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Abertura dos mercados: Bolsas mistas e juros em queda no arranque da semana

As bolsas europeias dividem-se entre ganhos e perdas ligeiras, enquanto os juros da dívida dos países do euro estão em queda acentuada. Por cá, a 'yield' das obrigações a dez anos segue em mínimos de mais de um mês.

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traders mercados eleições Reuters
27 de Fevereiro de 2017 às 09:30

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,09% para 4.615,10 pontos

Stoxx 600 perde 0,08% para 369,71 pontos

Nikkei desvalorizou 0,91% para 19.107,47 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 7,4 pontos para 3,861%

Euro avança 0,13% para 1,0577 dólares

Petróleo em Londres sobe 1,14% para 56,63 dólares o barril

 

Bolsas europeias sem tendência definida

As bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida esta segunda-feira, 27 de Fevereiro, no arranque de uma semana que ficará marcada pela apresentação de resultados das empresas, pela divulgação de dados económicos na Europa e Estados Unidos e pelo primeiro discurso de Donald Trump no Congresso, que se realizará esta terça-feira. Os principais índices bolsistas do Velho Continente dividem-se entre ganhos e perdas pouco acentuadas.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,08% para 369,71 pontos, penalizado sobretudo pelas cotadas do sector mineiro. Em destaque esta manhã estão os títulos da London Stock Exchange e da Deutsche Boerse, com desvalorizações superiores a 3%, depois de a gestora londrina ter admitido que a fusão entre as duas está em risco, devido às regras de Bruxelas.

 

Por cá, o PSI-20 desce 0,09% para 4.615,10 pontos, pressionado pelo BCP e pela Galp. O banco liderado por Nuno Amado cai 1,02% para 14,52 cêntimos, enquanto a petrolífera desce 1,01% para 13,705 euros.

 

Juros portugueses em mínimos de mais de um mês

Os juros da dívida portuguesa estão a descer em todas as maturidades, acompanhando o movimento de alívio que se estende à generalidade dos países do euro. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos cai 7,4 pontos base para 3,861%, o valor mais baixo desde 25 de Janeiro. Em Espanha, os juros da dívida a dez anos descem 3,9 pontos para 1,659% e em França recuam 4,6 pontos para 0,882%, depois de ter sido divulgada mais uma sondagem que alarga a vantagem de Emmanuel Macron na corrida às presidenciais.

 

Em Itália, os juros caem 6,3 pontos para 2,132% e na Alemanha contrariam a tendência com uma subida de 0,9 pontos para 0,194%.

 

Dólar sobe pela segunda sessão

O índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais está a subir pela segunda sessão consecutiva, antes de Donald Trump fazer a sua estreia no Congresso dos Estados Unidos num discurso agendado para esta terça-feira.

 

Os investidores estarão atentos a potenciais novidades sobre o plano económico do presidente. Apesar de ainda não terem sido divulgadas as medidas, Trump tem dito que essas serão "fenomenais". Antes do discurso do presidente, será divulgada a segunda estimativa para o PIB dos EUA no quarto trimestre de 2016.

 

Petróleo valoriza mais de 1%

O petróleo está em alta nos mercados internacionais, corrigindo das descidas registadas na sexta-feira, que foram motivadas pelo aumento da produção e das reservas de crude nos Estados Unidos.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 1,02% para 54,54 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres avança 1,34% para 56,74 dólares.

 

Este sábado, o jornal Al Bayan avançou que os Emirados Árabes Unidos estão a trabalhar para garantir o total cumprimento dos cortes na produção acordados pela OPEP, que ajuda a sustentar os preços da matéria-prima.

 

Ouro em queda ligeira

O metal precioso está a negociar em terreno negativo com uma desvalorização ligeira de 0,19% para 1.254,85 dólares por onça. Isto no arranque de uma semana em que serão conhecidos os dados do PIB nos Estados Unidos e que a presidente da Reserva Federal Janet Yellen vai discursar em Chicago, na sexta-feira, podendo dar pistas sobre se as taxas de juro vão mesmo subir a 15 de Março.  

O UBS acredita que o ouro vai subir até aos 1.300 dólares nos próximos seis meses, com as expectativas de inflação a subirem e as taxas de juro reais a passarem para terreno negativo. 

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