Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas europeias sem rumo, juros em mínimos e ouro em baixa

Abertura dos mercados: Bolsas europeias sem rumo, juros em mínimos e ouro em baixa

As bolsas europeias estão sem rumo na sessão de hoje enquanto os juros continuam em mínimos. O ouro está em queda por causa da força do dólar.
Abertura dos mercados: Bolsas europeias sem rumo, juros em mínimos e ouro em baixa
Reuters
Os mercados em números
PSI-20 desvaloriza 0,57% para 5.111,46 pontos
Stoxx 600 sobe 0,1% para os 377,06 pontos
Nikkei valorizou 0,37% para 21.260,14 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,7 pontos base para 0,917%
Euro desce 0,05% para 1,1187 dólares
Petróleo em Londres inalterado nos 70,12 dólares por barril

Bolsas europeias sem rumo definido
Os partidos europeístas garantiram dois terços dos deputados do Parlamento Europeu nas eleições deste fim de semana, o que está a acalmar os investidores que temiam uma subida mais forte dos movimentos eurocéticos. Ainda assim, as bolsas europeias estão mistas esta terça-feira, 28 de maio.

Beneficiando da subida do setor automóvel, o Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, valoriza 0,1% para os 377,06 pontos, acumulando três subidas consecutivas. Contudo, o índice já esteve a desvalorizar na sessão de hoje. 

A pressionar as bolsas poderá estar um sinal negativo que chegou da China. O Governo chinês assumiu o controlo de um pequeno banco por "sério" risco de crédito, o que pode levantar o véu de uma situação mais problemática na banca chinesa. 

Além disso, o mercado procura novos catalisadores depois das tensões comerciais entre Estados Unidos e China que marcaram as últimas semanas. Hoje, voltam à negociação as bolsas norte-americanas e britânica, depois da comemoração de feriados na segunda-feira, que ditaram o encerramento destes mercados.

As principais praças europeias dividem-se entre ganhos e perdas. Lisboa segue em baixa ao ser pressionada pelo desconto de dividendo da Sonae. O PSI-20 perde 0,57% para os 5.111,46 pontos.

Juros a cinco anos continuam a negociar em terreno negativo
Os juros da dívida portuguesa a cinco anos estão a aliviar 1,1 pontos base para os -0,009%, continuando a negociar em níveis negativos, o que aconteceu pela primeira vez na sessão de ontem, tal como noticiou o Negócios. Isto significa que, no mercado secundário, os investidores já pagam (em vez de receber juro) para comprar dívida portuguesa nesse prazo. Todas as maturidades até cinco anos negoceiam com juro negativo no mercado secundário.

A melhoria da perspetiva pela Fitch e o resultado das eleições europeias estão a contribuir para a diminuição dos juros das obrigações da República no mercado secundário. Esta tendência de queda dos juros já se prolonga há vários meses, tendo intensificado no primeiro semestre deste ano. Na semana passada, a 23 de maio, os juros portugueses a dez anos - o prazo de referência para as obrigações soberanas - negociaram abaixo dos 1% pela primeira vez e assim se mantêm desde então. 

Hoje os juros a dez anos estão a aliviar 2,7 pontos base para os 0,917%, um novo mínimo histórico.

A exceção na Europa à descida dos juros é a Itália. Os juros italianos a dez anos sobem 2,1 pontos base para os 2,694%, após terem subido 12,2 pontos base na sessão anterior.

Euro cede com multa a Itália à vista
O euro está a desvalorizar na sessão de hoje uma vez que os investidores estão nervosos em relação às tensões comerciais e à situação financeira em Itália. Em causa estão as notícias de que a Comissão Europeia se prepara para propor uma multa a Itália a 5 de junho por estar a aumentar a dívida pública e o défice estrutural, quebrando assim as regras europeias. O euro cede 0,06% para os 1,1187 dólares.

Diferença entre Brent e crude é a maior em quase um ano
A diferença entre o petróleo negociado em Londres, o Brent, e o negociado em Nova Iorque, o crude, é neste momento superior a 10 dólares, o que representa um máximo de quase um ano. 

Ambas as cotações do "ouro negro" têm sido afetadas por efeitos contraditórios. Por um lado, a subida da produção nos EUA e a disputa comercial pressiona os preços por se temer que não haja tanta procura no futuro face à oferta. Por outro lado, os cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) têm levado à subida da cotação. 

O crude, negociado em Nova Iorque, segue a valorizar 0,26% para os 59,02 dólares ao passo que o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, está inalterado nos 70,12 dólares por barril. 

Ouro desce com dólar forte
O "metal precioso" está a descer numa altura em que o dólar fortaleceu depois do presidente norte-americano ter dito ontem que os Estados Unidos não estão preparados para fazer um acordo comercial com a China. Pelo contrário: Donald Trump, em visita ao Japão, admitiu que as tarifas sobre os bens chineses podem subir "muito substancialmente" de forma "muito fácil". O ouro está a desvalorizar 0,15% para os 1,283,41 dólares por onça.



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