Mercados num minuto Abertura dos mercados: Brexit condiciona mercados. Euro sobe há quatro sessões consecutivas

Abertura dos mercados: Brexit condiciona mercados. Euro sobe há quatro sessões consecutivas

A rejeição do acordo de Theresa May para o Brexit continua a condicionar a negociação nos mercados. Já o euro sobe pela quarta sessão consecutiva.
Abertura dos mercados: Brexit condiciona mercados. Euro sobe há quatro sessões consecutivas
Tiago Varzim 13 de março de 2019 às 09:30
Os mercados em números
PSI-20 valoriza 0,13% para os 5.158,23 pontos
Stoxx 600 ganha 0,2% para os 373,94 pontos
Nikkei desvalorizou 0,99% para 21.503 pontos 
"Yield" a 10 anos de Portugal alivia 0,7 pontos base para os 1,328%
Euro aprecia 0,03% para 1,1292 dólares
Petróleo valoriza 0,52% para os 67 dólares, em Londres

Brexit condiciona bolsas
A rejeição do acordo revisto para uma saída ordenada do Reino Unido da União Europeia está a condicionar a negociação desta quarta-feira, 13 de março. As bolsas europeias negoceiam perto da linha de água, sem rumo definido, depois de terem caído ontem na expectativa de que os deputados britânicos iam chumbar a moção de Theresa May a cerca de duas semanas do dia oficial do Brexit, 29 de março. 

Entretanto, o Governo já revelou que tem um plano para limitar o impacto de uma saída sem acordo: a eliminação das tarifas de importação sobre 87% dos bens comprados ao exterior por parte do país. Hoje a saída sem acordo é votada no Parlamento, devendo também ser chumbada. Na quinta-feira os deputados decidem se querem adiar o Brexit. 

"O agudizar das incertezas na atual conjuntura bolsista deverá pesar sobre a abertura", antecipavam os analistas do BPI no diário de bolsa de hoje. Neste momento, o Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, segue a valorizar 0,2% para os 373,94 pontos, com a maior parte dos setores a subir à exceção dos retalhistas. Uma das cotadas que se destaca pela negativa é a Inditex, a retalhista espanhola, que está em queda após ter divulgado resultados ligeiramente abaixo do esperado antes da abertura de sessão. A Adidas também segue em baixa. 

As principais bolsas europeias estão mistas. No caso da bolsa londrina, o FTSE, está praticamente inalterada. Já a bolsa nacional segue a valorizar 0,13% para os 5.158,23 pontos. Na bolsa italiana destaque para a Juventus cujas ações dispararam 30% depois do apuramento para a Liga dos Campeões.

Juros portugueses aliviam 
Os juros portugueses a dez anos voltam a aliviar na sessão de hoje, depois da subida de ontem, aproximando-se de novo dos mínimos históricos. Os juros estão a cair 0,7 pontos base para os 1,328%. Os juros nacionais têm beneficiado dos novos estímulos à economia anunciados pelo Banco Central Europeu (BCE) na semana passada, após ter cortado de forma drástica as previsões de crescimento da Zona Euro para 2019. Além disso, Mario Draghi deixou claro que não haverá mexidas nos juros até ao final deste ano, indicando que o "dinheiro barato" vai continuar por um período mais longo do que se esperava anteriormente. 

Na sexta-feira, 15 de março, a Standard and Poor's - que foi a primeira das três grandes agências de rating a retirar Portugal do "lixo" - deverá pronunciar-se sobre o rating da República. O outlook "positivo" indica que poderá haver uma melhoria da notação financeira no médio prazo, mas para já a expectativa é que o rating fique inalterado.

Já os juros da Alemanha e de Itália estão a subir, respectivamente, 1,1 pontos base para os 0,066% e 1,6 pontos base para os 2,555%. 

Euro sobe há quatro sessões consecutivas. Libra recupera
A divisa europeia está a subir pela quarta sessão consecutiva. A Bloomberg escreve que as perspetivas para o euro podem melhorar caso a economia europeia comece a dar sinais de melhoria, depois das constantes travagens desde o início do segundo semestre do ano passado. A agência de informação financeira cita um índice do Citigroup para a Zona Euro que registou uma "recuperação surpreendente". O euro sobe 0,03% para os 1,1292 dólares.

A libra também está a negociar ligeiramente em alta, depois da queda de ontem com a rejeição do acordo de saída no Parlamento britânico. Os mercados antecipam que os deputados chumbem hoje a saída sem acordo, abrindo a possibilidade de adiamento da data oficial de saída. 

Stocks dos EUA baixam. Petróleo em alta há três dias
A cotação do barril está a subir pela terceira sessão consecutiva depois de um relatório da indústria petrolífera norte-americana ter mostrado que houve uma queda dos inventários. Os stocks registaram uma redução de 2,58 milhões de barris na semana passada, segundo o American Petroleum Institute. Caso se confirme, esta seria a segunda queda em três semanas. Apesar disso, segundo a Bloomberg, o relatório federal deverá mostrar um aumento.

Neste momento, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus aliados estão a discutir a proposta da Arábia Saudita para prolongar o acordo no corte de produção durante o segundo semestre deste ano. Nos últimos dias o barril tem subido ancorado não só nos cortes de produção da Arábia Saudita como também no colapso da produção na Venezuela uma vez que a maior parte do país está sem eletricidade.

O crude, negociado em Nova Iorque, regista uma subida de 0,88% para os 57,37 dólares. Já o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, valoriza 0,52% para os 67 dólares. 

Ouro negoceia acima dos 1.300 dólares novamente
O "metal precioso" está a negociar acima dos 1.300 dólares novamente após um indicador chave da inflação subjacente dos Estados Unidos ter abrandado, dando mais razões para a Reserva Federal ser paciente no aumento dos juros. 
De acordo com os dados revelados ontem, o índice de preços no consumidor subiu 1,5% em fevereiro, face ao mesmo mês do ano passado, o aumento mais tímido desde setembro de 2016.

Além disso, a incerteza relacionada com o Brexit também está a beneficiar o ouro, que é visto como "ativo de refúgio". A cotação do ouro sobe 0,2% para os 1.304,41 dólares por onça, um máximo de duas semanas. 



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