocou hoje novos máximos nos 75,152 dólares por onça.

Os metais preciosos seguem apoiados por expectativas de cortes prolongados nas taxas de juro dos EUA, um dólar mais fraco e um aumento dos riscos geopolíticos.

“Olhando para o primeiro semestre de 2026, o ouro poderá atingir o nível dos cinco mil dólares, enquanto a prata tem potencial para atingir cerca de 90 dólares”, disse à Reuters Kelvin Wong, da Oanda.

Desde o início do ano, a prata já ganhou cerca de 158%, superando os ganhos de quase 72% do ouro.

Noutros metais, a platina pula 5,46%, para os 2.381,500 dólares por onça, após ter atingido um novo recorde nos 2.458,970.

Todos os metais preciosos estão a caminho de ganhos semanais, com a platina a registar mesmo o seu maior aumento semanal de sempre.

26.12.2025

Petróleo avança com "traders" a avaliar riscos geopolíticos

AP / Eric Gay

Os preços do petróleo negoceiam com ganhos contidos nesta sexta-feira, à medida que os “traders” seguem a avaliar o aumento das tensões entre os EUA e a Venezuela, assim como os desenvolvimentos em torno de um contra militantes do Estado Islâmico. Tanto a Venezuela como a Nigéria são grandes produtores de petróleo.

O WTI - de referência para os EUA – avança 0,33%, para os 58,53 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,16% para os 62,34 dólares por barril.

“Devido ao encerramento do feriado de Natal, a atividade do mercado no final do ano permaneceu relativamente moderada”, disse à Reuters Tong Chuan, analista da Galaxy Futures. “As perturbações do lado da oferta tornaram-se o principal motor dos preços do petróleo”, acrescentou o especialista.

E apesar das subidas registadas nesta manhã, os preços do petróleo estão a caminho da maior queda anual desde 2020. Os preços do Brent e do WTI estão a cair cerca de 16% e 18%, respetivamente, este ano. A confirmar-se, serão as quedas mais acentuadas desde a pandemia da Covid-19, com um esperado excedente da oferta para o próximo ano a continuar a pressionar o crude.

26.12.2025

Ásia fecha em alta com impulso das tecnológicas. Samsung pula mais de 5%

AP/Ahn Young-joon

Os principais índices asiáticos fecharam com ganhos em toda a linha, seguindo a tendência registada pelos mercados nos últimos dias, à medida que os investidores mostram um maior apetite pelo risco nas últimas sessões do ano, impulsionados pelo otimismo em relação ao crescimento económico a nível global e por expectativas de melhorias nos resultados das cotadas.

Pelo Japão, o Nikkei subiu 0,68% e o Topix ganhou 0,15%. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial - avançou 0,51% e o índice de referência de Taiwan pulou 0,65%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong esteve fechado e o Shanghai Composite ganhou 0,10%.

As ações relacionadas com a inteligência artificial foram as grandes responsáveis pelos ganhos registados na sessão de hoje, num dia em que a Samsung (+5,31%), a Disco Corp (+2,41%) e o SoftBank Group (+1,80%) estiveram entre as cotadas que mais impulsionaram os índices.

Além disso, pelo Japão, a ligeira desvalorização do iene em relação ao dólar registada nesta sexta-feira deu força às ações das empresas exportadoras. “Embora tenha havido preocupações relacionadas com a IA no início deste mês, elas parecem ter sido assimiladas pelo mercado”, disse à Bloomberg Tetsuo Seshimo, da Saison Asset Management.

Assim, os investidores parecem estar otimistas em relação à época conhecida como “rally” do Pai Natal, mesmo com o entusiasmo em relação à inteligência artificial e à trajetória das taxas de juros da Reserva Federal a parecer abrandar. Tradicionalmente, o “rally” do Pai Natal ocorre nas últimas cinco sessões de negociação do ano e nas duas primeiras do ano novo.

26.12.2025

Prata ultrapassa os 75 dólares por onça pela primeira vez

Sven Hoppe / picture-alliance / dpa / AP Images

A prata ultrapassou esta sexta-feira pela primeira vez a marca simbólica de 75 dólares por onça, num contexto em que metais preciosos e industriais atingem níveis sem precedentes neste final de ano, impulsionados pela incerteza económica e geopolítica.

A prata atingiu um pico de 75,1515 dólares por onça (31,1 g). O ouro também atingiu um pico de 4531,04 dólares por onça.

Desde janeiro, o ouro subiu quase 70% e a prata mais de 150%, desempenhos anuais sem precedentes desde 1979.

Estes metais são considerados valores refúgio, ou seja, ativos seguros a longo prazo, comprados principalmente por bancos centrais ou particulares para garantir posições em períodos de incerteza.

O ouro e a prata estão a aproveitar o risco geopolítico entre os Estados Unidos e a Venezuela, sublinhado pela decisão de Washington de mobilizar nas últimas semanas um importante dispositivo militar nas Caraíbas, implementando um bloqueio naval contra Caracas, que acusa de financiar o "narcoterrorismo".

O dólar e as obrigações do Tesouro norte-americano, normalmente valores refúgio concorrentes dos metais preciosos, perderam, por outro lado, este ano a sua atratividade.

A incerteza relacionada com a Presidência de Donald Trump contribuiu em grande medida para este enfraquecimento, reforçado recentemente pela perspetiva de novas descidas das taxas de juro da Reserva Federal americana (Fed, banco central), que tornam o dólar menos interessante.

Os investidores estão ainda preocupados com a dívida pública dos grandes países e com uma eventual bolha no setor da inteligência artificial.

Todas essas incertezas fazem subir o preço do ouro e da prata, mas também de outros metais, como a platina, e muitos consideram sensato diversificar as carteiras, observa John Plassard, analista da Cité Gestion Private Bank, citado pela AFP. "O metal volta a ser um seguro, em vez de um simples ativo especulativo", acrescentou.

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