Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e juros sobem enquanto euro desce à espera de Powell

Abertura dos mercados: Bolsas e juros sobem enquanto euro desce à espera de Powell

As bolsas europeias seguem com ganhos, num dia em que os olhos estão todos focados em Jackson Hole, à espera do discurso de Jerome Powell.
Abertura dos mercados: Bolsas e juros sobem enquanto euro desce à espera de Powell
Reuters
Sara Antunes 23 de agosto de 2019 às 09:34

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,13% para 4.850,92 pontos

Stoxx 600 ganha 0,36% para 375,64 pontos

Nikkei valorizou 0,4% para 20.710,91 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 3 pontos base para 0,194%

Euro recua 0,08% para 1,1071 dólares

Petróleo em Londres avança 0,15% para 60,01 dólares o barril

 

Bolsas europeias sobem pela primeira vez em quatro semanas

As bolsas europeias seguem em alta nesta última sessão, preparando-se mesmo para fecharem com um saldo positivo na semana, o que já não acontecia há quatro semanas.

 

A contribuir para este desempenho estiveram indicadores económicos divulgados durante a semana, a disponibilidade da Alemanha em aumentar a despesa pública para sustentar a economia, mas também as notícias de fusões e aquisições. Hoje, os investidores aguardam com expectativa as palavras do presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, que serão proferidas esta sexta-feira em Jackson Hole.

 

O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a ganhar 0,36% para 375,64 pontos esta sexta-feira, 23 de agosto, num arranque de sessão em que o grande destaque nas bolsas europeias é a Entertainment One, dona de séries infantis como a Porquinha Pepa e os PJMasks, depois de ter sido anunciado que a Hasbro vai comprar a empresa, num negócio de cerca de quatro mil milhões de dólares. A contrapartida oferecida é de 5,6 libras, o que correspondia a um prémio de 26% face ao valor de fecho das ações na última sessão. Os títulos da cotada estão a disparar 30% para 5,765 libras.

 

Na bolsa nacional, o arranque de sessão ainda foi positivo, mas o PSI-20 segue já com uma queda de 0,13% para 4.850,92 pontos.

 

Juros sobem com acalmia nos mercados

As taxas de juro implícitas na dívida soberana estão a subir, numa altura em que impera alguma acalmia entre os investidores. A "yield" associada à dívida portuguesa a 10 anos está a subir 3 pontos base para 0,194%, enquanto a taxa alemã está a avançar 2,2 pontos para -0,627%.

 

Já a taxa associada à dívida italiana a 10 anos está a aumentar 4,5 pontos para 1,346%, numa altura em que o país vive uma crise política, com a coligação entre a Liga e o 5 Estrelas a quebrar. Os investidores aguardam agora por desenvolvimentos, estando atualmente tudo em aberto, nomeadamente, uma nova coligação entre o 5 Estrelas e a Liga.

 

Euro recua

O Banco Central Europeu (BCE) deverá avançar com várias medidas de forma a ajudar a economia da Zona Euro. Esta é, pelo menos, a expectativa gerada pela divulgação das atas da última reunião do banco central. Por outro lado, na Reserva Federal (Fed) as decisões parecem menos certas, com uma grande divisão entre os membros.


Esta sexta-feira, as palavras de Powell poderão ajudar os investidores a traçarem cenários.

 

Ainda assim, num contexto em que na Zona Euro é certo que vão avançar medidas e em que a incerteza nos EUA é grande, a moeda única europeia desvaloriza, já que mais estímulos implicam juros baixos por mais tempo. O euro recua 0,08% para 1,1071 dólares.

 

Petróleo sobe mais de 2% na semana

O balanço da semana está a ser de ganhos, superiores a 2%, para o petróleo, num período em que os receios sobre a guerra comercial entre os EUA e a China diminuíram e em que foram publicados indicadores económicos que abrandam os receios de recessão económica.


Este contexto está a contribuir para a subida dos preços do petróleo, com o barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, a apreciar 0,15% para 60,01 dólares, elevado para 2,34% o ganho semanal.

 

Ouro recua
O metal precioso está a descer 0,16% para 1.495,71 dólares, a refletir a redução dos receios e a postura menos defensiva assumida pelos investidores.




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